BRASÍLIA

Duelo dos Seminovos

34º Duelo dos Seminovos estreia no Salvador Norte Shopping com crédito facilitado e reafirma liderança da Bahia no Nordeste

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Com 30 lojas, opções de motos a carros elétricos e Banco BV como parceiro oferecendo 90 dias de carência, maior feirão da capital aposta em lazer para a família e surfa no recorde do estado, que superou 60 mil veículos negociados em agosto

Foto: Divulgação

Líder absoluto na venda de seminovos e usados no Nordeste, o mercado automotivo baiano ganha um novo acelerador de negócios. Pela primeira vez, o Feirão Duelo dos Seminovos desembarca no Salvador Norte Shopping, em São Cristóvão, para a sua 34ª edição, reunindo 30 lojas participantes em um único espaço na sexta (25), sábado (26) e domingo (27). O evento traz um estoque diversificado para atender a todos os padrões, com veículos sendo comercializados de R$ 29.900 até R$ 250 mil.

O feirão chega embalado pelos números oficiais da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Em agosto, a Bahia registrou 60.151 veículos comercializados, mantendo uma dianteira confortável no Nordeste em relação a estados como Pernambuco (54.796) e Ceará (47.934). No acumulado de 2026, o mercado baiano já movimentou 407.265 unidades, consolidando um avanço de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Crédito agressivo e parceria de peso

Para transformar o alto volume de estoque em vendas rápidas, a 34ª edição conta com o Banco BV como financeira patrocinadora oficial. O objetivo é facilitar a aprovação no balcão com condições altamente atrativas para o consumidor: taxas a partir de 1,2% ao mês, planos de parcelamento estendidos em até 60 meses, possibilidade de compra com zero de entrada e uma carência de 90 dias para o pagamento da primeira parcela.

Nova estrutura e eletrificados em alta

A escolha do Salvador Norte Shopping como palco inédito reforça o novo conceito do feirão, integrando a jornada de compra ao lazer. Os visitantes poderão desfrutar de toda a infraestrutura do shopping, com praça de alimentação, comodidade, segurança e atrações voltadas para a diversão de toda a família.

Outro grande diferencial é a ampliação do mix de ofertas. Além dos tradicionais veículos de passeio e utilitários, o feirão passa a contar com forte disponibilidade de motos e um catálogo robusto de carros elétricos e híbridos, acompanhando o consumidor baiano que busca cada vez mais alternativas de mobilidade inovadoras e econômicas.

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Para o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos da Bahia (Assoveba), Ari Pinheiro Junior, a combinação de estoque, lazer e crédito é a chave para o sucesso do novo formato:

“Nossa liderança na região não acontece por acaso. A Bahia hoje responde por um volume altíssimo de negócios, e fechar agosto com mais de 60 mil transferências é a prova da nossa força. Trazer o 33º Duelo dos Seminovos para o Salvador Norte Shopping é entregar o que o cliente exige: comodidade total. O consumidor traz a família para passear e encontra 30 lojas com motos, elétricos e carros tradicionais. Quando aliamos essa variedade às condições do Banco BV, permitindo ao cliente sair de carro novo sem entrada e só pagar a primeira parcela daqui a 90 dias, criamos o cenário ideal. Tudo isso blindado pelo Selo de Qualidade Assoveba. É um formato imbatível para continuarmos ditando o ritmo do varejo no Nordeste”, destaca o presidente.

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ECONOMIA

Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

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Três Coqueiros inicia processo de internacionalização e aposta na versatilidade do polvilho de fermentação natural para alcançar o mercado internacional.

Presente em receitas tradicionais como pão de queijo, biscoitos e bolos, o polvilho ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos fora da comunidade brasileira. Em um mercado marcado pela procura por alimentos sem glúten, ingredientes naturais e alternativas à farinha de trigo, a Três Coqueiros identificou uma oportunidade para apresentar ao consumidor norte-americano uma matéria-prima que faz parte da cultura alimentar do Brasil há gerações.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa catarinense iniciou seu processo de internacionalização sob a liderança da CEO Mariane Domingos. A estratégia busca ampliar a presença do polvilho no exterior, mostrando que o ingrediente pode ir além das receitas brasileiras e ser incorporado a diferentes preparações.

“Não queremos apenas exportar polvilho. Queremos mostrar ao mundo o potencial da mandioca brasileira. Acreditamos que ela será uma das matérias-primas mais importantes para a alimentação do futuro, especialmente em produtos sem glúten, ingredientes funcionais e alimentos mais naturais”, afirma Mariane. Pedro Domingos, irmão de Mariane, atua como diretor financeiro e participa da estratégia de crescimento da companhia.

Estratégia começa pelo consumidor brasileiro

A entrada da Três Coqueiros nos Estados Unidos é conduzida pela World Bridge Brands (WBB), empresa especializada no desenvolvimento de marcas brasileiras no mercado norte-americano e que trabalha com negócios como Chilli Beans e Natura.

Os sócios Nathali Oliveira e Paulo Argollo estão à frente do projeto, que envolve o posicionamento da marca, a adaptação de sua apresentação para o novo mercado e a negociação com diferentes canais de varejo.

A primeira etapa da estratégia busca alcançar os brasileiros que vivem no país e já conhecem o polvilho. Esse público representa uma base inicial de consumidores familiarizados com o ingrediente e com receitas nas quais ele é utilizado.

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Ao mesmo tempo, a WBB pretende ampliar o alcance do produto entre norte-americanos que procuram opções naturalmente livres de glúten, ingredientes de origem vegetal e novas possibilidades para substituir a farinha de trigo.

“O público brasileiro representa uma porta de entrada importante, porque já conhece o produto e mantém uma relação afetiva com receitas feitas à base de polvilho. Mas existe um mercado muito maior entre consumidores que procuram alimentos gluten-free, ingredientes naturais e novas possibilidades para a alimentação”, afirmam os sócios da WBB.

O trabalho também inclui uma etapa de educação do consumidor. A proposta é explicar a origem do polvilho, suas formas de utilização e as características que o diferenciam de outros amidos encontrados no mercado americano.

Produto ficou fora da tarifa adicional

Outro fator considerado favorável para a expansão é que o polvilho não foi atingido pela tarifa adicional imposta pelo governo de Donald Trump a determinados produtos brasileiros.

A fécula de mandioca está entre as exceções previstas na medida, o que reduz o impacto comercial da nova taxação sobre a entrada do ingrediente nos Estados Unidos.

Para a Três Coqueiros, o cenário cria condições mais favoráveis para iniciar a prospecção de canais de venda e apresentar o produto a um público que vem ampliando o interesse por alimentos sem glúten e ingredientes com origem identificável.

Fermentação natural diferencia o produto

A estratégia de internacionalização está apoiada no método de produção adotado pela empresa. A Três Coqueiros adquire a mandioca de pequenos produtores locais, fortalecendo uma cadeia regional que acompanha o negócio desde sua origem.

Depois do processamento da raiz, o amido permanece em tanques por aproximadamente quatro meses, período em que ocorre a fermentação natural. Em seguida, o polvilho é seco ao sol. O processo respeita o tempo necessário para que o produto desenvolva suas características de qualidade, funcionalidade e sabor.

A escolha diferencia a Três Coqueiros de métodos industriais que aceleram ou modificam o amido com o uso de substâncias químicas. Dependendo da finalidade do produto, esses processos podem utilizar elementos como cloreto de cálcio, anidrido acético, ácido clorídrico concentrado, peróxido de hidrogênio a 35%, sulfato de cobre e soda cáustica a 4%.

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A empresa, por sua vez, preserva a fermentação biológica natural, sem recorrer à aceleração química desse ciclo.

“Nosso polvilho é produzido respeitando o tempo da fermentação e cada etapa do processo. Não existe um ingrediente capaz de substituir esse tempo. É mandioca, fermentação natural e secagem ao sol. Esse cuidado faz toda a diferença na qualidade do produto”, explica Mariane.

A Três Coqueiros produz cerca de 1.500 toneladas de polvilho por ano.

Além de manter o método tradicional, a companhia investe em análises laboratoriais para compreender melhor as propriedades do polvilho fermentado e estudar novas aplicações para a mandioca. Os planos incluem o desenvolvimento de ingredientes e soluções alimentícias que combinem praticidade, versatilidade e uma composição mais simples.

Mariane Domingos. Foto: Divulgação.

Mandioca brasileira como ingrediente do futuro

Para a CEO, a chegada aos Estados Unidos pode abrir caminho não apenas para a empresa, mas também para uma nova percepção internacional sobre a mandioca brasileira.

Além de estar associada à identidade alimentar do país, a raiz pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes produtos, atendendo a consumidores interessados em alternativas sem glúten e alimentos produzidos com processos mais naturais.

A proposta da Três Coqueiros é combinar essa demanda contemporânea com um conhecimento transmitido dentro da família ao longo de gerações e com a valorização dos pequenos agricultores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.

“Queremos que, quando alguém pensar em mandioca de alta qualidade, pense no Brasil. E, quando pensar no Brasil, conheça a Três Coqueiros. Nosso objetivo é unir tradição, qualidade e inovação para construir uma marca brasileira reconhecida internacionalmente”, conclui Mariane.

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