BRASÍLIA

João Costa

Paula Assunção é confirmada como Miss Grand Brasil 2026 após indicação oficial

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Foto: Armando Gadelha

Modelo assume oficialmente o título nacional e inicia preparação para disputar o Miss Grand International, um dos maiores concursos de beleza do mundo

A modelo Paula Assunção foi oficialmente indicada e coroada Miss Grand Brasil 2026, tornando-se a representante brasileira na próxima edição do Miss Grand International, um dos mais importantes concursos de beleza do mundo. A nomeação marca um dos momentos mais relevantes de sua carreira e consolida uma trajetória construída com dedicação, disciplina e resultados expressivos no universo miss.

Nos últimos cinco anos, Paula acumulou títulos e experiência em competições nacionais e internacionais, tornando-se um dos principais nomes da nova geração de misses brasileiras. Reconhecida pelo profissionalismo, elegância e desenvoltura, ela chega ao principal desafio de sua carreira preparada para representar o Brasil em um dos maiores palcos da beleza mundial.

A apresentação da nova Miss Grand Brasil ocorreu em um formato inovador. Em vez da tradicional cerimônia presencial, a organização apostou em uma produção audiovisual gravada em São Paulo, tendo como um dos cenários o Sampa Sky, além de outras locações que deram um caráter cinematográfico ao anúncio.

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Um dos momentos mais marcantes foi a passagem oficial da faixa e da coroa realizada por Kaliana Diniz, Miss Grand Brasil 2025. Em uma entrada surpreendente, Kaliana chegou de helicóptero para oficializar a sucessão, encerrando seu reinado após conquistar uma posição de destaque no cenário internacional, com classificação entre as 20 melhores do Miss Grand International.

Com a coroação oficializada, Paula inicia uma intensa preparação para representar o Brasil na edição de 2026 do Miss Grand International. O confinamento internacional terá início em 18 de setembro, enquanto a grande final está prevista para 10 de outubro, na Índia, com programação nas cidades de Jaipur e Nova Déli.

Considerado um dos quatro maiores concursos de beleza do planeta e integrante dos chamados Grand Slams da Beleza, o Miss Grand International reúne candidatas de dezenas de países e possui ampla repercussão internacional. A organização é presidida pelo empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, ao lado da vice-presidente Teresa Chaivisut. A atual detentora do título é a filipina Emma Mary Tiglao, vencedora da edição de 2025.

Outro destaque da coroação foi o figurino utilizado por Paula Assunção. O vestido exclusivo foi criado pelo estilista filipino Ryan Ablaza Usong (RAU), referência internacional na alta-costura voltada aos concursos de beleza. A peça foi confeccionada nas Filipinas e enviada especialmente ao Brasil para a apresentação oficial da representante nacional.

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A produção de beleza ficou a cargo do hairstylist e maquiador Gabriel Arcanjo (Biel), enquanto a direção de imagem e a produção audiovisual foram assinadas pelo fotógrafo e videomaker Armando Gadelha, responsável pela criação do vídeo oficial de apresentação da nova Miss Grand Brasil.

Além da coroação, Paula Assunção terá outro compromisso de destaque neste sábado (25). A modelo participará como jurada da final do Miss Universe Brasil 2026, ao lado de celebridades como: a Miss Grand International 2022 Isabella Menin, o campeão olímpico Giba, a empresária e Miss Brasil 2013 Jakelyne Oliveira, a apresentadora Adriane Galisteu e Leo Reis, linguista e fundador da American English Academy e outros convidados do universo da moda, da televisão e dos concursos de beleza. A cerimônia será transmitida ao vivo pela Rede Record de Televisão e da RecordPlus, a partir das 22h30.

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ECONOMIA

Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

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Três Coqueiros inicia processo de internacionalização e aposta na versatilidade do polvilho de fermentação natural para alcançar o mercado internacional.

Presente em receitas tradicionais como pão de queijo, biscoitos e bolos, o polvilho ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos fora da comunidade brasileira. Em um mercado marcado pela procura por alimentos sem glúten, ingredientes naturais e alternativas à farinha de trigo, a Três Coqueiros identificou uma oportunidade para apresentar ao consumidor norte-americano uma matéria-prima que faz parte da cultura alimentar do Brasil há gerações.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa catarinense iniciou seu processo de internacionalização sob a liderança da CEO Mariane Domingos. A estratégia busca ampliar a presença do polvilho no exterior, mostrando que o ingrediente pode ir além das receitas brasileiras e ser incorporado a diferentes preparações.

“Não queremos apenas exportar polvilho. Queremos mostrar ao mundo o potencial da mandioca brasileira. Acreditamos que ela será uma das matérias-primas mais importantes para a alimentação do futuro, especialmente em produtos sem glúten, ingredientes funcionais e alimentos mais naturais”, afirma Mariane. Pedro Domingos, irmão de Mariane, atua como diretor financeiro e participa da estratégia de crescimento da companhia.

Estratégia começa pelo consumidor brasileiro

A entrada da Três Coqueiros nos Estados Unidos é conduzida pela World Bridge Brands (WBB), empresa especializada no desenvolvimento de marcas brasileiras no mercado norte-americano e que trabalha com negócios como Chilli Beans e Natura.

Os sócios Nathali Oliveira e Paulo Argollo estão à frente do projeto, que envolve o posicionamento da marca, a adaptação de sua apresentação para o novo mercado e a negociação com diferentes canais de varejo.

A primeira etapa da estratégia busca alcançar os brasileiros que vivem no país e já conhecem o polvilho. Esse público representa uma base inicial de consumidores familiarizados com o ingrediente e com receitas nas quais ele é utilizado.

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Ao mesmo tempo, a WBB pretende ampliar o alcance do produto entre norte-americanos que procuram opções naturalmente livres de glúten, ingredientes de origem vegetal e novas possibilidades para substituir a farinha de trigo.

“O público brasileiro representa uma porta de entrada importante, porque já conhece o produto e mantém uma relação afetiva com receitas feitas à base de polvilho. Mas existe um mercado muito maior entre consumidores que procuram alimentos gluten-free, ingredientes naturais e novas possibilidades para a alimentação”, afirmam os sócios da WBB.

O trabalho também inclui uma etapa de educação do consumidor. A proposta é explicar a origem do polvilho, suas formas de utilização e as características que o diferenciam de outros amidos encontrados no mercado americano.

Produto ficou fora da tarifa adicional

Outro fator considerado favorável para a expansão é que o polvilho não foi atingido pela tarifa adicional imposta pelo governo de Donald Trump a determinados produtos brasileiros.

A fécula de mandioca está entre as exceções previstas na medida, o que reduz o impacto comercial da nova taxação sobre a entrada do ingrediente nos Estados Unidos.

Para a Três Coqueiros, o cenário cria condições mais favoráveis para iniciar a prospecção de canais de venda e apresentar o produto a um público que vem ampliando o interesse por alimentos sem glúten e ingredientes com origem identificável.

Fermentação natural diferencia o produto

A estratégia de internacionalização está apoiada no método de produção adotado pela empresa. A Três Coqueiros adquire a mandioca de pequenos produtores locais, fortalecendo uma cadeia regional que acompanha o negócio desde sua origem.

Depois do processamento da raiz, o amido permanece em tanques por aproximadamente quatro meses, período em que ocorre a fermentação natural. Em seguida, o polvilho é seco ao sol. O processo respeita o tempo necessário para que o produto desenvolva suas características de qualidade, funcionalidade e sabor.

A escolha diferencia a Três Coqueiros de métodos industriais que aceleram ou modificam o amido com o uso de substâncias químicas. Dependendo da finalidade do produto, esses processos podem utilizar elementos como cloreto de cálcio, anidrido acético, ácido clorídrico concentrado, peróxido de hidrogênio a 35%, sulfato de cobre e soda cáustica a 4%.

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A empresa, por sua vez, preserva a fermentação biológica natural, sem recorrer à aceleração química desse ciclo.

“Nosso polvilho é produzido respeitando o tempo da fermentação e cada etapa do processo. Não existe um ingrediente capaz de substituir esse tempo. É mandioca, fermentação natural e secagem ao sol. Esse cuidado faz toda a diferença na qualidade do produto”, explica Mariane.

A Três Coqueiros produz cerca de 1.500 toneladas de polvilho por ano.

Além de manter o método tradicional, a companhia investe em análises laboratoriais para compreender melhor as propriedades do polvilho fermentado e estudar novas aplicações para a mandioca. Os planos incluem o desenvolvimento de ingredientes e soluções alimentícias que combinem praticidade, versatilidade e uma composição mais simples.

Mariane Domingos. Foto: Divulgação.

Mandioca brasileira como ingrediente do futuro

Para a CEO, a chegada aos Estados Unidos pode abrir caminho não apenas para a empresa, mas também para uma nova percepção internacional sobre a mandioca brasileira.

Além de estar associada à identidade alimentar do país, a raiz pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes produtos, atendendo a consumidores interessados em alternativas sem glúten e alimentos produzidos com processos mais naturais.

A proposta da Três Coqueiros é combinar essa demanda contemporânea com um conhecimento transmitido dentro da família ao longo de gerações e com a valorização dos pequenos agricultores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.

“Queremos que, quando alguém pensar em mandioca de alta qualidade, pense no Brasil. E, quando pensar no Brasil, conheça a Três Coqueiros. Nosso objetivo é unir tradição, qualidade e inovação para construir uma marca brasileira reconhecida internacionalmente”, conclui Mariane.

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