AGRONEGÓCIO
Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
Publicado em
25 de julho de 2026por
infocoweb
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Brasil proíbe foie gras; mercado deve movimentar R$ 5,7 bilhões em 2026
Published
8 horas atráson
25 de julho de 2026By
infocoweb
O Brasil proibiu a produção e a comercialização de foie gras, produto de alto valor agregado cujo mercado mundial deve movimentar cerca de R$ 5,7 bilhões em 2026. A Lei nº 15.475 foi sancionada na quinta-feira (23) e entrará em vigor 180 dias após a publicação, prazo que termina em janeiro de 2027.
A legislação alcança alimentos produzidos por meio da alimentação forçada de animais, incluindo o foie gras fresco, enlatado ou industrializado. O produto é obtido principalmente do fígado de patos submetidos ao gavage, processo no qual grandes quantidades de alimento são introduzidas diretamente no esôfago da ave por meio de um tubo.
A engorda intensiva costuma durar de duas a três semanas e provoca acúmulo de gordura no fígado, que pode aumentar várias vezes de tamanho. Relatórios científicos apontam riscos de lesões no esôfago, dificuldades de locomoção, alterações respiratórias e maior mortalidade. A indústria europeia contesta essas conclusões e sustenta que a atividade segue normas sanitárias e de bem-estar animal.
Apesar da força da avicultura brasileira, o país nunca teve participação relevante na produção de foie gras. A atividade permaneceu limitada a poucos estabelecimentos destinados ao mercado de gastronomia de luxo. Levantamentos realizados no início desta década identificavam três produtores, mas duas das principais operações encerraram a fabricação em 2022 e 2025.
O impacto da nova lei deverá recair principalmente sobre importadores, distribuidores, hotéis, restaurantes e lojas especializadas. O mercado brasileiro era abastecido sobretudo por produtos franceses. A criação convencional de patos e gansos, assim como a comercialização de carnes e fígados obtidos sem alimentação forçada, continuará permitida.
No mercado internacional, a União Europeia produziu 20,7 mil toneladas de foie gras em 2024, aproximadamente 80% da oferta mundial. A cadeia emprega mais de 50 mil pessoas no bloco. A França lidera a produção tradicional, seguida por países como Hungria, Bulgária e Espanha, enquanto a China vem ampliando rapidamente a atividade e já se aproxima dos volumes franceses.
A decisão brasileira provocou reação de produtores franceses, que esperavam ampliar as vendas ao país após o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A entidade que representa a cadeia na França considera que a proibição cria uma barreira ao comércio. No Brasil, defensores da medida argumentam que a alimentação forçada é incompatível com as normas de bem-estar animal.
O país passa a ser o primeiro da América Latina a proibir, em âmbito federal, tanto a produção quanto a venda de foie gras. Quem descumprir a legislação poderá responder por maus-tratos, além de ficar sujeito a multa, apreensão dos produtos e suspensão da atividade.
Fonte: Pensar Agro

Paula Assunção é confirmada como Miss Grand Brasil 2026 após indicação oficial
Grupo Hadassa amplia rede de franquias e mira liderança no turismo da América do Sul
Cristiano Ronaldo relaxa em mansão milionária em Portugal e vista impressiona
Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
Angélica reflete sobre prioridades e destaca importância do autocuidado na rotina
politica
Convenção do PSB-DF oficializa candidatura de Ricardo Cappelli ao Governo do Distrito Federal
O Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal (PSB-DF) realizará, na próxima segunda-feira, 3 de agosto, a convenção partidária que oficializará...
CASO VACA DE OURO: Cappelli vai ao MPDFT sobre relação entre governadora e empresário da Urbi
O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) se reuniu hoje (20) com o procurador-geral de Justiça...
Cappelli propõe Fila Zero e critica desperdícios na saúde do DF
Pré-candidato afirma que problema é de gestão, critica o modelo do IGES-DF e diz que reorganização dos gastos permitirá...
DISTRITO FEDERAL
A história por trás do sucesso: forças do DF garantem o topo da segurança nacional e buscam inovação fiscal
Delegado Thiago Costa, vice-presidente da ADEPOL-DF, defende uso estratégico da CIP como pilar complementar ao FCDF para blindar infraestrutura tecnológica...
Feira da Lua comemora 25 anos com 100 expositores, moda autoral, gastronomia e atrações culturais
Com entrada gratuita, evento acontece nos dias 1º e 2 de agosto, no Gilberto Salomão A Feira da Lua completa...
Trib, nova comunidade de viajantes do Grupo Bancorbrás, marca presença no Capital Moto Week 2026
Brasília será palco do primeiro contato do público com a nova marca do Grupo Bancorbrás voltada ao universo de comunidades...
BRASIL E MUNDO
O Boticário acompanha tendência global de frescor e traz de volta Cuide-se Bem Lavandinha
Atenta ao movimento de valorização de notas relaxantes e acolhedoras na rotina de beleza, marca responde aos pedidos dos consumidores...
EUA criam taxa de US$750 para agilizar entrevista de visto; especialista alerta que aprovação não é garantida
Programa-piloto oferece agendamento prioritário para quem pagar taxa adicional, sem interferir na análise do pedido O governo dos Estados Unidos...
Cresce a procura de casais homoafetivos pelas técnicas de medicina reprodutiva
Da escolha de doadores de óvulos ou espermatozoides à decisão de quem vai gestar o bebê, conheça as jornadas da...
ECONOMIA
SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL
Foto: Otavio Henriques/pinterest.com Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada...
Planejamento financeiro ganha espaço diante dos efeitos da inflação
Foto: Reprodução/FreePik Especialistas destacam a importância de investir com objetivos definidos e transformar resultados em patrimônio Investir deixou de ser...
Segundo semestre deve ampliar pressão fiscal e financeira sobre organizações do terceiro setor
Foto:Magnifc A diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de empresas e associações, Cristiane Almeida, explica que a falta...
ESPORTES
Atlético-GO vence o Cuiabá fora de casa e termina turno próximo do G-6
O Atlético-GO venceu o Cuiabá por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, na Arena Pantanal, e encerrou o primeiro...
Grêmio perde para o Bolívar na altitude de La Paz e terá de reverter desvantagem na Arena
O Grêmio foi superado pelo Bolívar por 3 a 2 na noite desta quinta-feira, no Estádio Hernando Siles, em La...
Botafogo empata sem gols com o Vitória no Nilton Santos
O Botafogo não passou de um empate por 0 a 0 diante do Vitória na noite desta quinta-feira, no Estádio...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
BRASIL5 dias atrásBotox virou problema para atores? Atriz Anne Hathaway viraliza por suposto uso excessivo de método em filme Odisseia
-
DISTRITO FEDERAL3 dias atrásBiblioteca Demonstrativa recebe exposição “A Pele da Terra”, da artista visual Flávia Mota
-
BRASIL3 dias atrásXuxa estreia O Último Voo da Nave em São Paulo neste sábado (25)
-
ENTRETENIMENTO5 dias atrásFestival EM CANTOS abre a sua 5ª edição com programação musical e brincadeiras para a infância em Brasília
