BRASÍLIA

Política

CASO VACA DE OURO: Cappelli vai ao MPDFT sobre relação entre governadora e empresário da Urbi

Publicado em

 

O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) se reuniu hoje (20) com o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Georges Carlos Fredderico Moreira Seigneur, sobre representação apresentada ao órgão pelo partido. A representação pede que o órgão apure a aquisição conjunta de um embrião de gado da raça Nelore pela governadora Celina Leão (PP), e pelo empresário Edmundo Pinheiro, proprietário da Urbi, concessionária do transporte coletivo do estado.

Também participaram do encontro o ex-governador e deputado federal Rodrigo Rollemberg, o ex-governador Cristovam Buarque e o presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias.

“Viemos para uma reunião com o chefe do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, doutor Georges, para acompanhar o andamento da representação que apresentamos. Queremos que o Ministério Público apure o chamado ‘embrião de ouro’, comprado pela governadora em sociedade com o dono de uma empresa de ônibus concessionária do governo”, declarou Cappelli.

Cappelli também classificou a relação como incomum e defendeu que todos os aspectos do negócio sejam investigados.

Leia Também:  Cappelli propõe criação do “Bora DF”, aplicativo de viagens do Distrito Federal

“O que consideramos mais grave é que a governadora, em sociedade com um empresário concessionário do transporte público, comprou um embrião de R$ 500 mil do ex-governador Ibaneis Rocha. É uma relação muito estranha, que precisa ser esclarecida. Viemos cobrar e acompanhar as investigações”, afirmou.

O pré-candidato acrescentou que a Urbi recebe recursos públicos relacionados à operação do sistema de transporte coletivo e disse que essa circunstância reforça a necessidade de apuração pelos órgãos de controle.

A representação deverá ser analisada pelo MPDFT, a quem caberá avaliar a existência de elementos que justifiquem a adoção de medidas ou a abertura de investigação.

Advertisement

Política

Cappelli propõe Fila Zero e critica desperdícios na saúde do DF

Published

on

 

Pré-candidato afirma que problema é de gestão, critica o modelo do IGES-DF e diz que reorganização dos gastos permitirá ampliar cirurgias, consultas e exames

O Distrito Federal terá, em 2026, um dos maiores orçamentos de sua história. A Lei Orçamentária Anual aprovada pela Câmara Legislativa prevê R$ 74,4 bilhões para o governo local. Apenas o Fundo Constitucional do Distrito Federal destinará R$ 7,89 bilhões à saúde, valor que deverá subir para R$ 8,52 bilhões em 2027, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pela CLDF. Para o pré-candidato ao Governo do DF, Ricardo Cappelli (PSB), esses números demonstram que o problema da saúde pública não é falta de recursos, mas a forma como o dinheiro vem sendo administrado.

“O Distrito Federal tem dinheiro. O que falta é gestão”, afirma Cappelli ao defender o programa Fila Zero, que promete reduzir drasticamente o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

Os gargalos da assistência podem ser acompanhados pelo Mapa Social da Saúde, ferramenta oficial desenvolvida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que reúne dados do SISREG/DATASUS e monitora, em tempo real, a demanda reprimida por consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. O painel mostra o volume de solicitações, os tempos de espera e as especialidades com maior pressão sobre a rede pública. Para Cappelli, a existência de milhares de pessoas aguardando atendimento, mesmo diante de um orçamento bilionário, evidencia um problema estrutural de gestão.

Leia Também:  Bahia terá representante na Fenauto em 2026

Um dos principais alvos das críticas do pré-candidato é o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGES-DF). Cappelli afirma que o modelo perdeu sua finalidade original e transformou-se em um “cabide de empregos”, consumindo recursos que deveriam ser destinados diretamente ao atendimento da população. Na avaliação do ex-presidente da ABDI e ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça, reorganizar contratos, reduzir desperdícios, fortalecer a Secretaria de Saúde e profissionalizar a gestão permitiria ampliar a capacidade da rede sem depender exclusivamente de novos aportes financeiros.

“Se fizer as coisas certinhas, vai sobrar dinheiro”, resume o pré-candidato ao explicar como pretende financiar a proposta de zerar as filas.

O Governo do Distrito Federal sustenta que tem ampliado o número de cirurgias eletivas por meio do programa OperaDF e implantado ferramentas de monitoramento para acelerar o atendimento. Cappelli, porém, afirma que os resultados ainda estão longe das necessidades da população e que a prioridade de um novo governo deve ser fazer com que cada real destinado à saúde se transforme em atendimento efetivo.

Leia Também:  Embaixador recebe jornalistas para comemorar o Dia da Democracia e da Unidade Nacional da Turquia.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI