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Planejamento financeiro ganha espaço diante dos efeitos da inflação

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Foto: Reprodução/FreePik

Especialistas destacam a importância de investir com objetivos definidos e transformar resultados em patrimônio

Investir deixou de ser um privilégio para se tornar uma necessidade diante dos impactos da inflação sobre o poder de compra. A avaliação foi apresentada por especialistas da XP durante palestras voltadas à educação financeira, à construção de patrimônio de longo prazo e à gestão financeira para empreendedores.

A XP participou da programação da 5ª edição do Coffee Brasília, realizada de 4 a 7 de junho de 2026, no CasaPark, em Brasília. O encontro reuniu visitantes interessados não apenas na cultura do café brasileiro, mas também em temas relacionados a empreendedorismo, gestão e desenvolvimento de negócios.

Com o tema “Do grão ao ganho: como cultivar seu patrimônio e se proteger”, o planejador financeiro da XP, André Nepomuceno, apresentou conceitos fundamentais para quem busca organizar as finanças, preservar o patrimônio e alcançar objetivos de vida com mais segurança.

Durante a palestra, Nepomuceno destacou que investir deixou de ser um privilégio para se tornar uma necessidade diante dos impactos da inflação sobre o poder de compra. Segundo o especialista, o investimento não deve ser visto como um luxo, mas como uma ferramenta de proteção financeira. Deixar recursos parados em aplicações de baixa rentabilidade pode significar perda de patrimônio em termos reais ao longo dos anos.

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O especialista exemplificou os efeitos da inflação ao afirmar que R$ 1 mil em 2021 correspondem hoje a cerca de R$ 720 em poder de compra real, evidenciando a importância de estratégias de investimento capazes de superar a inflação e preservar o valor dos recursos.

Outro ponto abordado foi a necessidade de estruturar os investimentos a partir de um planejamento financeiro consistente. Segundo Nepomuceno, definir objetivos de vida é o primeiro passo para construir uma estratégia eficiente de alocação de recursos.

Do negócio ao patrimônio

A programação da XP também contou com a palestra “Gestão Financeira para Empreendedores: do Negócio ao Patrimônio”, conduzida por Wellington Vieira, Executivo Comercial Middle Market da XP Banco de Atacado Centro-Oeste. Durante a apresentação, o especialista abordou desafios comuns enfrentados por empresários, como a dificuldade de gerar caixa, a mistura entre finanças pessoais e empresariais e a falta de planejamento patrimonial.

Vieira destacou a diferença entre negócio e patrimônio. Segundo ele, enquanto a operação está ligada a receitas, custos, fluxo de caixa e capital de giro, o patrimônio envolve reserva financeira, proteção, investimentos, planejamento sucessório e visão de longo prazo.

O especialista observou que muitos empreendedores concentram esforços em questões operacionais e tributárias, mas acabam deixando em segundo plano a construção de patrimônio. Na avaliação dele, faturamento elevado nem sempre significa geração de riqueza para os sócios, especialmente quando não existe uma estratégia financeira voltada para o longo prazo.

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De acordo com Vieira, o negócio tem uma premissa muito clara: gerar riqueza para os sócios. E, quando esse negócio gera riqueza, ele está gerando patrimônio. O especialista ainda explicou que a construção de patrimônio deve acompanhar o crescimento da empresa, permitindo que os resultados do negócio gerem segurança financeira para os empreendedores, suas famílias e as próximas gerações.

Para Marco Loureiro, especialista em investimentos e líder regional da XP no Centro-Oeste, discussões como essas são cada vez mais relevantes para quem empreende e investe.

“Em um cenário de inflação persistente e transformações econômicas constantes, o planejamento financeiro se torna uma ferramenta estratégica para empresários e investidores. Mais do que buscar rentabilidade, é fundamental construir patrimônio de forma estruturada, proteger os resultados conquistados e tomar decisões alinhadas aos objetivos de longo prazo. Promover esse debate é essencial para fortalecer a cultura de gestão financeira na região e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos negócios”.

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ECONOMIA

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

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Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

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Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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