Economia
Texto da Reforma Tributária segue comprometendo o futuro da empregabilidade no setor de serviços
Foto: Edmilson Pereira – Presidente da Febrac (Divulgação)
A proposta prevê a substituição de cinco tributos e uma alíquota que vai provocar alta elevação da carga tributária do setor como um todo. Dentre os tópicos essenciais, a desoneração da folha de pagamento precisa contemplar os serviços terceirizáveis de forma permanente, defende a Febrac
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da Reforma Tributária no Senado Federal, apresentou nesta quarta-feira (25) o relatório da proposta que será votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) referente à PEC 45, que dispõe sobre a Reforma Tributária. Por ter sido alterado no Senado, o projeto voltará para análise da Câmara. O relator espera que a votação da proposta na CCJ aconteça até 9 de novembro.
O texto da PEC nº 45/19, que propõe uma reforma no sistema tributário, mais especificamente na tributação sobre o consumo, vem sendo questionado ao longo desses meses por representantes do setor de serviços – responsável pela geração de 70% dos empregos no Brasil. Da forma que está, a proposta prevê a criação de um IVA federal (ou Imposto sobre Valor Agregado) e um IVA subnacional, o que não contempla as necessidades do setor, inviabilizando e interferindo na economia, afetando os cenários de geração de emprego, renda e consumo.
Para a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), entidade que defende sempre esta pauta em meio à discussão da Reforma Tributária, a medida não contempla de forma permanente o setor de serviços no tópico sobre a desoneração da folha de pagamento.
As mudanças propostas justificam-se por dois motivos: o primeiro é que as elevadas contribuições incidentes sobre a folha de salários no Brasil criam um forte desestímulo à formalização dos trabalhadores. O segundo motivo é que a existência de benefícios assistenciais cujo valor (um salário mínimo) é equivalente ao piso dos benefícios previdenciários, torna ainda menos atraente a formalização para os trabalhadores de baixa renda. Neste contexto, a desoneração da parcela de todos os salários equivalente ao benefício assistencial previsto no art. 203, V, da Constituição representaria um grande estímulo à ampliação do emprego e,
sobretudo, do emprego formal em nosso país.
“Os benefícios da desoneração vão muito além da formalização do emprego. A redução do custo do trabalho tem um impacto positivo e fomenta o crescimento da economia, além de promover a competitividade sobre a produção nacional. A redução dos impostos estimula uma melhor qualificação dos trabalhadores, contribuindo para o crescimento da produtividade no longo prazo”, argumenta o presidente da federação, Edmilson Pereira.
Redução dos tributos incidentes de forma permanente
Importante destacar que ao deslocar a carga tributária em desfavor do setor de serviços, com aumentos de até 100% na carga tributária atual, surge a necessidade compensar este acúmulo de carga com a redução dos tributos incidentes sobre folha de pagamentos, item de custo que afeta pesadamente o setor prestador de serviços.
No cerne da economia brasileira, as empresas locais lidam com uma opressiva carga tributária incidente sobre os encargos laborais e patronais. Esta realidade impõe uma barreira significativa para a abertura de novos postos de trabalho. Ademais, cenário potencial é o de uma crise econômica severa se a matéria for aprovada tal como se apresenta, tendo em vista a sua omissão no tratamento da importante questão do financiamento da seguridade social.
“Portanto, pleiteio que os parlamentares se aproximem do setor de serviços e busquem entender o que aflige o setor que mais emprega no país. Precisamos de maior segurança financeira para que o setor mantenha o alto nível de empregabilidade e mantenha a máquina econômica em pleno funcionamento não só a curto prazo, mas permanentemente”, detalha Edmilson.
Edmilson ressalta que a PEC da Reforma ainda precisa ser mais debatida. “Acreditamos que ainda há espaço para o aprofundamento das discussões, com vistas a buscar a justiça tributária em termos de fomento ao emprego e renda, com garantia do equilíbrio das contas públicas e sustentabilidade da seguridade social”, ponderou.
Sobre a Febrac – A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) foi criada para representar os interesses do dos setores de serviços de Asseio e Conservação. Hoje, representa 12 setores ligados à terceirização de mão de obra especializada.
Com sede em Brasília, a federação agrega sindicatos nas 27 unidades federativas do país e ocupa cargos na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nos Conselhos Nacionais do SESC e do SENAC, na Central Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços (CEBRASSE) e na Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis e na World Federation of Building Service Contractors (WFBSC). A Febrac tem como objetivo cuidar, organizar, defender e zelar pela organização das atividades por ela representadas.
ECONOMIA
Manutenção preventiva do carro evita dor de cabeça e gera economia
Published
1 mês atráson
24 de outubro de 2025
Dados mostram que revisões regulares reduzem gastos em até cem vezes
Motoristas brasileiros vão movimentar R$ 269,5 bilhões no setor de reparação automotiva este ano. O valor, projetado pelo Sindipeças, representa crescimento de 5% sobre os R$ 256,7 bilhões registrados em 2024. Mais de 72 milhões de veículos devem passar por oficinas ao longo do ano, segundo dados do portal Reparação Automotiva.
A conta é simples: uma troca de óleo preventiva sai por cerca de R$ 100. Ignorar o procedimento pode resultar em motor fundido, reparo que, dependendo da gravidade, pode chegar a R$ 10 mil. Essa proporção de 1 para 100 pode se repetir em outros componentes do veículo, porém, no geral, consertos emergenciais custam duas a três vezes mais que revisões programadas.
O setor de reparação representa 2% do PIB nacional, e os investimentos devem alcançar R$ 7 bilhões este ano, alta de 9,4% ante os R$ 6,2 bilhões de 2024. Os recursos vão para modernização de oficinas, treinamento de profissionais e desenvolvimento de novas tecnologias de diagnóstico. Cerca de 41,8 milhões de unidades precisarão de algum tipo de serviço automotivo no próximo ano. O volume inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e tratores, conforme o Sindipeças.
Pane custa caro para quem depende do carro para trabalhar
Superaquecimento, óleo vencido e bateria descarregada são capazes de interditar um carro. Motoristas que dependem do veículo para trabalhar perdem faturamento a cada hora parada. Quem possui veículo próprio precisa planejar esses gastos no orçamento. Já aqueles que optam pelo aluguel de carro para Uber em São Paulo, ou demais centros urbanos do país, transferem essas revisões para a locadora.
Para motoristas de aplicativo, um dia sem trabalhar pode significar centenas de reais de prejuízo. No mercado de locação veicular, popular nesse segmento, empresas como a Kovi absorvem esses custos de manutenção, oferecendo previsibilidade total de despesas para o motorista profissional.
Troca de óleo e revisão de pneus são campeões de procura
Troca de óleo, alinhamento, balanceamento e revisão de pneus lideram a lista de serviços mais procurados. Lanternagem e substituição de lâmpadas também entram nas estatísticas. Por ano, as concessionárias atendem 8,7 milhões de veículos, enquanto autocenters recebem 10,4 milhões. Oficinas independentes respondem pelo maior volume: 21,5 milhões de atendimentos.
A sazonalidade marca o setor. Janeiro registra o maior pico de demanda, com índice 21% acima da média anual. Mais de 4,1 milhões de veículos procuram oficinas logo no primeiro mês do ano. O índice de demanda atinge 1,210 em janeiro, caindo para 1,150 em fevereiro. Em março, a procura cai em 15%, marcando índice de 0,852. Junho e julho também registram picos de movimento.
Descuido com manutenção pode render multa de trânsito
A Norma Brasileira NBR-5462 estabelece que a manutenção preventiva deve seguir intervalos predeterminados. Os fabricantes recomendam revisões a cada 10 a 15 mil quilômetros rodados ou seis meses, o que ocorrer primeiro. Os principais itens verificados são óleo do motor, pneus, freios, alinhamento e balanceamento.
Filtros obstruídos e pneus descalibrados elevam o consumo de combustível. Pneus desgastados comprometem a segurança e podem render multas, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito.
Luzes queimadas também geram infrações. Pastilhas de freio devem ser substituídas a cada 10 mil quilômetros, enquanto o fluido de freio precisa ser trocado anualmente. Postergar esses procedimentos danifica outros componentes do sistema, e um problema ignorado pode virar um reparo caro em pouco tempo.
No geral, o setor especializado elenca três tipos de manutenção. A preventiva antecipa problemas; a corretiva conserta depois que o problema apareceu; e a preditiva usa sensores e análises para prever falhas. Das três, a preventiva oferece melhor custo-benefício para a maioria dos motoristas. Veículos com manutenção em dia também valem mais na revenda ou no aluguel, com a diferença podendo chegar a 20% do valor total.

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