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7ª Roda do Fuá do Seu Estrelo tem apresentação gratuita em Taguatinga

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Com novas figuras da mitologia cerratense, “No Reinado do Vice-Versa ou O Funeral da Saudade” terá apresentações na unidade SESC Taguatinga Norte 

 

O Grupo Seu Estrelo encerra a circulação da 7ª Roda de Teatro de Terreiro, com apresentação gratuita no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga Norte, neste sábado, 18 de julho, às 20h. Os ingressos são retirados pelo link na bio do perfil do grupo no Instagram.

Intitulada “No Reinado do Vice-Versa ou O Funeral da Saudade”, a nova roda estreou em junho e é resultado do aprofundamento das pesquisas do grupo em Teatro de Terreiro, ampliando o universo da mitologia cerratense desenvolvida pelo coletivo ao longo de mais de duas décadas.

“À medida que as experimentações e invenções teatrais do Grupo acontecem,  vamos descobrindo (ainda mais) uma Brasília cheia de misteriosidade, povoada por fantásticas figuras que se revelam em cada canto de seu traçado”, conta o mestre do Seu Estrelo, Tico Magalhães.

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Inspirada no conto “A História de Rosinha e Sebastião ou O Barco da Saudade”, do livro “O Mito do Calango Voador”, a história se passa na Confeitaria da Pedra Plumada. É nesse cenário que surgem o Tempo e suas duas filhas, Esperança e Saudade, pioneiras e rainhas da cidade, conduzindo o público por uma travessia entre memória, futuro e encantamento. As apresentações contam com recursos de audiodescrição.

 

Figuras inéditas

A nova criação apresenta 14 figuras inéditas ao universo fantástico do Seu Estrelo, entre elas Maria Faceira e Mané Gaiudo, além de personagens já conhecidos pelo público, como Capitão Sebastião e Rosinha. Juntos, eles conduzem uma jornada pelas paisagens imaginárias de Brasília, revelando uma cidade povoada por mistérios, afetos e seres encantados.

Toda a criação é resultado de um processo coletivo desenvolvido desde janeiro. Os integrantes do grupo se reuniram duas vezes por semana para construir cada elemento da roda, desde os desenhos das figuras até a confecção dos figurinos, bordados, adereços e demais elementos cênicos.

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As apresentações integram a circulação da 7ª Roda do Fuá pelo Distrito Federal, ampliando o acesso do público à mais recente criação do Grupo Seu Estrelo e reafirmando a proposta do coletivo de manter vivo um universo artístico inspirado nas tradições populares, nas narrativas do Cerrado e na invenção de uma mitologia própria para Brasília.

A 7ª Roda do Fuá do Seu Estrelo é uma realização do Instituto Tradicional de Invenção cultural – sede e escola do Fuá de Seu Estrelo –, com apoio do Fundo de Apoio a Cultura do DF (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

 

Serviço – 7ª Roda do Fuá do Seu Estrelo – No Reinado do Vice-Versa ou O Funeral da Saudade

Onde: SESC Taguatinga Norte

Quando: 18 de julho (sábado), às 20h

Classificação indicativa: 16 anos

Entrada: https://linktr.ee/centrodeinvencao

Acessibilidade: audiodescrição

Redes: https://www.instagram.com/seuestrelo/

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Teatro Caleidoscópio aborda filosofia e debate público em: Cicuta (ou Um tal de Sócrates)

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Montagem exalta a educação como ferramenta de emancipação crítica

Há mais de trinta anos dedicado à criação de espetáculos que articulam teatro, estética, filosofia e debate público, o Grupo-Teatro Caleidoscópio apresenta, em dois finais de semana de agosto, a sua nova montagem, Cicuta (ou Um tal de Sócrates). A peça acompanha o julgamento e a morte de Sócrates, apresentado não como monumento da filosofia, mas como um homem perigoso por ensinar jovens a pensar e a insinuar a existência de novos deuses.

Entre o tribunal, o oráculo e a prisão, o espetáculo atualiza o método socrático para o presente, confrontando o público com perguntas sobre obediência, educação, democracia e responsabilidade. “Em um momento eleitoral decisivo, é importante falar da importância do voto automático, do medo do outro e da influência da mídia, convidando especialmente os jovens eleitores a refletirem além dos clichês ideológicos”, diz o diretor e dramaturgo da peça, André Amahro.

Sem indicar posições políticas, a peça afirma o pensamento crítico como ato ético e lembra que, como dizia Sócrates, “uma vida sem exame não vale a pena ser vivida”. Tudo o que se sabe sobre ele foi escrito por Platão – filósofo que tinha intenção original de se tornar dramaturgo – e outros pensadores da época (século V a.c.).

A dramaturgia segue, principalmente, as fontes platônicas, como os quatro diálogos referentes ao julgamento e à morte de Sócrates, que funcionam como verdadeiras tragédias. “Considerando que a intenção original de Platão era ser dramaturgo – daí a história de Sócrates em diálogos, como uma peça de teatro –, é possível ver Sócrates como um herói trágico da mesma estatura que Édipo e Hamlet, por exemplo”, analisa Amahro.

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O título Cicuta (ou Um tal de Sócrates) sintetiza as duas dimensões centrais do espetáculo. Cicuta remete ao desfecho trágico do filósofo, condenado à morte por envenenamento, por desafiar as certezas de seu tempo; Um tal de Sócrates aproxima essa figura monumental do homem comum, retirando-o do pedestal da História para colocá-lo diante do público de hoje.

Mais do que narrar a morte de um filósofo, a peça investiga por que uma sociedade decide silenciar quem faz perguntas incômodas. A cicuta torna-se, assim, menos um veneno e mais o símbolo do preço que o pensamento crítico frequentemente paga quando confronta o poder.

 

Feminismo singular

Estão na peça as atrizes Vanessa Di Farias (Sócrates), Sandra Regina (Meleto), Flavia Neiva (Anito) e Raquel Aló (Pitonisa), além do multi-instrumentista Elias Santos, responsável pela trilha original do espetáculo. Majoritariamente feminina, a composição do elenco surge como um acaso da própria configuração do grupo, mas revela uma camada conceitual potente do espetáculo: uma estética anti-gênero, na qual o corpo do ator é entendido como instrumento ficcional livre para a criação de personagens, para além de papéis fixados por identidade. Ao mesmo tempo, esse dado acidental ganha força política e poética ao apontar um lugar de feminismo singular, em que as personagens podem ser vistas como mulheres dizendo a outras mulheres o conteúdo filosófico da peça.

Essa escolha dialoga diretamente com a realidade eleitoral brasileira, na qual as mulheres são maioria absoluta do eleitorado — mais de 81,8 milhões de eleitoras, correspondendo a 52,47% do total, sendo cerca de 20 milhões na faixa etária entre 45 e 59 anos — reforçando a pertinência de um espetáculo que convoca reflexão crítica, ética e política a partir de vozes femininas em cena.

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O Grupo-Teatro Caleidoscópio 

O Teatro Caleidoscópio é um projeto independente de pesquisa teatral fundado, desenvolvido e dirigido pelo ator e diretor André Amahro, que toma emprestadas as dinâmicas do caleidoscópio para orientar o trabalho do ator e da encenação. Nasceu em 1994, como projeto de extensão da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília, dando origem ao chamado Grupo Caleidoscópio. O projeto lhes rendeu um teatro de bolso, uma dissertação de Mestrado, três livros publicados, 25 espetáculos encenados, prêmios e indicações em festivais e o Prêmio Brasília 60 anos, conferido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. Participou três vezes do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea, em Brasília, e de mostras internacionais de teatro na França, Angola e Portugal. + em https://www.andreamahro.com/teatro-caleidoscopio

 

Serviço:

Cicuta, do Grupo-Teatro Caleidoscópio 

Local: Teatro Engrenagem

Endereço: SHCGN 708/709 Bloco B, entrada 30, subsolo

Temporada: de 31/7 a 9/8, sextas, às 20h, e sábados e domingos, às 18h

Ingressos: 60,00 (inteira) e 30,00 (meia entrada para estudantes, professores, 60 + e PCDs ou + 1 Kg de alimento não perecível)

Bilheteria: http://www.sympla.com.br/event__3500045

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Duração: 60 min

Informações: 61.99592 7107 (WhatsApp)

 

Ficha técnica:

Dramaturgia | André Amahro

Direção Geral | André Amahro 

Elenco | Vanessa Di Farias, Flavia Neiva, Sandra Regina Raquel Aló.

Iluminação | Claudio Lago

Produção | Grupo Caleidoscópio

Direção de Arte e Fotografias André Amahro e Claudio Lago

Trilha Sonora Original e Direção Musical | Elias Santos

Apoio | Sindilegis, NNC e Incentivo Cultural

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