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Economia

Segundo semestre deve ampliar pressão fiscal e financeira sobre organizações do terceiro setor

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Foto:Magnifc

A diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de empresas e associações, Cristiane Almeida, explica que a falta de organização financeira segue comprometendo acesso a recursos, parcerias e ao alcance dos resultados.

 

Com o aumento das exigências de governança, transparência e regularidade fiscal em editais e parcerias, o segundo semestre de 2026 deve ampliar a pressão sobre associações, institutos e organizações sem fins lucrativos em todo o país. As falhas na organização contábil seguem entre os principais agravantes na continuidade de projetos sociais e no acesso a novos financiamentos.

 

O Brasil, que já possui cerca de 900 mil organizações atreladas ao terceiro setor, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), ainda segue em ritmo lento, diante da demanda social e econômica do setor. Esse cenário reforça o aumento da fiscalização para além da cobrança por transparência e governança no terceiro setor, ampliando a cartela de projetos financiados com recursos nacionais e internacionais.

Para a diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de empresas e associações, Cristiane Almeida, o primeiro semestre trouxe um endurecimento nos critérios de prestação de contas e análise documental em projetos financiados. “Percebemos um aumento significativo das exigências relacionadas à comprovação de despesas, regularidade fiscal e transparência financeira. Muitas organizações tiveram dificuldades por não possuírem processos internos estruturados, principalmente no controle de documentos e na separação financeira por projeto”, afirma Cristiane.

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Com o aumento das exigências fiscais, organizações do terceiro setor devem redobrar a atenção nos próximos meses para evitar irregularidades na prestação de contas. Nesse período, a especialista destaca a importância das atualizações das certidões negativas, entrega das obrigações acessórias, acompanhamento contábil, controle financeiro individualizado por projeto e organização de documentos comprobatórios para auditorias.

Outro fator que deve ganhar ainda mais relevância no segundo semestre de 2026 é a profissionalização da gestão. Com financiadores e órgãos públicos adotando critérios cada vez mais rigorosos de governança, cresce a necessidade de processos internos estruturados junto às estruturas contábeis.

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Segundo Cristiane, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao planejamento financeiro e organização das contas, fatores que impactam na execução das atividades. “Muitas instituições acabam focando apenas na execução do projeto operacional e deixam a gestão financeira em segundo plano. Isso gera problemas na prestação de contas, atraso em obrigações fiscais e até risco de perda de parcerias e bloqueio judiciais e de novos recursos. Que pode ser prevenido e com a ajuda de consultoria contábil para entidades que utilizam recursos públicos através da estruturação das operações da gestão e do setor financeiro, por meio de treinamentos específicos voltados às organizações do terceiro setor. Esse processo fortalece os controles internos, melhora a prestação de contas e contribui para que a instituição se destaque pela conformidade fiscal e financeira, atuando tanto de forma preventiva quanto corretiva diante das exigências legais e dos órgãos fiscalizadores”, conclui.

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*As ideias e opiniões expressas nos artigos são de exclusiva responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal Radar Digital Brasília.

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ECONOMIA

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

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Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

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Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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