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Reforma tributária inicia testes do IBS e CBS em 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, o Brasil inicia a fase de testes do IBS e da CBS, etapa prevista na reforma tributária para substituir tributos como ICMS e ISS. O período será usado para validar sistemas, documentos fiscais e regras operacionais. O setor de serviços deverá ajustar processos internos, já que a nova estrutura altera a forma de apuração e o modelo de créditos.

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Reforma tributária inicia testes do IBS e CBS em 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, o Brasil inicia a fase de testes dos novos tributos criados pela reforma tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A etapa faz parte do processo de transição previsto na Emenda Constitucional 132/2023, que substitui gradualmente tributos atuais, como ICMS e ISS, por um sistema unificado baseado no modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

De acordo com o Conselho Federativo do IBS e a Receita Federal, a fase inicial não envolve cobrança real dos tributos. O período será utilizado para parametrização dos sistemas fiscais, validação de regras operacionais, testes dos documentos fiscais eletrônicos e ajustes necessários para que empresas e entes federativos se adaptem às novas exigências. A previsão é que a migração completa ocorra entre 2027 e 2033, com a redução progressiva dos tributos atuais.

O setor de serviços está entre os mais impactados pela mudança, ressalta Diaimerffer D. Dorneles que é Advogada tributarista. A substituição do ISS por um imposto nacional com regras uniformes modifica a forma de apuração, o local de incidência e o modelo de crédito tributário. Entidades empresariais destacam que a transição exigirá adequações em sistemas internos, processos de escrituração digital e atualização de códigos tributários específicos vinculados ao IBS e à CBS.

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Órgãos técnicos do governo federal informam que, durante o período de teste, empresas deverão registrar operações de forma paralela aos tributos vigentes, permitindo que os fiscos comparem resultados, identifiquem inconsistências e consolidem as normas operacionais. A validação dos documentos fiscais eletrônicos — incluindo novos campos e códigos de classificação tributária — também integra o processo de implementação.

Estudos do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e de consultorias econômicas indicam que o modelo de IVA tende a padronizar regras, reduzir disputas entre municípios e estados e modificar a carga tributária relativa de determinados setores. No caso dos serviços, a incidência uniforme e a ampliação do regime de créditos podem alterar custos operacionais conforme a estrutura de cada atividade.

A adoção plena do IBS e da CBS permanece condicionada aos resultados da fase de teste e às regulamentações complementares que serão publicadas ao longo de 2025 e 2026. As etapas adicionais incluem definição de alíquotas, regras de compensação entre entes federativos e detalhamento dos procedimentos de escrituração e recolhimento.

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Reforma do crédito habitacional pode redefinir acesso ao financiamento e impulsionar novo ciclo imobiliário, avalia especialista

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Para Daniel Claudino, medidas em discussão devem ampliar funding, reduzir travas operacionais e melhorar a previsibilidade do sistema

As mudanças previstas na reforma do crédito habitacional podem representar um dos ajustes mais relevantes da última década para o mercado imobiliário brasileiro. Para o especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino, a modernização das regras tem potencial para ampliar o acesso ao financiamento, destravar projetos e reduzir assimetrias operacionais entre agentes financeiros.

Segundo Claudino, um dos pontos centrais do debate é a criação de mecanismos que ampliem a base de funding do Sistema Financeiro da Habitação, ampliando a capacidade de concessão de crédito. “O sistema depende de previsibilidade e de fontes mais robustas. Se a reforma realmente ampliar o volume disponível, veremos uma resposta rápida na ponta, especialmente nos segmentos com demanda reprimida”, afirma.

Outro eixo em discussão é a padronização de processos e a redução de travas operacionais que impactam mutuários e incorporadoras. “Há gargalos burocráticos que elevam prazos, custos e riscos. Ajustes regulatórios simples podem melhorar muito a fluidez das operações, especialmente nos financiamentos ligados à produção”, destaca o especialista.

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Para Claudino, as medidas podem mudar a dinâmica do crédito para famílias de renda média e apoiar novos ciclos regionais de crescimento. “Quando o financiamento fica mais acessível e previsível, o impacto é imediato na absorção de lançamentos. Cidades com demanda ativa, interiores com força econômica e regiões litorâneas, devem reagir primeiro”, observa.

A possível ampliação de linhas indexadas à renda ou atreladas a parâmetros mais estáveis também é vista como fator de previsibilidade. “Soluções híbridas ou indexadores mais estáveis ajudam mutuários a planejar melhor e reduzem a volatilidade. Isso tende a estimular tanto a tomada de crédito quanto o desenvolvimento de novos empreendimentos”, avalia.

O especialista reforça ainda que a reforma pode criar um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia. “Se o crédito flui, o mercado responde. Produção, absorção e retomada de projetos caminham juntos. A reforma tem condições de inaugurar um ambiente mais moderno e funcional para financiamento habitacional no país”, conclui Claudino.

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