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Carteiras digitais têm crescimento acima do Pix

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Foto: iMin Technology/Pexels

 

As carteiras digitais estão entre os métodos de pagamento mais utilizados por consumidores no e-commerce brasileiro em 2025, com alta de 20%, ultrapassando o crescimento do Pix, que teve elevação de 18%, segundo o estudo da Payments and Commerce Market Intelligence.

 

A expansão mostra que os serviços financeiros integrados às plataformas digitais estão democratizando o acesso e facilitando compras on-line, com redução de barreiras para o consumidor, além de ampliar a competitividade.

 

A alta identificada na escolha pelas carteiras digitais fez com que elas ultrapassassem, também, os comprovantes bancários tradicionais, ocupando o terceiro lugar entre as formas de pagamento mais populares no Brasil, representando 9% do volume total de transações, segundo o levantamento.

 

Ocupam as primeiras colocações o Pix, com 42% de participação, e o cartão de crédito, com 41%. A projeção do estudo é que as carteiras digitais continuem a crescer 13% ao ano no Brasil até 2028.

Oito em cada dez brasileiros usam carteiras digitais

O estudo Global Payments Report 2025, da Worldpay, estima que os pagamentos digitais representem 80% do e-commerce até 2030. As carteiras digitais devem ultrapassar US$ 28 trilhões, globalmente. 

 

De acordo com o levantamento, 84% dos brasileiros já usam carteiras digitais de forma regular. Em alguns segmentos de e-commerce, elas superam o cartão de crédito como forma de pagamento preferida. Isso ocorre principalmente em nichos que exigem rapidez e pagamento móvel, como aplicativos de transporte, delivery de comida, serviços de streaming e jogos digitais.

 

“As plataformas têm capturado o crescimento das carteiras digitais porque trataram o pagamento como parte da experiência, e não como uma etapa final do checkout. A estratégia passa por reduzir fricção com autenticação e compra em poucos cliques; centralizar diferentes métodos no mesmo ambiente, como carteira, Pix, cartão e parcelamento; e adicionar camadas de confiança, como prevenção a fraudes e jornadas mais seguras”, destaca a diretora de Pay e Banking na Vindi, Monisi Costas.

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Segundo ela, as carteiras digitais usam dados para personalizar a oferta, sugerindo o melhor meio de pagamento para cada perfil e contexto, e ampliam a conveniência com recursos como recorrência, saldo e benefícios integrados. “No fim, o usuário fica porque é simples, rápido e previsível: ele sabe que vai conseguir pagar do jeito que prefere, sem barreiras.”

 

Popularidade do Pix

 

Segundo a Câmara Brasileira da Economia Digital, o Pix alcançou presença em 100% dos checkouts monitorados em 2025. Em 2021, o sistema estava presente em apenas 32% das telas de pagamento. Já os métodos mais tradicionais, como o boleto bancário, perderam força. 

 

Para o conselheiro da camara-e.net, Gastão Mattos, o Pix mudou a relação de consumo no Brasil. “Até as operadoras tradicionais aceleraram o desenvolvimento de carteiras digitais, por exemplo, movimento que ganhou força devido à infraestrutura criada pelo próprio Pix, com liquidação instantânea e de baixo custo.”

 

 

Tendências para o setor de pagamentos

Uma das tendências é o Pix Automático, que vem driblar desafios, como a exclusão de quem não tem limite no cartão de crédito e a ineficiência do boleto bancário, que depende da lembrança de pagamento do cliente.

 

A expectativa é que ele se consolide como fundamental para SaaS, streamings, escolas e clubes de assinatura, devido à liquidação imediata para a empresa e fluxo sem atrito para o consumidor, o que resulta em previsibilidade de caixa e redução drástica da inadimplência técnica.

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O Pix Garantido também está entre as  tendências. A modalidade permite parcelar, entregando liquidação imediata para o lojista. Esse modelo tende a ganhar força em serviços essenciais, educação, saúde, manutenção doméstica e em qualquer cenário em que a previsibilidade de caixa seja crítica. Também deve se destacar entre consumidores com baixo limite disponível, em que o cartão tradicional nunca foi capaz de sustentar recorrência ou compras de maior valor.

 

Outra tendência é o BNPL, sigla para Buy Now, Pay Later, um tipo de crediário digital. O BNPL funciona especialmente bem em categorias de alto ticket, como eletrônicos, móveis, linha branca e serviços que exigem pagamento inicial parcelado. Segundo levantamento da Straits Research, o BNPL deve saltar de um mercado estimado em US$ 39 bilhões em 2024 para US$ 435 bilhões em 2030.

 

A segurança alcançada graças à tokenização é mais uma tendência. Um token criptografado, único para uma transação e um dispositivo, permite que o cliente seja reconhecido e a compra ocorra por meio de um toque. Para o e-commerce, o impacto é direto na taxa de aprovação.

 

“A tecnologia substitui o tradicional número do cartão de plástico por um número digital, sequência única de caracteres usada apenas para cada determinada transação, ou para transações realizadas pelo mesmo serviço de pagamentos”, define a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

 

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ECONOMIA

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

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Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

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Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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