BRASÍLIA

Nacional

Governo Federal investe R$ 1,4 bi em iniciativas com foco em segurança pública por meio do Pronasci

Publicado em

Brasília, 14/03/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou, nesta sexta-feira (14), o Relatório de Balanço do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci II). Por meio da iniciativa, foram investidos R$ 1.377.086.178,94 em ações preventivas com o objetivo de reduzir a criminalidade e promover os direitos humanos, em 2023 e 2024.

As ações são divididas em cinco eixos prioritários: prevenção da violência contra mulheres; segurança cidadã em territórios vulneráveis; reintegração social de presos e egressos; apoio às vítimas da criminalidade; e combate ao racismo estrutural. Além disso, foram estabelecidas prioridades de ação para 163 cidades que concentraram, em 2021, 50% das mortes violentas intencionais do País. Outro foco do programa são mulheres e jovens entre 15 e 24 anos.

Na prática, o Pronasci se materializa por meio de diversos órgãos do Executivo Federal. Da estrutura do MJSP, integram a política pública a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Secretaria de Acesso à Justiça (Saju).

Principais ações e projetos implementados:

Casas da Mulher Brasileira (CMBs): construção de 17 unidades para atendimento a mulheres vítimas de violência. A iniciativa é um dos eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023.

Patrulhas Maria da Penha e Delegacias Especializadas: entrega de 270 viaturas para fortalecer a fiscalização de medidas protetivas.

Guardas Civis Municipais: doação de 397 viaturas

Bolsa-Formação: qualificação de 141.092 profissionais de segurança pública, com bolsas de R$ 900, sendo 39.470 da Guarda Municipal; 55.492 da Polícia Militar; 20.817 da Polícia Civil; 10.868 da Polícia Civil; 13.081 do Corpo de Bombeiros; e 1.364 da perícia criminal.

Centros Comunitários pela Vida (Convives): construção de 30 unidades para prevenção da violência em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Escola Mais Segura: apoio a 25 unidades da Federação e 111 municípios na prevenção da violência escolar.

Pronasci Juventude: atendimento a 2 mil jovens no Rio de Janeiro e em Salvador, com expansão prevista para outras regiões.

Incentivo a projetos culturais em áreas violentas, beneficiando até 100 mil pessoas.

Infográfico Pronasci 1
Investimentos por estados
Infográfico Pronasci 2
Investimentos por estados
Infográfico Pronasci 3
Investimentos por estados

A coordenadora-geral do Pronasci, Tamires Gomes Sampaio, destaca a importância de uma política pública de segurança baseada na cidadania e na proteção da vida com dignidade. “Essa deve ser uma política de proteção à vida da população, com dignidade e qualidade. O Pronasci surge com a perspectiva de articular várias áreas da justiça e da segurança com outros órgãos, potencializando as entregas aos cidadãos”, afirma.

Leia Também:  Senacon debate o papel da cooperação nacional no fortalecimento da defesa do consumidor

Segundo ela, os indicadores de segurança comprovam a eficácia da estratégia, mostrando uma redução maior das mortes violentas intencionais nos municípios prioritários do que na média nacional. Ainda, de acordo com a coordenadora, esse resultado reforça a importância da focalização e do acompanhamento de indicadores na construção de políticas públicas bem-sucedidas.

Escola Mais Segura

O Escola Mais Segura é um projeto relacionado ao Programa Nacional de Segurança das Escolas, que destina recursos para o fortalecimento, o aprimoramento e a institucionalização de rondas especializadas, além de outras ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento de crimes no ambiente escolar e em seu entorno.

Pronasci Juventude

Projeto de prevenção às violências associadas aos mercados ilegais de drogas, o Pronasci Juventude está em desenvolvimento e implementação desde 2023. Sua abordagem se baseia na segurança pública com cidadania e no desenvolvimento social e comunitário, visando reduzir a oferta de drogas ilícitas.

As ações do projeto atendem adolescentes e jovens de 15 a 24 anos em situação de vulnerabilidade sociorracial agravada, focando em regiões com altos índices de violência letal e presença do crime organizado. Atualmente, 2 mil adolescentes e jovens participam no Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA), sendo 1,5 mil na capital fluminense e 500 no município baiano. A expansão para Amazonas, Distrito Federal e Pernambuco já foi formalizada, com previsão de mais 2 mil vagas.

Os participantes contam com acompanhamento multidisciplinar para construção de projeto de vida ao longo de 12 meses, elevação de escolaridade e formação profissionalizante pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além de bolsa de R$500 para garantir adesão às atividades. No aspecto comunitário, há mapeamento e fortalecimento de redes, oficinas de arte, esporte, cultura e lazer abertas ao público e formação de profissionais para manejo de álcool e drogas com jovens.

Parceria com a Senacon

Uma parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) financiou, via Fundo de Defesa de Direitos Difusos, projetos culturais para reparação de danos e promoção de direitos em territórios vulneráveis. O alcance estimado foi entre 50 mil e 100 mil beneficiários em 42 municípios de 17 estados.

Leia Também:  Brasil fica em 1º lugar em programa global e receberá mais de US$ 1 bilhão para descarbonização da indústria

Projeto Fortalecer

Em dezembro de 2024, foi lançado o edital do Projeto Fortalecer, iniciativa que busca criar núcleos acadêmicos de atendimento e acesso a direitos via extensão universitária. Serão firmadas parcerias com instituições acadêmicas para suporte técnico às Defensorias Públicas estaduais e do Distrito Federal. O objetivo é ampliar o acesso à justiça, promover a cidadania e oferecer apoio a pessoas vulneráveis, incluindo egressos do sistema prisional e seus familiares.

Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado

Criada em setembro de 2022 pela Defensoria Pública do RJ, a Raave surgiu da mobilização social após a chacina do Jacarezinho. A rede envolve grupos de pesquisa, universidades, sociedade civil e profissionais de psicologia e psicanálise. Seu objetivo é ampliar atendimentos psicossociais do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, conectando serviços gratuitos a outras políticas públicas.

O público-alvo são vítimas de violência estatal e outras violações de direitos, incluindo afetados por chacinas e perfilamento racial. No Pronasci II, o projeto é executado pela Saju em parceria com a UFRJ. A expansão da Rede busca ampliar atendimentos, fortalecer a participação social e divulgar a Raave nacionalmente.

Clínica de Acesso à Justiça

A Clínica de Acesso à Justiça é referência na formação de assistentes técnicos em prevenção de conflitos socioambientais urbanos na Amazônia Legal. Atualmente, o projeto ocorre no Amazonas, integrando gestão, ensino, pesquisa, extensão e inovação. Está prevista a estruturação do Núcleo de Coordenação Central para apoio ao MJSP e a oferta de disciplinas de graduação e residência clínica em assistência técnica. Também serão disponibilizados cursos de aperfeiçoamento para facilitadores e mutirões de atendimento em territórios do Pronasci, com previsão de 3,9 mil atendimentos.

Defensores Populares

O Programa Defensoras Populares, promovido pela Saju, fortalece mulheres como líderes comunitárias na defesa de direitos. O projeto incentiva a mediação de conflitos e garante acesso à Justiça. Foram destinados recursos ao Ceará para selecionar cem mulheres em situação de vulnerabilidade para formação e capacitação.

O Projeto Jovens Defensores, em parceria com Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Peregum e Levante Popular da Juventude, tem como objetivo formar mil jovens lideranças de 15 a 24 anos. Jovens de seis unidades da Federação (RJ, SP, BA, PE, PA e DF) atuarão como multiplicadores, promovendo e defendendo direitos em seus territórios.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Nacional

Debate sobre regulação das plataformas digitais destaca protagonismo do Brasil no tema

Published

on

Brasília, 28/11/2025 – A secretária de Direitos Digitais, Lílian Cintra de Melo, participou do seminário on-line A Regulamentação das Plataformas Digitais no Brasil, realizado em 19 de novembro. O evento reuniu especialistas do setor público, da academia, de órgãos reguladores e do mercado para discutir os rumos da regulação digital no País.

O encontro contou com três painéis temáticos: perspectivas institucionais da regulação digital; papel das agências reguladoras no ambiente digital; e visão do mercado sobre os impactos da regulação.

Durante sua participação, a titular da Sedigi destacou que debates sobre o tema são essenciais para tornar a regulação digital efetiva e duradoura. Lílian afirmou que o momento atual é decisivo para a consolidação de um modelo regulatório mais responsivo, colaborativo e alinhado às rápidas transformações tecnológicas.

A secretária disse que o Brasil vive uma fase singular, marcada pela convergência entre referenciais regulatórios já consolidados — como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) — e debates legislativos estratégicos, como o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrará em vigor em 2026, e o Projeto de Lei de Inteligência Artificial, em discussão no Congresso Nacional.

Leia Também:  MJSP participa do lançamento de núcleo de responsabilidade social do Fórum Empresas com Refugiados, em Manaus

Para Lílian, o Brasil ocupa posição de destaque nas discussões globais sobre regulação das plataformas digitais. “O País pode atuar como fiel da balança nesse debate. Reunimos muitos usuários, utilizamos redes sociais de forma intensa e aprendemos com experiências internacionais para adaptar soluções ao nosso modelo”, afirmou.

Novo modelo de governança digital

A titular da pasta defendeu a criação de um novo paradigma de governança digital, que combina cooperação e regulação baseada em risco, orientada a resultados efetivos. “Falamos de ambientes complexos e de algoritmos que nem sempre são compreendidos nem por quem os desenvolve. Por isso, precisamos de respostas construídas com diálogo”, ressaltou. Nesse caminho, avanços graduais, mesmo pequenos, ajudam a consolidar uma regulação mais eficiente.
Por fim, foi enfatizada a importância da participação da sociedade em consultas e audiências públicas. A regulação do ambiente digital impacta diretamente a democracia, os direitos humanos e a proteção de dados dos cidadãos.

Convergência entre os marcos da regulação digital

A consolidação da regulação digital no País se apoia na união de leis já em vigor, como o Marco Civil da Internet, a LGPD e o recém-aprovado ECA Digital, além das discussões sobre o Projeto de Lei de Inteligência Artificial. Juntas, essas normas orientam a atuação do Governo e ampliam a proteção para quem usa a internet todos os dias. Também representam um ponto de partida para construir um ambiente digital mais seguro.

Leia Também:  Senacon debate o papel da cooperação nacional no fortalecimento da defesa do consumidor

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI