BRASÍLIA

Economia

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

Publicado em

Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

Leia Também:  Investir na aquisição de imóvel ainda vale a pena? Especialista explica estratégia para o investidor brasiliense

Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

Advertisement

ECONOMIA

Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

Published

on

Três Coqueiros inicia processo de internacionalização e aposta na versatilidade do polvilho de fermentação natural para alcançar o mercado internacional.

Presente em receitas tradicionais como pão de queijo, biscoitos e bolos, o polvilho ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos fora da comunidade brasileira. Em um mercado marcado pela procura por alimentos sem glúten, ingredientes naturais e alternativas à farinha de trigo, a Três Coqueiros identificou uma oportunidade para apresentar ao consumidor norte-americano uma matéria-prima que faz parte da cultura alimentar do Brasil há gerações.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa catarinense iniciou seu processo de internacionalização sob a liderança da CEO Mariane Domingos. A estratégia busca ampliar a presença do polvilho no exterior, mostrando que o ingrediente pode ir além das receitas brasileiras e ser incorporado a diferentes preparações.

“Não queremos apenas exportar polvilho. Queremos mostrar ao mundo o potencial da mandioca brasileira. Acreditamos que ela será uma das matérias-primas mais importantes para a alimentação do futuro, especialmente em produtos sem glúten, ingredientes funcionais e alimentos mais naturais”, afirma Mariane. Pedro Domingos, irmão de Mariane, atua como diretor financeiro e participa da estratégia de crescimento da companhia.

Estratégia começa pelo consumidor brasileiro

A entrada da Três Coqueiros nos Estados Unidos é conduzida pela World Bridge Brands (WBB), empresa especializada no desenvolvimento de marcas brasileiras no mercado norte-americano e que trabalha com negócios como Chilli Beans e Natura.

Os sócios Nathali Oliveira e Paulo Argollo estão à frente do projeto, que envolve o posicionamento da marca, a adaptação de sua apresentação para o novo mercado e a negociação com diferentes canais de varejo.

A primeira etapa da estratégia busca alcançar os brasileiros que vivem no país e já conhecem o polvilho. Esse público representa uma base inicial de consumidores familiarizados com o ingrediente e com receitas nas quais ele é utilizado.

Leia Também:  Reforma Tributária: Sisloc alerta para a fase de testes

Ao mesmo tempo, a WBB pretende ampliar o alcance do produto entre norte-americanos que procuram opções naturalmente livres de glúten, ingredientes de origem vegetal e novas possibilidades para substituir a farinha de trigo.

“O público brasileiro representa uma porta de entrada importante, porque já conhece o produto e mantém uma relação afetiva com receitas feitas à base de polvilho. Mas existe um mercado muito maior entre consumidores que procuram alimentos gluten-free, ingredientes naturais e novas possibilidades para a alimentação”, afirmam os sócios da WBB.

O trabalho também inclui uma etapa de educação do consumidor. A proposta é explicar a origem do polvilho, suas formas de utilização e as características que o diferenciam de outros amidos encontrados no mercado americano.

Produto ficou fora da tarifa adicional

Outro fator considerado favorável para a expansão é que o polvilho não foi atingido pela tarifa adicional imposta pelo governo de Donald Trump a determinados produtos brasileiros.

A fécula de mandioca está entre as exceções previstas na medida, o que reduz o impacto comercial da nova taxação sobre a entrada do ingrediente nos Estados Unidos.

Para a Três Coqueiros, o cenário cria condições mais favoráveis para iniciar a prospecção de canais de venda e apresentar o produto a um público que vem ampliando o interesse por alimentos sem glúten e ingredientes com origem identificável.

Fermentação natural diferencia o produto

A estratégia de internacionalização está apoiada no método de produção adotado pela empresa. A Três Coqueiros adquire a mandioca de pequenos produtores locais, fortalecendo uma cadeia regional que acompanha o negócio desde sua origem.

Depois do processamento da raiz, o amido permanece em tanques por aproximadamente quatro meses, período em que ocorre a fermentação natural. Em seguida, o polvilho é seco ao sol. O processo respeita o tempo necessário para que o produto desenvolva suas características de qualidade, funcionalidade e sabor.

A escolha diferencia a Três Coqueiros de métodos industriais que aceleram ou modificam o amido com o uso de substâncias químicas. Dependendo da finalidade do produto, esses processos podem utilizar elementos como cloreto de cálcio, anidrido acético, ácido clorídrico concentrado, peróxido de hidrogênio a 35%, sulfato de cobre e soda cáustica a 4%.

Leia Também:  Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

A empresa, por sua vez, preserva a fermentação biológica natural, sem recorrer à aceleração química desse ciclo.

“Nosso polvilho é produzido respeitando o tempo da fermentação e cada etapa do processo. Não existe um ingrediente capaz de substituir esse tempo. É mandioca, fermentação natural e secagem ao sol. Esse cuidado faz toda a diferença na qualidade do produto”, explica Mariane.

A Três Coqueiros produz cerca de 1.500 toneladas de polvilho por ano.

Além de manter o método tradicional, a companhia investe em análises laboratoriais para compreender melhor as propriedades do polvilho fermentado e estudar novas aplicações para a mandioca. Os planos incluem o desenvolvimento de ingredientes e soluções alimentícias que combinem praticidade, versatilidade e uma composição mais simples.

Mariane Domingos. Foto: Divulgação.

Mandioca brasileira como ingrediente do futuro

Para a CEO, a chegada aos Estados Unidos pode abrir caminho não apenas para a empresa, mas também para uma nova percepção internacional sobre a mandioca brasileira.

Além de estar associada à identidade alimentar do país, a raiz pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes produtos, atendendo a consumidores interessados em alternativas sem glúten e alimentos produzidos com processos mais naturais.

A proposta da Três Coqueiros é combinar essa demanda contemporânea com um conhecimento transmitido dentro da família ao longo de gerações e com a valorização dos pequenos agricultores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.

“Queremos que, quando alguém pensar em mandioca de alta qualidade, pense no Brasil. E, quando pensar no Brasil, conheça a Três Coqueiros. Nosso objetivo é unir tradição, qualidade e inovação para construir uma marca brasileira reconhecida internacionalmente”, conclui Mariane.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI