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Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

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Três Coqueiros inicia processo de internacionalização e aposta na versatilidade do polvilho de fermentação natural para alcançar o mercado internacional.

Presente em receitas tradicionais como pão de queijo, biscoitos e bolos, o polvilho ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos fora da comunidade brasileira. Em um mercado marcado pela procura por alimentos sem glúten, ingredientes naturais e alternativas à farinha de trigo, a Três Coqueiros identificou uma oportunidade para apresentar ao consumidor norte-americano uma matéria-prima que faz parte da cultura alimentar do Brasil há gerações.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa catarinense iniciou seu processo de internacionalização sob a liderança da CEO Mariane Domingos. A estratégia busca ampliar a presença do polvilho no exterior, mostrando que o ingrediente pode ir além das receitas brasileiras e ser incorporado a diferentes preparações.

“Não queremos apenas exportar polvilho. Queremos mostrar ao mundo o potencial da mandioca brasileira. Acreditamos que ela será uma das matérias-primas mais importantes para a alimentação do futuro, especialmente em produtos sem glúten, ingredientes funcionais e alimentos mais naturais”, afirma Mariane. Pedro Domingos, irmão de Mariane, atua como diretor financeiro e participa da estratégia de crescimento da companhia.

Estratégia começa pelo consumidor brasileiro

A entrada da Três Coqueiros nos Estados Unidos é conduzida pela World Bridge Brands (WBB), empresa especializada no desenvolvimento de marcas brasileiras no mercado norte-americano e que trabalha com negócios como Chilli Beans e Natura.

Os sócios Nathali Oliveira e Paulo Argollo estão à frente do projeto, que envolve o posicionamento da marca, a adaptação de sua apresentação para o novo mercado e a negociação com diferentes canais de varejo.

A primeira etapa da estratégia busca alcançar os brasileiros que vivem no país e já conhecem o polvilho. Esse público representa uma base inicial de consumidores familiarizados com o ingrediente e com receitas nas quais ele é utilizado.

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Ao mesmo tempo, a WBB pretende ampliar o alcance do produto entre norte-americanos que procuram opções naturalmente livres de glúten, ingredientes de origem vegetal e novas possibilidades para substituir a farinha de trigo.

“O público brasileiro representa uma porta de entrada importante, porque já conhece o produto e mantém uma relação afetiva com receitas feitas à base de polvilho. Mas existe um mercado muito maior entre consumidores que procuram alimentos gluten-free, ingredientes naturais e novas possibilidades para a alimentação”, afirmam os sócios da WBB.

O trabalho também inclui uma etapa de educação do consumidor. A proposta é explicar a origem do polvilho, suas formas de utilização e as características que o diferenciam de outros amidos encontrados no mercado americano.

Produto ficou fora da tarifa adicional

Outro fator considerado favorável para a expansão é que o polvilho não foi atingido pela tarifa adicional imposta pelo governo de Donald Trump a determinados produtos brasileiros.

A fécula de mandioca está entre as exceções previstas na medida, o que reduz o impacto comercial da nova taxação sobre a entrada do ingrediente nos Estados Unidos.

Para a Três Coqueiros, o cenário cria condições mais favoráveis para iniciar a prospecção de canais de venda e apresentar o produto a um público que vem ampliando o interesse por alimentos sem glúten e ingredientes com origem identificável.

Fermentação natural diferencia o produto

A estratégia de internacionalização está apoiada no método de produção adotado pela empresa. A Três Coqueiros adquire a mandioca de pequenos produtores locais, fortalecendo uma cadeia regional que acompanha o negócio desde sua origem.

Depois do processamento da raiz, o amido permanece em tanques por aproximadamente quatro meses, período em que ocorre a fermentação natural. Em seguida, o polvilho é seco ao sol. O processo respeita o tempo necessário para que o produto desenvolva suas características de qualidade, funcionalidade e sabor.

A escolha diferencia a Três Coqueiros de métodos industriais que aceleram ou modificam o amido com o uso de substâncias químicas. Dependendo da finalidade do produto, esses processos podem utilizar elementos como cloreto de cálcio, anidrido acético, ácido clorídrico concentrado, peróxido de hidrogênio a 35%, sulfato de cobre e soda cáustica a 4%.

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A empresa, por sua vez, preserva a fermentação biológica natural, sem recorrer à aceleração química desse ciclo.

“Nosso polvilho é produzido respeitando o tempo da fermentação e cada etapa do processo. Não existe um ingrediente capaz de substituir esse tempo. É mandioca, fermentação natural e secagem ao sol. Esse cuidado faz toda a diferença na qualidade do produto”, explica Mariane.

A Três Coqueiros produz cerca de 1.500 toneladas de polvilho por ano.

Além de manter o método tradicional, a companhia investe em análises laboratoriais para compreender melhor as propriedades do polvilho fermentado e estudar novas aplicações para a mandioca. Os planos incluem o desenvolvimento de ingredientes e soluções alimentícias que combinem praticidade, versatilidade e uma composição mais simples.

Mariane Domingos. Foto: Divulgação.

Mandioca brasileira como ingrediente do futuro

Para a CEO, a chegada aos Estados Unidos pode abrir caminho não apenas para a empresa, mas também para uma nova percepção internacional sobre a mandioca brasileira.

Além de estar associada à identidade alimentar do país, a raiz pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes produtos, atendendo a consumidores interessados em alternativas sem glúten e alimentos produzidos com processos mais naturais.

A proposta da Três Coqueiros é combinar essa demanda contemporânea com um conhecimento transmitido dentro da família ao longo de gerações e com a valorização dos pequenos agricultores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.

“Queremos que, quando alguém pensar em mandioca de alta qualidade, pense no Brasil. E, quando pensar no Brasil, conheça a Três Coqueiros. Nosso objetivo é unir tradição, qualidade e inovação para construir uma marca brasileira reconhecida internacionalmente”, conclui Mariane.

João Costa é jornalista, assessor de imprensa, relações públicas com mais de 20 anos de experiência. Colunista internacional, é membro da Associação Paulista de Imprensa, da Associação Brasileira de Imprensa e Mídia Eletrônica e é registrado na Federação Nacional dos Jornalistas. Instagram: @joaocostaooficial

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ECONOMIA

Claudio Gonçalves destaca no programa Chega Mais Vale, do SBT, que inclusão racial é caminho para revelar talentos nas empresas

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No último dia 24 de julho, o empresário Claudio Gonçalves participou do programa Chega Mais Vale, exibido pelo SBT e apresentado por Vinicius Valverde, para abordar a importância da inclusão racial no ambiente corporativo e defender que as empresas ampliem as oportunidades para profissionais de diferentes origens.

Sócio-fundador do Espaço da Audição e idealizador do Podcast Arte de Vencer, Claudio explicou durante o Chega Mais Vale, do SBT, que a inclusão racial deixou de ser apenas uma pauta ligada à responsabilidade social e passou a fazer parte da estratégia das organizações que desejam crescer de forma sustentável, inovadora e competitiva.

Segundo o empresário, a diversidade contribui para a formação de equipes mais criativas, amplia a troca de experiências e fortalece a capacidade das empresas de encontrar soluções para os desafios do mercado. Para ele, o primeiro passo para uma inclusão efetiva é reconhecer o potencial das pessoas sem que fatores como cor da pele ou condição social sejam obstáculos para o desenvolvimento profissional.

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“Muita gente me pergunta sobre inclusão, mas eu sempre respondo de forma simples: é olhar para as pessoas como seres humanos. Acho que isso facilita. Independentemente da cor da pele ou da condição social, todas as pessoas têm talento”, afirmou durante entrevista ao Chega Mais Vale, do SBT.

Claudio também ressaltou que a inclusão vai muito além do cumprimento de cotas. Na sua avaliação, o grande desafio das empresas é criar oportunidades reais para que profissionais possam demonstrar suas habilidades e construir uma trajetória de crescimento.

“Eu nunca vi alguém dizer que quer uma oportunidade apenas por causa de uma cota. As pessoas querem uma oportunidade para mostrar o seu potencial. As empresas precisam desenvolver lideranças capazes não só de administrar talentos, mas também de encontrá-los”, disse.

Durante a entrevista exibida pelo grupo TH+ SBT Vale, o empresário chamou atenção para o potencial existente nas periferias brasileiras e destacou que milhares de pessoas possuem capacidade para ocupar posições de destaque, desde que tenham acesso à qualificação e às oportunidades necessárias.

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“Hoje há muitos talentos nas periferias, pessoas que só precisam de uma oportunidade. Se a empresa tiver paciência para oferecer as condições de aprendizado, tenho certeza de que encontrará profissionais brilhantes. Essa é a experiência que vivi como empresário. Na minha equipe, por exemplo, tenho um head de marketing e um assessor de imprensa e comunicação que tiveram oportunidades de crescimento e hoje desempenham um trabalho de excelência”, concluiu.

Ao longo da participação no programa Chega Mais Vale, do SBT, Claudio Gonçalves reforçou que investir em inclusão racial significa investir em pessoas, fortalecer a cultura organizacional e contribuir para um mercado de trabalho mais diverso, justo e preparado para os desafios do futuro.

Assista a entrevista completa através do canal do SBT no You Tube:

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