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Vinte e quatro pessoas são presas em operação contra organização criminosa que movimentou R$ 27 milhões em dois anos

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Brasília, 28/11/2025 – A segunda fase da operação Efeito Helicóptero foi realizada, nessa quinta-feira (27), pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), no estado, e em outros cinco entes federados, contra uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Os agentes de segurança pública cumpriram 24 dos 29 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, além de bloquear bens e ativos financeiros em 16 cidades do Brasil. As investigações indicam que a organização criminosa movimentou mais de R$ 27 milhões em dois anos.

A ação foi liderada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) — responsável pelo Projeto Impulse, inserido no Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas do MJSP (Enfoc). Vinculada à Diretoria Integrada Metropolitana (DIM/PCPE), essa é a 77ª Operação de Repressão Qualificada deste ano.

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A PCPE contou com o apoio das polícias civis de Mato Grosso do Sul (MS), de Minas Gerais (MG), do Paraná (PR), de Rondônia (RO) e de São Paulo (SP).

Início das investigações

Em outubro de 2022, a investigação começou com o objetivo de identificar e desarticular uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de financiamento e tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro, com atuação em todo o País. Em outubro de 2023, foi deflagrada a primeira fase.

No dia 27 de novembro deste ano, foram cumpridos mandados de prisão, de busca e apreensão domiciliar e ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, todos expedidos pelo Juízo da Quinta Vara Criminal da Comarca de Recife (PE).

Para a realização da ação, participaram cem policiais civis de Pernambuco, entre delegados, agentes e escrivães, além de policiais civis de outros estados. Os agentes de segurança pública foram assessorados pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB/LD).

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A PCPE contou com o apoio operacional do Comando de Operações e Recursos Especiais (Core/PCPE), da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Giso/Seap-PE) e das polícias civis de Mato Grosso do Sul (MS), de Minas Gerais (MG), do Paraná (PR), de Rondônia (RO) e de São Paulo (SP).

A operação Efeito Helicóptero 2 representa mais uma medida contra o crime organizado e reforça a importância da integração entre inteligência policial e repressão patrimonial no combate às organizações criminosas no Brasil.

Impulse e Enfoc

O Projeto Impulse, inserido no Programa Enfoc do MJSP, é uma iniciativa para fortalecer a atuação das polícias civis no combate ao crime organizado, promovendo a integração entre as forças policiais e aprimorando as investigações. O Enfoc, por sua vez, busca uma atuação integrada contra o crime organizado no País.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Debate sobre regulação das plataformas digitais destaca protagonismo do Brasil no tema

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Brasília, 28/11/2025 – A secretária de Direitos Digitais, Lílian Cintra de Melo, participou do seminário on-line A Regulamentação das Plataformas Digitais no Brasil, realizado em 19 de novembro. O evento reuniu especialistas do setor público, da academia, de órgãos reguladores e do mercado para discutir os rumos da regulação digital no País.

O encontro contou com três painéis temáticos: perspectivas institucionais da regulação digital; papel das agências reguladoras no ambiente digital; e visão do mercado sobre os impactos da regulação.

Durante sua participação, a titular da Sedigi destacou que debates sobre o tema são essenciais para tornar a regulação digital efetiva e duradoura. Lílian afirmou que o momento atual é decisivo para a consolidação de um modelo regulatório mais responsivo, colaborativo e alinhado às rápidas transformações tecnológicas.

A secretária disse que o Brasil vive uma fase singular, marcada pela convergência entre referenciais regulatórios já consolidados — como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) — e debates legislativos estratégicos, como o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrará em vigor em 2026, e o Projeto de Lei de Inteligência Artificial, em discussão no Congresso Nacional.

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Para Lílian, o Brasil ocupa posição de destaque nas discussões globais sobre regulação das plataformas digitais. “O País pode atuar como fiel da balança nesse debate. Reunimos muitos usuários, utilizamos redes sociais de forma intensa e aprendemos com experiências internacionais para adaptar soluções ao nosso modelo”, afirmou.

Novo modelo de governança digital

A titular da pasta defendeu a criação de um novo paradigma de governança digital, que combina cooperação e regulação baseada em risco, orientada a resultados efetivos. “Falamos de ambientes complexos e de algoritmos que nem sempre são compreendidos nem por quem os desenvolve. Por isso, precisamos de respostas construídas com diálogo”, ressaltou. Nesse caminho, avanços graduais, mesmo pequenos, ajudam a consolidar uma regulação mais eficiente.
Por fim, foi enfatizada a importância da participação da sociedade em consultas e audiências públicas. A regulação do ambiente digital impacta diretamente a democracia, os direitos humanos e a proteção de dados dos cidadãos.

Convergência entre os marcos da regulação digital

A consolidação da regulação digital no País se apoia na união de leis já em vigor, como o Marco Civil da Internet, a LGPD e o recém-aprovado ECA Digital, além das discussões sobre o Projeto de Lei de Inteligência Artificial. Juntas, essas normas orientam a atuação do Governo e ampliam a proteção para quem usa a internet todos os dias. Também representam um ponto de partida para construir um ambiente digital mais seguro.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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