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Disparada da ureia pressiona custos e acende alerta no mercado agrícola

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Alta intensa da ureia chama atenção do mercado

A recente disparada nos preços da ureia tem gerado forte preocupação no setor agrícola, tanto pela intensidade quanto pela velocidade das valorizações. O movimento, segundo análise de mercado, evidencia uma mudança abrupta no comportamento das cotações do insumo.

De acordo com o analista de inteligência de mercado Jeferson Souza, o gráfico recente da ureia passou a apresentar um formato atípico, comparado a um “prédio”, indicando uma escalada rápida e acentuada nos preços.

Preços elevados levantam dúvidas sobre demanda

Com a ureia atingindo patamares considerados elevados, cresce a preocupação em relação à capacidade de absorção por parte da demanda. O aumento dos custos pressiona diretamente o produtor rural, especialmente em culturas altamente dependentes do fertilizante.

O cenário atual é classificado como incerto e com baixa visibilidade, o que reforça a postura mais cautelosa entre os agentes do mercado.

Redução da área de trigo já era discutida no Sul

Antes mesmo das recentes tensões no cenário internacional, produtores já demonstravam preocupação com a rentabilidade da cultura do trigo. Custos elevados e margens mais apertadas vinham motivando debates sobre a redução da área plantada.

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No final de fevereiro, durante visitas ao Rio Grande do Sul, foram observadas discussões sobre a diminuição da área destinada ao cereal. No Paraná, a percepção era semelhante, indicando uma tendência regional entre os produtores do Sul do país.

Ureia cara amplia pressão sobre o trigo

Com a elevação dos preços da ureia, a tendência é de aumento adicional na pressão sobre a cultura do trigo, que possui forte dependência do insumo. Esse encarecimento pode levar produtores a revisarem suas estratégias para a próxima safra.

Possível migração de culturas pode alterar o mercado

Diante desse cenário, outras culturas podem ganhar espaço em áreas tradicionalmente destinadas ao trigo. Esse redirecionamento no plantio pode provocar mudanças relevantes na dinâmica de oferta agrícola.

O mercado, portanto, deve acompanhar de perto os desdobramentos, já que possíveis alterações na área cultivada podem impactar diretamente os preços e a disponibilidade de produtos nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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