AGRONEGÓCIO
Fungos ganham espaço como fonte de proteína sustentável e alternativa à carne
Publicado em
13 de outubro de 2025por
infocoweb
Micoproteínas: o futuro das proteínas sustentáveis
Pesquisas recentes em engenharia genética e fermentação de precisão estão transformando os fungos em uma fonte promissora de proteínas, conhecidas como micoproteínas. Derivadas do micélio — a estrutura de sustentação dos fungos — essas proteínas oferecem alto valor nutricional, textura semelhante à carne e menor impacto ambiental.
O mercado global de micoproteínas deve ultrapassar US$ 32 bilhões até 2032, impulsionado pelo interesse crescente em alternativas à carne convencional.
Fungos como fábricas celulares
Segundo André Damasio, pesquisador da Unicamp, os avanços em biotecnologia têm transformado fungos filamentosos e leveduras em fábricas celulares capazes de produzir proteínas recombinantes de leite, ovos e carne, com menor impacto ambiental.
Empresas como Meati, Quorn e Enough já produzem em escala industrial, utilizando modelos B2B e promovendo mudanças no setor alimentício.
“A produção de micoproteínas exige menos terra e água, e emite menos gases de efeito estufa do que a pecuária convencional. Esse sistema pode mitigar os impactos ambientais da agricultura intensiva”, explica Damasio.
Desafios técnicos, nutricionais e regulatórios
Apesar do potencial, micoproteínas ainda enfrentam barreiras. O alto teor de fibras do micélio e sua composição nutricional distinta exigem ajustes em textura, sabor e funcionalidade para uso em diversos produtos alimentícios.
Para Gabriel Mascarin, engenheiro agrônomo da Embrapa Meio Ambiente, há também desafios de segurança alimentar e regulamentação. Estudos sobre biodisponibilidade de aminoácidos, efeitos à saúde e controle de toxinas e metais pesados são fundamentais.
A aplicação de biologia sintética e tecnologias “ômicas” tem acelerado o desenvolvimento de linhagens mais produtivas e resistentes, enquanto a edição genética precisa permite superar gargalos na produção industrial.
Micoproteínas como complemento à dieta
Para Paula Cunha, pesquisadora da Unicamp, o objetivo não é substituir a carne, mas oferecer alternativas acessíveis e sustentáveis, diversificando a dieta e reduzindo o impacto ambiental.
Ao integrar micoproteínas às cadeias alimentares, é possível fortalecer a segurança alimentar e aumentar a resiliência dos sistemas agroindustriais frente às mudanças climáticas e à pressão sobre recursos naturais.
Investimentos e mercado em expansão
Nos últimos cinco anos, a fermentação de biomassa fúngica recebeu € 628 milhões em investimentos, superando a carne cultivada (€ 459 milhões). Produtos como os da Quorn, Meati e Eternal apresentam 45-48% de proteínas e 22-35% de fibras, sabor neutro e textura próxima à carne.
O cultivo de micélio também se destaca por baixa emissão de CO₂, pegada hídrica reduzida e uso de subprodutos agrícolas como substratos.
O mercado global de análogos de carne com micélio está avaliado em US$ 7,2 bilhões, com crescimento anual de 10,78% até 2032, enquanto substitutos de laticínios podem atingir US$ 32,38 bilhões, crescendo 13,85% ao ano.

Benefícios nutricionais e limitações
Micoproteínas fornecem aminoácidos essenciais e minerais como zinco e selênio, podendo auxiliar na redução do colesterol, controle da glicemia e síntese de proteína muscular.
No entanto, ainda não contêm vitamina B12 nem ferro, e estudos sobre digestibilidade e potencial alergênico são necessários, especialmente diante de reações observadas em consumidores de produtos Quorn.
Além disso, produtos à base de micoproteínas são considerados “novos alimentos”, exigindo rigorosas avaliações de segurança antes da comercialização, e não são recomendados para crianças menores de três anos.
Empresas líderes e inovação
Empresas como Quorn, Meati e The Better Meat Co. estão à frente na produção escalável e versátil de micoproteínas, oferecendo produtos que vão desde linguiças até carnes vegetais secas, muitas vezes combinadas com proteínas vegetais e microalgas para enriquecer valor nutricional.
Se os desafios técnicos, regulatórios e de aceitação do consumidor forem superados, os fungos podem se tornar peça-chave na construção de um sistema alimentar mais sustentável, nutritivo e inclusivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Carne suína tem leve valorização em novembro, mas exportações recuam; expectativa é de retomada em dezembro
Published
7 horas atráson
28 de novembro de 2025By
infocoweb
O mês de novembro registrou desempenho positivo, ainda que contido, para os preços da carne suína no Brasil. De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, a primeira quinzena foi marcada por uma leve valorização tanto do suíno vivo quanto dos cortes no atacado. O movimento, porém, foi comedido, refletindo um avanço moderado na reposição e no consumo.
Segundo Maia, o ritmo perdeu força na segunda metade do mês, quando os frigoríficos passaram a agir com maior cautela nas compras, resistindo a novas altas de preços e avaliando o mercado com mais prudência. Ainda assim, os suinocultores mantiveram o controle da oferta de animais, o que ajudou a sustentar as cotações.
Exportações ficam abaixo da média, mas saldo deve ser positivo
Apesar da estabilidade interna, o desempenho das exportações em novembro foi mais fraco que o observado nos meses anteriores. Segundo Maia, os embarques ficaram abaixo da média registrada em setembro e outubro.
“Mesmo com volumes menores, o setor deve encerrar o mês com resultados positivos”, destacou o analista.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne suína “in natura” somaram US$ 188,28 milhões em novembro (até o dia 14, em 14 dias úteis), com média diária de US$ 13,44 milhões.
O volume total embarcado foi de 75,13 mil toneladas, com média diária de 5,37 mil toneladas, e preço médio de US$ 2.506,20 por tonelada.
Na comparação com novembro de 2024, houve recuo de 6,5% no valor médio diário, 5,3% na quantidade exportada e 1,3% no preço médio.
Cotações regionais mantêm estabilidade com leves altas
O levantamento da Safras & Mercado aponta que, no geral, os preços do suíno vivo registraram variações moderadas em novembro nas principais regiões do país. A média do Centro-Sul subiu 0,71%, passando de R$ 7,87 para R$ 7,93 por quilo.
Os cortes de pernil no atacado avançaram 0,64%, de R$ 13,40 para R$ 13,49, enquanto a carcaça suína apresentou valorização de 1,41%, de R$ 12,38 para R$ 12,56.
Confira as cotações regionais:
- São Paulo: arroba suína em R$ 166,00;
- Rio Grande do Sul: quilo vivo manteve-se em R$ 6,75 na integração e subiu de R$ 8,40 para R$ 8,45 no interior;
- Santa Catarina: estabilidade em R$ 6,70 na integração e R$ 8,40 no interior;
- Paraná: quilo vivo estável em R$ 8,40 (mercado livre) e R$ 6,90 (integração);
- Mato Grosso do Sul: R$ 8,00 em Campo Grande e R$ 6,70 na integração;
- Goiás: alta de R$ 8,00 para R$ 8,20;
- Minas Gerais: valorização de R$ 8,20 para R$ 8,50 e, no mercado independente, de R$ 8,50 para R$ 8,70;
- Mato Grosso: estabilidade em R$ 8,00 (Rondonópolis) e R$ 7,20 na integração.
Expectativas positivas para dezembro com impulso sazonal
A perspectiva para dezembro é de melhora no consumo interno, impulsionada por fatores sazonais como o pagamento do 13º salário, a injeção de renda e as festividades de fim de ano.
“Esses elementos podem estimular o varejo e movimentar toda a cadeia produtiva”, avalia Allan Maia.
A expectativa é de que o aumento na demanda interna contribua para uma recuperação mais consistente nos preços da carne suína, compensando parte da retração nas exportações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

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