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PIB do Brasil cresce 1,9% no 1º trimestre de 2023

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Na comparação com o mesmo período de 2022, o índice que mede o crescimento da economia teve alta de 4%. Crescimento da agropecuária é o maior desde o quarto trimestre de 1996

m dos principais indicadores da atividade econômica de um país, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,9% nos primeiros três meses de 2023 em relação ao trimestre anterior, bem acima das expectativas projetadas. O percentual foi divulgado nesta quinta-feira, 1/6, pelo IBGE. Na comparação com o mesmo período de 2022, o crescimento foi de 4%. Levando em conta o acumulado dos quatro últimos trimestres, a alta é de 3,3%.

Em valores reais, o PIB no primeiro trimestre de 2023 totalizou R$ 2,6 trilhões. A taxa de investimento foi de 17,7% do PIB. Já a taxa de poupança foi de 18,1%, acima da taxa registrada no mesmo período de 2022 (17,4%).

TOPO DA LISTA – De acordo com o documento Crescimento Real Ttrimestral do PIB, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil apresentou no primeiro trimestre deste ano o quarto maior índice de crescimento em relação às 37 nações cujos dados já estão disponíveis. Apenas Polônia, com 3,9%, China, com 2,2%, e Luxemburgo (2%, valor ainda provisório) aparecem à frente do Brasil. Seis nações, entre elas a Alemanha (-0,3%), apresentaram percentuais negativos de acordo com a OCDE.

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AGRO EM ALTA – Na comparação com o trimestre anterior, houve alta expressiva na Agropecuária (21,6%). é a maior alta do segmento desde o quarto trimestre de 1996. Segundo o IBGE, o resultado é explicado principalmente pelo aumento da produção da soja, principal lavoura de grãos do país, que concentra 70% da safra no primeiro trimestre e deve fechar este ano com recorde.

Também houve evoluções nos Serviços (0,6%) e estabilidade na Indústria (-0,1%). Entre as atividades industriais, houve desempenhos positivos nos segmentos de Indústrias Extrativas (2,3%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,7%).  A queda foi registrada em Construção (-0,8%) e Indústrias de Transformação (-0,6%).

Nos Serviços, houve crescimento em Transporte, armazenagem e correio (1,2%), Intermediação financeira e seguros (1,2%) e Administração, saúde e educação pública (0,5%), além de variações positivas no Comércio (0,3%) e Atividades imobiliárias (0,3%).

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2022 – Na comparação com os três primeiros meses de 2022, a Agropecuária cresceu 18,8%. O resultado pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre e pela produtividade.

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A soja, principal cultivo, apresentou ganho de produtividade e crescimento expressivo na produção anual, estimada em 24,7%. Com exceção do arroz (-7,5%), outras culturas com safra relevante nesse trimestre também apontaram crescimento na produção anual e ganho de produtividade, como milho (8,8%), fumo (3,0%) e mandioca (2,1%).

A Indústria subiu 1,9%. As Indústrias Extrativas (7,7%) registraram o melhor resultado, sendo afetadas pela alta tanto da extração de petróleo e gás como de minério de ferro. Houve destaque também na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,4%) com a melhoria das condições hídricas. A Construção (1,5%), por sua vez, teve sua décima alta consecutiva.

SETOR EXTERNO – As Exportações de Bens e Serviços apresentaram alta de 7,0%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 2,2% no primeiro trimestre de 2023. Dentre as exportações de bens, aqueles setores que com maior contribuição positiva foram: extração de petróleo e gás; produtos alimentícios; extração de minerais; derivados do petróleo e serviços. Na pauta de importações de bens, a alta se deu principalmente por: derivados do petróleo; extração de minerais não metálicos; indústria automotiva e serviços.

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ECONOMIA

Manutenção preventiva do carro evita dor de cabeça e gera economia

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Foto: Freepik

Dados mostram que revisões regulares reduzem gastos em até cem vezes

Motoristas brasileiros vão movimentar R$ 269,5 bilhões no setor de reparação automotiva este ano. O valor, projetado pelo Sindipeças, representa crescimento de 5% sobre os R$ 256,7 bilhões registrados em 2024. Mais de 72 milhões de veículos devem passar por oficinas ao longo do ano, segundo dados do portal Reparação Automotiva.

A conta é simples: uma troca de óleo preventiva sai por cerca de R$ 100. Ignorar o procedimento pode resultar em motor fundido, reparo que, dependendo da gravidade, pode chegar a R$ 10 mil. Essa proporção de 1 para 100 pode se repetir em outros componentes do veículo, porém, no geral, consertos emergenciais custam duas a três vezes mais que revisões programadas. 

O setor de reparação representa 2% do PIB nacional, e os investimentos devem alcançar R$ 7 bilhões este ano, alta de 9,4% ante os R$ 6,2 bilhões de 2024. Os recursos vão para modernização de oficinas, treinamento de profissionais e desenvolvimento de novas tecnologias de diagnóstico. Cerca de 41,8 milhões de unidades precisarão de algum tipo de serviço automotivo no próximo ano. O volume inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e tratores, conforme o Sindipeças.

Pane custa caro para quem depende do carro para trabalhar

Superaquecimento, óleo vencido e bateria descarregada são capazes de interditar um carro. Motoristas que dependem do veículo para trabalhar perdem faturamento a cada hora parada. Quem possui veículo próprio precisa planejar esses gastos no orçamento. Já aqueles que optam pelo aluguel de carro para Uber em São Paulo, ou demais centros urbanos do país, transferem essas revisões para a locadora. 

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Para motoristas de aplicativo, um dia sem trabalhar pode significar centenas de reais de prejuízo. No mercado de locação veicular, popular nesse segmento, empresas como a Kovi absorvem esses custos de manutenção, oferecendo previsibilidade total de despesas para o motorista profissional.

Troca de óleo e revisão de pneus são campeões de procura

Troca de óleo, alinhamento, balanceamento e revisão de pneus lideram a lista de serviços mais procurados. Lanternagem e substituição de lâmpadas também entram nas estatísticas. Por ano, as concessionárias atendem 8,7 milhões de veículos, enquanto autocenters recebem 10,4 milhões. Oficinas independentes respondem pelo maior volume: 21,5 milhões de atendimentos.

A sazonalidade marca o setor. Janeiro registra o maior pico de demanda, com índice 21% acima da média anual. Mais de 4,1 milhões de veículos procuram oficinas logo no primeiro mês do ano. O índice de demanda atinge 1,210 em janeiro, caindo para 1,150 em fevereiro. Em março, a procura cai em 15%, marcando índice de 0,852. Junho e julho também registram picos de movimento.

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Descuido com manutenção pode render multa de trânsito

A Norma Brasileira NBR-5462 estabelece que a manutenção preventiva deve seguir intervalos predeterminados. Os fabricantes recomendam revisões a cada 10 a 15 mil quilômetros rodados ou seis meses, o que ocorrer primeiro. Os principais itens verificados são óleo do motor, pneus, freios, alinhamento e balanceamento.

Filtros obstruídos e pneus descalibrados elevam o consumo de combustível. Pneus desgastados comprometem a segurança e podem render multas, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito. 

Luzes queimadas também geram infrações. Pastilhas de freio devem ser substituídas a cada 10 mil quilômetros, enquanto o fluido de freio precisa ser trocado anualmente. Postergar esses procedimentos danifica outros componentes do sistema, e um problema ignorado pode virar um reparo caro em pouco tempo.

No geral, o setor especializado elenca três tipos de manutenção. A preventiva antecipa problemas; a corretiva conserta depois que o problema apareceu; e a preditiva usa sensores e análises para prever falhas. Das três, a preventiva oferece melhor custo-benefício para a maioria dos motoristas. Veículos com manutenção em dia também valem mais na revenda ou no aluguel, com a diferença podendo chegar a 20% do valor total. 

 

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