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Golpes digitais crescem e pedem atenção redobrada

Com o aumento das fraudes on-line, especialista alerta para medidas essenciais de proteção no ambiente digital

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Golpes digitais crescem e pedem atenção redobrada

Segundo pesquisa do Instituto DataSenado, divulgada em outubro de 2024, 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de crimes cibernéticos nos 12 meses anteriores — o que representa mais de 40,85 milhões de pessoas afetadas por fraudes como clonagem de cartão, invasão de contas bancárias e golpes na internet. Além disso, o número de crimes digitais no país cresceu 45% em 2024 em relação ao ano anterior, totalizando cerca de 5 milhões de fraudes praticadas, conforme levantamento da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP).

Esses dados evidenciam a necessidade de atenção redobrada para a proteção dos dados e recursos financeiros.

Um dos principais desafios da segurança digital está no uso indevido de informações pessoais por criminosos. Golpes como phishing — mensagens falsas que induzem a fornecer dados sigilosos —, fraudes via WhatsApp e falsas centrais de atendimento estão entre as práticas mais comuns. Conforme explica Vinicius da Fonseca Suna, Gerente Regional da Unicred Integração, os criminosos se aproveitam da confiança das pessoas e da familiaridade delas com as plataformas digitais para aplicar golpes.

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Diante desse cenário, torna-se essencial a adoção de medidas de segurança para evitar prejuízos. Entre as práticas recomendadas pelo Gerente Regional da Unicred Integração, Vinicius da Fonseca Suna, estão:

  • Desconfiança diante de mensagens suspeitas, já que bancos e cooperativas de crédito nunca solicitam senhas, códigos de segurança ou confirmações por meio de links enviados por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens.

  • Verificação da autenticidade dos contatos, confirmando sempre a identidade da instituição financeira antes do fornecimento de qualquer dado. Em caso de ligação suspeita, recomenda-se o contato direto com a cooperativa pelos canais oficiais.

  • Utilização de senhas fortes e autenticação em dois fatores nos aplicativos financeiros, o que ajuda a aumentar a proteção contra acessos indevidos.

  • Evitar clicar em links desconhecidos, pois golpistas utilizam sites falsos para capturar informações. A recomendação é acessar sempre o site oficial do banco ou da cooperativa digitando o endereço diretamente no navegador.

  • Atenção especial a pedidos urgentes de dinheiro. Se um familiar ou amigo solicitar dinheiro via WhatsApp, deve-se confirmar a identidade da pessoa por meio de uma ligação antes de realizar qualquer transferência.

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Vinicius da Fonseca Suna enfatiza que a informação e o conhecimento são as melhores ferramentas para evitar fraudes. “Manter-se atualizado sobre segurança digital e procurar ajuda sempre que houver dúvidas são atitudes fundamentais para garantir transações seguras no ambiente digital”, ressalta o especialista.

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Reforma do crédito habitacional pode redefinir acesso ao financiamento e impulsionar novo ciclo imobiliário, avalia especialista

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Para Daniel Claudino, medidas em discussão devem ampliar funding, reduzir travas operacionais e melhorar a previsibilidade do sistema

As mudanças previstas na reforma do crédito habitacional podem representar um dos ajustes mais relevantes da última década para o mercado imobiliário brasileiro. Para o especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino, a modernização das regras tem potencial para ampliar o acesso ao financiamento, destravar projetos e reduzir assimetrias operacionais entre agentes financeiros.

Segundo Claudino, um dos pontos centrais do debate é a criação de mecanismos que ampliem a base de funding do Sistema Financeiro da Habitação, ampliando a capacidade de concessão de crédito. “O sistema depende de previsibilidade e de fontes mais robustas. Se a reforma realmente ampliar o volume disponível, veremos uma resposta rápida na ponta, especialmente nos segmentos com demanda reprimida”, afirma.

Outro eixo em discussão é a padronização de processos e a redução de travas operacionais que impactam mutuários e incorporadoras. “Há gargalos burocráticos que elevam prazos, custos e riscos. Ajustes regulatórios simples podem melhorar muito a fluidez das operações, especialmente nos financiamentos ligados à produção”, destaca o especialista.

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Para Claudino, as medidas podem mudar a dinâmica do crédito para famílias de renda média e apoiar novos ciclos regionais de crescimento. “Quando o financiamento fica mais acessível e previsível, o impacto é imediato na absorção de lançamentos. Cidades com demanda ativa, interiores com força econômica e regiões litorâneas, devem reagir primeiro”, observa.

A possível ampliação de linhas indexadas à renda ou atreladas a parâmetros mais estáveis também é vista como fator de previsibilidade. “Soluções híbridas ou indexadores mais estáveis ajudam mutuários a planejar melhor e reduzem a volatilidade. Isso tende a estimular tanto a tomada de crédito quanto o desenvolvimento de novos empreendimentos”, avalia.

O especialista reforça ainda que a reforma pode criar um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia. “Se o crédito flui, o mercado responde. Produção, absorção e retomada de projetos caminham juntos. A reforma tem condições de inaugurar um ambiente mais moderno e funcional para financiamento habitacional no país”, conclui Claudino.

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