BRASÍLIA

Economia

Golpe do precatório e do falso advogado: veja 6 dicas para se proteger

Publicado em

 

 

Alto número de ações judiciais no país contribui para o surgimento desse tipo de fraude

 

Trabalhadores que aguardam o recebimento de precatórios ou têm ações judiciais em andamento têm se tornado alvo frequente de criminosos que se passam por advogados ou representantes jurídicos para aplicar golpes. O contato costuma ocorrer por telefone, WhatsApp ou e-mail, muitas vezes com uso de dados reais — como nome, número da OAB e informações processuais obtidas em consultas públicas — para dar aparência de legitimidade.

 

Aí surge a “boa notícia” que esconde uma armadilha: o pagamento saiu, mas existe uma taxa para a liberação de valores, indenizações ou precatórios. Fingindo ser o representante legal da vítima, o falso profissional cria um senso de urgência para pressionar uma tomada de decisão rápida, sem tempo para checar informações. As mensagens enganosas usam argumentos variados e solicitam pagamentos ou transferências por PIX para supostamente “desbloquear” o crédito judicial. Veja 6 dicas para evitar esse tipo de fraude:

 

1 – Ao receber mensagens de números desconhecidos, desconfie de erros ortográficos. E, mesmo que o texto esteja bem escrito, redobre a atenção – especialmente se houver solicitação de dados pessoais.

 

2 – Desconfie de cobranças urgentes, links suspeitos ou ligações com linguagem apressada.

 

3 – Não efetue pagamentos em contas de pessoas físicas ou jurídicas desconhecidas e jamais forneça dados bancários.

 

4 – Evite tratar assuntos jurídicos somente pelo celular e confirme qualquer informação diretamente com seu advogado de confiança.

Leia Também:  BRB reduz taxa de juros para pessoa física

 

5 – Registre um boletim de ocorrência em caso de suspeita de golpe.

 

6 – O mais importante é ficar atento às solicitações de pagamento: em caso de cessão de crédito, é você quem recebe o dinheiro da venda. Você não deve pagar nada por isso.

 

Por que esses golpes acontecem?

 

O Brasil concentra um alto volume de ações judiciais e um lento sistema de pagamentos que pode levar décadas. Segundo o relatório “Justiça em Números 2025”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 2025 teve 5 milhões de processos em tramitação, adicionados aos 2,3 milhões de novas ações registradas até o final do ano. A soma pode chegar a R$ 1 trilhão em indenizações.

 

Muitos trabalhadores aguardam há anos pelos valores, sem perspectivas de recebimento. Mesmo após a decisão judicial, a liberação pode levar um longo período. Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça estima que os prazos podem ultrapassar uma década, chegando a 15 anos em alguns casos.

“É nesse cenário de espera prolongada e, muitas vezes, falta de informação, que possíveis golpistas encontram oportunidades de agir. Quem aguarda há muito tempo por um pagamento pode se tornar mais suscetível a abordagens enganosas”, comenta Herbert Camilo, CEO da Anttecipe.com.

 

Segurança jurídica e amparo legal

 

Para quem ainda não teve o pagamento liberado e deseja uma solução mais rápida e segura, existe a opção de vender o processo – esta alternativa está prevista no artigo 286 do Código Civil, uma prática consolidada no meio jurídico que vem ganhando espaço entre trabalhadores.

Leia Também:  Brasília E-Games Experience: evento gratuito no Parque da Cidade acontece neste fim de semana

 

A venda da ação trabalhista ou do precatório deve ser feita com uma empresa especializada em cessão de crédito judicial, que vai analisar alguns critérios do processo, como o valor envolvido na ação – neste caso, ele deve ser superior a R$ 20 mil para ações trabalhistas e R$50 mil para precatórios. Em seguida, a companhia apresenta uma proposta de compra e, se ela for aceita, o pagamento do valor negociado pode ser feito em até 24 horas após a assinatura do contrato. Um prazo muito mais curto para o recebimento se comparado aos anos de espera pelas vias tradicionais.

 

“Esta fórmula tem ajudado centenas de brasileiros, com uma negociação transparente e ágil. O pagamento é feito à vista e cai na conta da pessoa sem nenhum tipo de taxa para iniciarmos os procedimentos”, explica o CEO da Anttecipe.com.

 

Com a ampliação dessa transação, cresce também a conscientização de que a venda de processos trabalhistas é uma operação legítima, segura e juridicamente amparada, capaz de transformar longas esperas em novas oportunidades.

 

Sobre a Anttecipe.com

 

A Anttecipe.com é uma empresa que compra processos trabalhistas (crédito judicial), precatórios e concede empréstimo com processo trabalhista como garantia. É formada por profissionais que atuam há mais de 20 anos no mercado e reúnem expertise nas áreas financeira, operacional, jurídica, customer experience, e-commerce e marketing.

 

A empresa já atendeu mais de 4.000 clientes e negociou mais de R$180 milhões em créditos judiciais.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

ECONOMIA

Carteiras digitais têm crescimento acima do Pix

Published

on

Foto: iMin Technology/Pexels

 

As carteiras digitais estão entre os métodos de pagamento mais utilizados por consumidores no e-commerce brasileiro em 2025, com alta de 20%, ultrapassando o crescimento do Pix, que teve elevação de 18%, segundo o estudo da Payments and Commerce Market Intelligence.

 

A expansão mostra que os serviços financeiros integrados às plataformas digitais estão democratizando o acesso e facilitando compras on-line, com redução de barreiras para o consumidor, além de ampliar a competitividade.

 

A alta identificada na escolha pelas carteiras digitais fez com que elas ultrapassassem, também, os comprovantes bancários tradicionais, ocupando o terceiro lugar entre as formas de pagamento mais populares no Brasil, representando 9% do volume total de transações, segundo o levantamento.

 

Ocupam as primeiras colocações o Pix, com 42% de participação, e o cartão de crédito, com 41%. A projeção do estudo é que as carteiras digitais continuem a crescer 13% ao ano no Brasil até 2028.

Oito em cada dez brasileiros usam carteiras digitais

O estudo Global Payments Report 2025, da Worldpay, estima que os pagamentos digitais representem 80% do e-commerce até 2030. As carteiras digitais devem ultrapassar US$ 28 trilhões, globalmente. 

 

De acordo com o levantamento, 84% dos brasileiros já usam carteiras digitais de forma regular. Em alguns segmentos de e-commerce, elas superam o cartão de crédito como forma de pagamento preferida. Isso ocorre principalmente em nichos que exigem rapidez e pagamento móvel, como aplicativos de transporte, delivery de comida, serviços de streaming e jogos digitais.

 

“As plataformas têm capturado o crescimento das carteiras digitais porque trataram o pagamento como parte da experiência, e não como uma etapa final do checkout. A estratégia passa por reduzir fricção com autenticação e compra em poucos cliques; centralizar diferentes métodos no mesmo ambiente, como carteira, Pix, cartão e parcelamento; e adicionar camadas de confiança, como prevenção a fraudes e jornadas mais seguras”, destaca a diretora de Pay e Banking na Vindi, Monisi Costas.

Leia Também:  Quase metade dos brasileiros já conseguem poupar para emergências de até três meses

 

Segundo ela, as carteiras digitais usam dados para personalizar a oferta, sugerindo o melhor meio de pagamento para cada perfil e contexto, e ampliam a conveniência com recursos como recorrência, saldo e benefícios integrados. “No fim, o usuário fica porque é simples, rápido e previsível: ele sabe que vai conseguir pagar do jeito que prefere, sem barreiras.”

 

Popularidade do Pix

 

Segundo a Câmara Brasileira da Economia Digital, o Pix alcançou presença em 100% dos checkouts monitorados em 2025. Em 2021, o sistema estava presente em apenas 32% das telas de pagamento. Já os métodos mais tradicionais, como o boleto bancário, perderam força. 

 

Para o conselheiro da camara-e.net, Gastão Mattos, o Pix mudou a relação de consumo no Brasil. “Até as operadoras tradicionais aceleraram o desenvolvimento de carteiras digitais, por exemplo, movimento que ganhou força devido à infraestrutura criada pelo próprio Pix, com liquidação instantânea e de baixo custo.”

 

 

Tendências para o setor de pagamentos

Uma das tendências é o Pix Automático, que vem driblar desafios, como a exclusão de quem não tem limite no cartão de crédito e a ineficiência do boleto bancário, que depende da lembrança de pagamento do cliente.

 

A expectativa é que ele se consolide como fundamental para SaaS, streamings, escolas e clubes de assinatura, devido à liquidação imediata para a empresa e fluxo sem atrito para o consumidor, o que resulta em previsibilidade de caixa e redução drástica da inadimplência técnica.

Leia Também:  Banco Central realiza leilão de venda de dólares nesta segunda-feira

 

O Pix Garantido também está entre as  tendências. A modalidade permite parcelar, entregando liquidação imediata para o lojista. Esse modelo tende a ganhar força em serviços essenciais, educação, saúde, manutenção doméstica e em qualquer cenário em que a previsibilidade de caixa seja crítica. Também deve se destacar entre consumidores com baixo limite disponível, em que o cartão tradicional nunca foi capaz de sustentar recorrência ou compras de maior valor.

 

Outra tendência é o BNPL, sigla para Buy Now, Pay Later, um tipo de crediário digital. O BNPL funciona especialmente bem em categorias de alto ticket, como eletrônicos, móveis, linha branca e serviços que exigem pagamento inicial parcelado. Segundo levantamento da Straits Research, o BNPL deve saltar de um mercado estimado em US$ 39 bilhões em 2024 para US$ 435 bilhões em 2030.

 

A segurança alcançada graças à tokenização é mais uma tendência. Um token criptografado, único para uma transação e um dispositivo, permite que o cliente seja reconhecido e a compra ocorra por meio de um toque. Para o e-commerce, o impacto é direto na taxa de aprovação.

 

“A tecnologia substitui o tradicional número do cartão de plástico por um número digital, sequência única de caracteres usada apenas para cada determinada transação, ou para transações realizadas pelo mesmo serviço de pagamentos”, define a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI