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Marketplaces de artesanato ganham espaço após o fim da Elo7

O mercado de artesanato, que movimenta bilhões de reais por ano e representa cerca de 3% PIB brasileiro, passa por um processo de reconfiguração após o encerramento das operações da Elo7. A plataforma, que por muitos anos figurou entre as principais vitrines para produtos artesanais no país, deixou de operar, levando consumidores e artesãos a procurar novos marketplaces especializados.

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Marketplaces de artesanato ganham espaço após o fim da Elo7

O mercado de artesanato, que movimenta bilhões de reais por ano e representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passa por uma reorganização desde o encerramento das operações da Elo7. A plataforma, que durante anos foi uma das principais vitrines para produtos artesanais no país, deixou de operar, levando consumidores e artesãos a buscarem novos marketplaces especializados.

Além da relevância econômica, o setor também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. A busca por produtos exclusivos, personalizados e produzidos por pequenos empreendedores tem impulsionado o artesanato, especialmente entre a Geração Z, que demonstra maior interesse por peças autorais em categorias como decoração, moda, papelaria, acessórios, enxoval, lembrancinhas e presentes.

O crescimento do comércio eletrônico já vinha ampliando o alcance dos artesãos brasileiros, permitindo que pequenos produtores vendessem para consumidores de diferentes estados. Com o fim da Elo7, esse movimento se intensificou e acelerou a procura por novas plataformas capazes de reunir diferentes lojas em um único ambiente.

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Durante anos, a Elo7 concentrou boa parte das vendas de artesanato online no Brasil. Para muitos consumidores, a plataforma era o principal destino para encontrar artigos de decoração, produtos em crochê, papelaria criativa, lembrancinhas para festas e presentes personalizados. Com o encerramento das atividades, quem já tinha o hábito de comprar artesanato pela internet precisou descobrir novos espaços para encontrar produtos semelhantes e acompanhar os artesãos que migraram para outras plataformas.

A reorganização do mercado abriu espaço para que marketplaces especializados ganhassem visibilidade. Entre eles está a Artesanou, voltada exclusivamente ao artesanato e que reúne vendedores de diferentes regiões do país. Segundo Renato Máximo, fundador da plataforma, o movimento de migração dos consumidores já começa a aparecer nos indicadores do marketplace. "Desde o encerramento da Elo7, registramos um aumento de aproximadamente 30% na nossa taxa de conversão, o que mostra que consumidores que antes concentravam suas compras em uma única plataforma passaram a buscar novas opções especializadas", afirma.

Segundo o estudo E-Consumidor 2026, desenvolvido pela Nuvemshop em parceria com o Opinion Box, a jornada de compra online está cada vez menos concentrada em um único canal. Os consumidores pesquisam produtos em marketplaces, mecanismos de busca, redes sociais e recomendações de terceiros antes de decidir onde comprar. Nesse cenário, plataformas especializadas em artesanato ganham espaço ao ampliar as opções para quem busca produtos feitos à mão.

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Gestão em saúde ocupacional evolui com nova proposta

AGSSO defende que empresas assumam protagonismo técnico em linha com mudanças regulatórias e inicia novo ciclo de gestão em julho/2026

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Gestão em saúde ocupacional evolui com nova proposta

A discussão sobre a responsabilidade técnica em programas de saúde ocupacional ganha força à medida que empresas e entidades do setor defendem um modelo em que a responsabilidade perante os conselhos profissionais seja atribuída às organizações e não exclusivamente aos médicos registrados individualmente. A proposta acompanha a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em vigor desde 2025, que ampliou o papel das empresas na gestão integrada de saúde e segurança do trabalho, incluindo fatores de risco psicossociais.

Na avaliação de especialistas, o reconhecimento da empresa como responsável técnica tende a conferir maior estabilidade aos programas de saúde ocupacional, uma vez que a estrutura organizacional permanece ativa independentemente da substituição de profissionais. Nesse modelo, o profissional de medicina mantém sua atuação como diretor técnico ou coordenador dos programas, enquanto a responsabilidade regulatória passa a ter caráter institucional, reduzindo processos administrativos e fortalecendo a governança corporativa.

O formato atualmente adotado exige que as organizações atualizem os registros junto aos conselhos profissionais sempre que ocorre a substituição do médico responsável. Além do impacto operacional, estudos publicados na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) apontam que o excesso de procedimentos burocráticos figura entre os principais fatores que comprometem a eficiência dos programas voltados à saúde dos trabalhadores.

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Com 11 anos de atuação, a Associação de Gestão em Saúde e Segurança Ocupacional (AGSSO) defende que a mudança representa uma evolução do modelo de gestão adotado no país. O presidente eleito da entidade, César Augusto Ciongoli, que assumirá o cargo em 28 de julho de 2026, afirma que a proposta busca adequar a responsabilidade técnica à realidade operacional das organizações.

"As empresas possuem estrutura permanente para garantir a continuidade dos programas de saúde ocupacional, enquanto os profissionais podem ser substituídos ao longo do tempo. O reconhecimento da responsabilidade institucional fortalece a governança, reduz entraves administrativos e preserva a atuação técnica dos médicos e demais especialistas envolvidos na condução dessas iniciativas", destaca o executivo.

Levantamentos recentes indicam que a discussão também encontra respaldo nas prioridades das empresas. A pesquisa Pulso RH 2025, realizada pela Alice em parceria com a Beneficência Portuguesa de São Paulo, mostra que organizações que investem de forma estruturada em saúde e bem-estar registram maior engajamento dos colaboradores.

Segundo o estudo, 70% dos trabalhadores dessas empresas classificam sua saúde como "boa" ou "ótima", enquanto 65% dos gestores apontam a burocracia como um dos principais obstáculos para ampliar a efetividade dos programas de saúde ocupacional. Já 82% dos profissionais afirmam confiar mais em iniciativas conduzidas diretamente pelas empresas.

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Para Ciongoli, o debate sobre responsabilidade institucional tende a ganhar relevância diante da ampliação das exigências regulatórias e da necessidade de tornar os programas de saúde ocupacional mais eficientes.

"A AGSSO inicia um novo ciclo comprometida em ampliar o diálogo entre empresas, profissionais e órgãos reguladores para contribuir com um ambiente de negócios mais seguro e eficiente. A partir de 28 de julho, nossa atuação será voltada à continuidade do trabalho desenvolvido pela associação, buscando soluções que conciliem segurança jurídica, eficiência operacional e proteção à saúde dos trabalhadores", conclui.

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