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Cappelli propõe Fila Zero e critica desperdícios na saúde do DF

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Pré-candidato afirma que problema é de gestão, critica o modelo do IGES-DF e diz que reorganização dos gastos permitirá ampliar cirurgias, consultas e exames

O Distrito Federal terá, em 2026, um dos maiores orçamentos de sua história. A Lei Orçamentária Anual aprovada pela Câmara Legislativa prevê R$ 74,4 bilhões para o governo local. Apenas o Fundo Constitucional do Distrito Federal destinará R$ 7,89 bilhões à saúde, valor que deverá subir para R$ 8,52 bilhões em 2027, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pela CLDF. Para o pré-candidato ao Governo do DF, Ricardo Cappelli (PSB), esses números demonstram que o problema da saúde pública não é falta de recursos, mas a forma como o dinheiro vem sendo administrado.

“O Distrito Federal tem dinheiro. O que falta é gestão”, afirma Cappelli ao defender o programa Fila Zero, que promete reduzir drasticamente o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

Os gargalos da assistência podem ser acompanhados pelo Mapa Social da Saúde, ferramenta oficial desenvolvida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que reúne dados do SISREG/DATASUS e monitora, em tempo real, a demanda reprimida por consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. O painel mostra o volume de solicitações, os tempos de espera e as especialidades com maior pressão sobre a rede pública. Para Cappelli, a existência de milhares de pessoas aguardando atendimento, mesmo diante de um orçamento bilionário, evidencia um problema estrutural de gestão.

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Um dos principais alvos das críticas do pré-candidato é o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGES-DF). Cappelli afirma que o modelo perdeu sua finalidade original e transformou-se em um “cabide de empregos”, consumindo recursos que deveriam ser destinados diretamente ao atendimento da população. Na avaliação do ex-presidente da ABDI e ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça, reorganizar contratos, reduzir desperdícios, fortalecer a Secretaria de Saúde e profissionalizar a gestão permitiria ampliar a capacidade da rede sem depender exclusivamente de novos aportes financeiros.

“Se fizer as coisas certinhas, vai sobrar dinheiro”, resume o pré-candidato ao explicar como pretende financiar a proposta de zerar as filas.

O Governo do Distrito Federal sustenta que tem ampliado o número de cirurgias eletivas por meio do programa OperaDF e implantado ferramentas de monitoramento para acelerar o atendimento. Cappelli, porém, afirma que os resultados ainda estão longe das necessidades da população e que a prioridade de um novo governo deve ser fazer com que cada real destinado à saúde se transforme em atendimento efetivo.

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TRE-DF rejeita ações contra Ricardo Cappelli e reforça liberdade de expressão no debate político

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O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) julgou improcedentes, por unanimidade, duas representações movidas pela Federação União Progressista contra o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB-DF), afastando a alegação de propaganda eleitoral irregular em publicações impulsionadas nas redes sociais que continham críticas à gestão do Governo do Distrito Federal e à governadora Celina Leão.

Os processos, relatados pela desembargadora Leonor Aguena, foram apreciados na sessão de ontem (6). Em ambos os casos, o colegiado concluiu que os conteúdos questionados não configuraram propaganda eleitoral negativa ilícita, reconhecendo que as manifestações se inserem no âmbito da liberdade de expressão e do legítimo debate político.

Ao analisar as representações, o TRE-DF entendeu que as postagens impulsionadas não continham pedido de não voto, ofensas à honra da governadora nem divulgação de fatos sabidamente inverídicos, elementos apontados pela jurisprudência eleitoral como necessários para a caracterização de propaganda negativa irregular.

A decisão acompanhou o entendimento já manifestado pelo Ministério Público Eleitoral, que havia se posicionado pela improcedência das ações. O tribunal também observou que críticas a agentes públicos e à gestão governamental constituem manifestações legítimas em um ambiente democrático, especialmente quando relacionadas a temas de interesse público.

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O pré-candidato Ricardo Cappelli destacou que a decisão reafirma a liberdade de expressão: “Uma vitória muito importante para nós e, sobretudo, para a democracia. Preserva o debate político plural no período pré-eleitoral e a nossa liberdade de opinião. Não recuaremos em mostrar e apontar os problemas na atual gestão do Distrito Federal, porque são extremamente graves e impactam a vida de milhares de famílias todos os dias”, apontou.

Para a defesa de Cappelli, a decisão reafirma que o processo democrático pressupõe o direito de apresentar críticas: “Os questionamentos e as propostas alternativas sobre temas de interesse da sociedade precisam ser protegidos. O debate público não pode ser confundido com propaganda irregular quando exercido dentro dos limites constitucionais e legais”, destacou Rodrigo Pedreira, advogado.
Com o resultado, o TRE-DF afasta a aplicação de multas pretendidas pela Federação União Progressista e consolida o entendimento de que o impulsionamento de conteúdos políticos com caráter crítico não é, por si só, vedado pela legislação eleitoral, desde que respeitados os parâmetros fixados pela Justiça Eleitoral.
As decisões reforçam a orientação de mínima intervenção da Justiça Eleitoral no debate democrático e a proteção constitucional à liberdade de manifestação política, especialmente em temas relacionados à administração pública e ao interesse coletivo.

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