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Gestor do MEsp e ex-atleta olímpico, Diogo Silva, alerta sobre a importância da prevenção no cuidado contra o câncer

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Aos 43 anos, Diogo Silva, carrega no corpo a memória do alto rendimento. Caminha com uma postura firme, respiração ritmada de quem aprendeu a dominar o próprio limite e transformar disciplina em medalhas. Mas, hoje, o pós-atleta olímpico de Taekwondo e atual coordenador de Inteligência Esportiva, do Ministério do Esporte, afirma ter aprendido outra lição. “Ser campeão para mim agora é trabalhar por políticas públicas para o esporte e cuidar da saúde”.

Para ele, o mesmo corpo que um dia foi condicionado a buscar medalhas no tatame, hoje precisa lidar com outra rotina, a de gestor público. Ele aproveita o Novembro Azul para alertar sobre a atenção à saúde masculina. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata continua entre os mais comuns em homens brasileiros. A estimativa de 71.730 novos casos por ano entre 2023 e 2025.

A doença tem altas chances de cura quando descoberta cedo, mas ainda enfrenta barreiras históricas. A principal delas é a resistência dos homens para realizar os exames preventivos. “Seja por vergonha ou falta de atenção para realizar as consultas e mesmo a falsa sensação de serem super-resistentes, especialmente aqueles que vivem ou viveram da força física e da performance esportiva”, avalia.

Diogo sabe que nenhum condicionamento físico substitui o cuidado básico. E é exatamente por isso que ele fala, sem rodeios, para atletas e não atletas que a prevenção é um grande ato de coragem. Ele deixou de competir aos 34 anos e hoje, 9 anos depois, afirma que deixar o alto rendimento esportivo nunca significou para ele se desligar da atenção. “Ao contrário. Agora, o esporte segue como parte fundamental da minha rotina, mas o foco está na qualidade de vida, no bem-estar, na capacidade de subir escadas, de cuidar de minhas filhas e envelhecer bem.”

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Para ele, a transição de carreira trouxe consciência que a saúde é prioridade e afirma que trouxe esse aprendizado de sua época como competidor. O gestor inclui em seu cotidiano hábitos como alimentação equilibrada, hidratação, sono, exercício físico regular, exames médicos periódicos, atenção à saúde física e mental, check-ups frequentes.

O peso dos números

Dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram a dimensão do desafio. Para o triênio 2023–2025, estima-se que o Brasil registre cerca de 71.730 novos casos de câncer de próstata anualmente, o que corresponde a uma taxa de risco de 67,86 casos a cada 100 mil homens. No mesmo cenário, a doença permanece como o tipo de câncer mais incidente entre os homens, quando se excluem os tumores de pele não melanoma.

Embora o câncer de próstata acometa com maior frequência homens mais velhos – cerca de 75% dos casos novos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos, segundo o INCA, a doença não escolhe idade. Pesquisas recentes mostram que o número de atendimentos relacionados à doença cresceu entre homens com idade até 49 anos, o que representa um aumento de 32% entre 2020 e 2024. Com o diagnóstico precoce as chances de cura são maiores. Por isso a importância da prevenção e do exame médico periódico.

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Do tatame às estatísticas

Para Diogo Silva, as experiências de atleta e agora de gestor demonstram que a vitória mais importante talvez não venha no pódio, mas no cotidiano. O atleta, acostumado a prevenção de lesão, controle de parâmetros, cuidado com alimentação, hidratação e sono, sabe que o mesmo espírito deve guiar a vida após competição.

Ele afirma que, ao abandonar os treinos de alto rendimento, foi necessário adaptar o corpo e os hábitos, como praticar exercício não mais pelo desempenho, mas pela saúde, ajustar alimentação, rever horários de sono, manter a hidratação e manter atenção constante à saúde, com check-ups médicos regulares. “A rotina de exames, de cuidado, não pode acabar só porque a competição terminou”, diz.

Novembro Azul

O Novembro Azul surgiu na Austrália como uma mobilização internacional pela saúde masculina, com foco na conscientização sobre o câncer de próstata e a promoção do diagnóstico precoce. No Brasil, o INCA adota a campanha como forma de alertar a população masculina sobre a importância da prevenção, exames regulares e estilo de vida saudável.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Fonte: Ministério do Esporte

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Esportes

Fluminense aplica goleada histórica, 6 x 0 no São Paulo

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O Fluminense não tomou conhecimento do São Paulo e protagonizou uma verdadeira noite de gala no Maracanã, na última quinta-feira. Com uma goleada impiedosa de 6 a 0, em partida válida pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o Tricolor carioca não apenas confirmou sua classificação para a Pré-Libertadores, mas também desferiu um golpe fatal nas remotas chances do time paulista de alcançar o G7 da competição.

Os gols da festa tricolor foram marcados por Cannobio, que balançou as redes duas vezes (um deles de pênalti), Martinelli, Nonato, John Kennedy e Serna, selando um placar elástico que entrará para a história do confronto.

Maior Derrota do São Paulo no Clássico

A derrota no Maracanã representa um marco negativo para o São Paulo. Foi a maior goleada sofrida pelo clube paulista em toda a história do embate contra o Fluminense. O revés superou o antigo pior resultado, um 7 a 2 ocorrido em 1960, evidenciando a dimensão do que foi a noite de quinta-feira.

Apesar do vexame, o São Paulo se mantém na oitava colocação do Brasileirão. No entanto, sua posição pode ser ameaçada pelo Corinthians, que entra em campo no domingo. O time do Morumbi, agora, deposita suas últimas esperanças de uma vaga na Pré-Libertadores na Copa do Brasil, torcendo para que Fluminense ou Cruzeiro sagrem-se campeões e abram uma vaga extra para o oitavo colocado do Campeonato Brasileiro.

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Fluminense na Ascensão e Buscando Vaga Direta

Para o Fluminense, o resultado é um atestado de boa fase. Além de garantir a classificação mínima para a Pré-Libertadores, a equipe agora mira uma vaga direta na fase de grupos do torneio continental. O desempenho robusto estende a série invicta do clube para cinco jogos, incluindo confrontos contra alguns dos líderes do campeonato, como Flamengo (vitória), Palmeiras (empate), Cruzeiro (empate) e Mirassol (vitória).

O Atropelo em Campo

O massacre carioca começou cedo. Aos nove minutos, um cruzamento de Samuel Xavier resultou em pênalti, convertido por Cannobio. Não demorou para o segundo gol vir, aos 16, com Martinelli aproveitando um rebote. Aos 24, Nonato ampliou a vantagem, driblando a marcação e chutando entre as pernas do goleiro Young. O São Paulo contou com a sorte para não sofrer mais gols ainda no primeiro tempo, com Young salvando uma finalização de Serna e Cannobio carimbando o travessão.

No intervalo, o técnico são-paulino Hernán Crespo tentou reagir com três substituições, acionando Alisson, Nicolas e Rafael Tolói. Contudo, as mudanças não surtiram efeito. Aos 24 do segundo tempo, John Kennedy, servido por Serna, marcou o quarto gol. A humilhação se completou aos 31, com Cannobio fazendo seu segundo gol na partida, e Serna, aos 41, fechando o caixão com o sexto gol, em um cruzamento rasteiro de Soteldo.

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A noite no Maracanã será inesquecível para os tricolores cariocas e um pesadelo a ser esquecido rapidamente pelos torcedores do São Paulo, que veem suas ambições europeias desmoronarem de forma dolorosa.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 6 x 0 São Paulo

Competição: Campeonato Brasileiro (36ª rodada)

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data: 27 de novembro de 2025 (quinta-feira)

Horário: 20h30 (de Brasília)

Arbitragem:

  • Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
  • Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Andrey Luiz de Freitas (PR)
  • VAR: Daniel Nobre Bins (RS)

Cartões Amarelos:

  • Fluminense: Cannobio
  • São Paulo: Alan Franco

Gols:

  • Fluminense:
    • Cannobio (9′ do 1ºT)
    • Martinelli (16′ do 1ºT)
    • Nonato (24′ do 1ºT)
    • John Kennedy (24′ do 2ºT)
    • Cannobio (31′ do 2ºT)
    • Serna (41′ do 2ºT)

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva (Ignácio), Freytes e Renê; Martinelli, Hércules (Nonato) e Lucho Costa (Ganso); Canobbio (Soteldo), Serna e Everaldo (John Kennedy). Técnico: Luis Zubeldía.

São Paulo: Young; Ferraresi, Luiz Gustavo e Alan Franco; Maik (Nicolas), Pablo Maia (Alisson), Bobadilla (Negrucci), Marcos Antônio e Lucca (Paulinho); Rigoni e Tapia (Tolói). Técnico: Hernán Crespo.

Fonte: Esportes

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