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COP30 usa a inteligência artificial para soluções climáticas

A COP30 anunciou a “AI Climate Academy”, uma iniciativa global que foi lançada durante as ações preparatórias da conferência do clima, visando capacitar indivíduos e instituições no uso responsável da inteligência artificial (IA) para ações climáticas. A academia busca promover a equidade e a sustentabilidade, permitindo que as nações associadas desenvolvam e implementem suas próprias soluções climáticas baseadas em inteligência artificial.

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COP30 usa a inteligência artificial para soluções climáticas

Percebendo a relevância da inteligência artificial no apoio à mitigação dos efeitos das alterações climáticas, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro de 2025 em Belém do Pará, em pleno coração da Amazônia brasileira, anunciou um avanço crucial na procura por soluções ambientais.

A COP30 lançou um workshop piloto da AI Climate Academy, que foi realizado de 13 a 17 de outubro de 2025, nas dependências do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, em Belém do Pará, e fez parte das ações preparatórias para a COP30. O evento foi uma chamada aberta sobre inteligência artificial (IA) e mudanças do clima, reconhecendo a tecnologia como um pilar essencial para atenuar as consequências da crise climática e guiar as nações em direção a um futuro mais resiliente.

A iniciativa da COP30 visa catalisar discussões e colaborações sobre o papel inovador da IA em áreas como monitoramento florestal, previsão de fenômenos climáticos extremos e otimização de estratégias para a redução de emissões de carbono.

Este engajamento estratégico entre IA e alterações climáticas como inovação da COP30 sublinha a urgência de integrar inovação tecnológica às políticas ambientais, posicionando a Amazônia não somente como guardiã da biodiversidade, mas também como laboratório global para o emprego de recursos de ponta na defesa do clima.

Como a IA contribui para reduzir mudanças climáticas

A Agência Internacional de Energia (AIE), no relatório “AI and climate change”, revela que a influência da IA atua como aliada e catalisadora da sustentabilidade. Com um potencial para diminuir os lançamentos anuais de poluentes em gigatoneladas de gás carbônico (CO₂). Essa tecnologia transcende ser meramente uma ferramenta de otimização, remodelando a dinâmica entre a utilização e a geração energética.

Segundo o relatório da AIE, no âmbito energético, a IA é o fundamento para redes mais limpas e resilientes, aprimorando o prognóstico de energias renováveis intermitentes, como solar e eólica, reduzindo a perda energética e a dependência de fontes energéticas fósseis. Por meio da manutenção preditiva e da otimização das operações de usinas, a IA prolonga a durabilidade de infraestruturas e garante uma entrega de energia mais estável e eficaz.

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No transporte, a IA revoluciona a mobilidade com otimização de rotas e frotas, manutenção preditiva e direção ecológica, resultando em economias energéticas massivas e no corte de emissões de gases de efeito estufa, destacando-se, por exemplo, na capacidade para atenuar o surgimento de rastros de condensação na aviação.

Para a manufatura e os edifícios, a intervenção da IA resulta em operações fabris mais otimizadas, gestão inteligente do gasto de energia e na aceleração da inovação em materiais de reduzida liberação de carbono, tais como cimento e metodologias para a captura de CO₂, além de desempenhar um papel vital na identificação de vazamentos de metano.

Os efeitos da IA na criação de postos de trabalho tecnológicos na área ambiental

Conforme o relatório “Future of Jobs Report” do Fórum Econômico Mundial, a IA atua como um divisor de águas, reconfigurando a paisagem profissional de forma dual: enquanto automatiza funções rotineiras e repetitivas, simultaneamente catalisa novas oportunidades, especialmente em setores tecnológicos e, mais especificamente, na crescente economia verde e sustentável.

Segundo o relatório, a busca por profissões como engenheiros de energias renováveis (solar, eólica, biomassa), especialistas em sustentabilidade e economia circular, analistas de carbono, cientistas climáticos, técnicos em eficiência energética e gestores de reciclagem e de resíduos está em franca expansão.

IA na educação ambiental: os dilemas da consciência verde

O artigo “Using artificial intelligence in sustainability teaching and learning” dos professores doutores Walter Leal Filho, Eundeok Kim, Jaluza Maria Lima Silva Borsatto e Carla Bonato Marcolin identificou que a IA possibilita o desenvolvimento de trilhas de aprendizado sob medida, adaptando o conteúdo e a metodologia às exigências e ao ritmo de cada indivíduo.

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O estudo identificou que, por meio de plataformas adaptativas, simuladores interativos e gamificação, a IA transforma temas ambientais complexos em experiências envolventes e memoráveis, elevando significativamente o engajamento e o entendimento dos alunos sobre as questões e soluções climáticas.

Por meio da análise preditiva e da identificação de padrões para o aprendizado, a IA otimiza o design e a implementação de programas para a educação ambiental, direcionando o emprego de recursos de maneira mais eficaz e maximizando o impacto na formação de cidadãos conscientes e ativos na edificação de um amanhã sustentável.

Impactos da IA na formação tecnológica e na educação ambiental

Oded Israeli, especialista em aplicação de IA no ensino tecnológico e diretor de marketing (CMO) da startup israelense Wawiwa Tech, que já requalificou mais de 50.000 profissionais para a tecnologia, relata que “a educação tecnológica impulsionada pela IA está rapidamente remodelando o panorama profissional e exigindo um novo conjunto de habilidades. Isso também proporciona oportunidades para a requalificação de adultos de qualquer profissão, assegurando que a força de trabalho do futuro atenda às necessidades da indústria na era da IA. Estamos construindo um futuro no qual o aprendizado é contínuo e adaptado a um mundo em constante mutação”.

Diercio Ferreira, CEO da Techtalent Innovation School de Belo Horizonte, relata que: “A COP30 na Amazônia é o momento ideal para analisar a IA, aliada estratégica para uma educação tecnológica que emerge como potente aliada da causa ambiental. A IA tem a capacidade de transformar a educação ambiental de algo abstrato numa experiência engajadora. A educação tecnológica focada na preservação ambiental está criando os empregos verdes do amanhã. É uma revolução na consciência e na aptidão para agir, em que a tecnologia atua como uma ponte entre o saber e a ação transformadora pela saúde do nosso planeta”.

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Reforma do crédito habitacional pode redefinir acesso ao financiamento e impulsionar novo ciclo imobiliário, avalia especialista

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Para Daniel Claudino, medidas em discussão devem ampliar funding, reduzir travas operacionais e melhorar a previsibilidade do sistema

As mudanças previstas na reforma do crédito habitacional podem representar um dos ajustes mais relevantes da última década para o mercado imobiliário brasileiro. Para o especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino, a modernização das regras tem potencial para ampliar o acesso ao financiamento, destravar projetos e reduzir assimetrias operacionais entre agentes financeiros.

Segundo Claudino, um dos pontos centrais do debate é a criação de mecanismos que ampliem a base de funding do Sistema Financeiro da Habitação, ampliando a capacidade de concessão de crédito. “O sistema depende de previsibilidade e de fontes mais robustas. Se a reforma realmente ampliar o volume disponível, veremos uma resposta rápida na ponta, especialmente nos segmentos com demanda reprimida”, afirma.

Outro eixo em discussão é a padronização de processos e a redução de travas operacionais que impactam mutuários e incorporadoras. “Há gargalos burocráticos que elevam prazos, custos e riscos. Ajustes regulatórios simples podem melhorar muito a fluidez das operações, especialmente nos financiamentos ligados à produção”, destaca o especialista.

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Para Claudino, as medidas podem mudar a dinâmica do crédito para famílias de renda média e apoiar novos ciclos regionais de crescimento. “Quando o financiamento fica mais acessível e previsível, o impacto é imediato na absorção de lançamentos. Cidades com demanda ativa, interiores com força econômica e regiões litorâneas, devem reagir primeiro”, observa.

A possível ampliação de linhas indexadas à renda ou atreladas a parâmetros mais estáveis também é vista como fator de previsibilidade. “Soluções híbridas ou indexadores mais estáveis ajudam mutuários a planejar melhor e reduzem a volatilidade. Isso tende a estimular tanto a tomada de crédito quanto o desenvolvimento de novos empreendimentos”, avalia.

O especialista reforça ainda que a reforma pode criar um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia. “Se o crédito flui, o mercado responde. Produção, absorção e retomada de projetos caminham juntos. A reforma tem condições de inaugurar um ambiente mais moderno e funcional para financiamento habitacional no país”, conclui Claudino.

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