Notícias Corporativas
Gestão em saúde ocupacional evolui com nova proposta
AGSSO defende que empresas assumam protagonismo técnico em linha com mudanças regulatórias e inicia novo ciclo de gestão em julho/2026
Publicado em
17 de julho de 2026por
DINO
A discussão sobre a responsabilidade técnica em programas de saúde ocupacional ganha força à medida que empresas e entidades do setor defendem um modelo em que a responsabilidade perante os conselhos profissionais seja atribuída às organizações e não exclusivamente aos médicos registrados individualmente. A proposta acompanha a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em vigor desde 2025, que ampliou o papel das empresas na gestão integrada de saúde e segurança do trabalho, incluindo fatores de risco psicossociais.
Na avaliação de especialistas, o reconhecimento da empresa como responsável técnica tende a conferir maior estabilidade aos programas de saúde ocupacional, uma vez que a estrutura organizacional permanece ativa independentemente da substituição de profissionais. Nesse modelo, o profissional de medicina mantém sua atuação como diretor técnico ou coordenador dos programas, enquanto a responsabilidade regulatória passa a ter caráter institucional, reduzindo processos administrativos e fortalecendo a governança corporativa.
O formato atualmente adotado exige que as organizações atualizem os registros junto aos conselhos profissionais sempre que ocorre a substituição do médico responsável. Além do impacto operacional, estudos publicados na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) apontam que o excesso de procedimentos burocráticos figura entre os principais fatores que comprometem a eficiência dos programas voltados à saúde dos trabalhadores.
Com 11 anos de atuação, a Associação de Gestão em Saúde e Segurança Ocupacional (AGSSO) defende que a mudança representa uma evolução do modelo de gestão adotado no país. O presidente eleito da entidade, César Augusto Ciongoli, que assumirá o cargo em 28 de julho de 2026, afirma que a proposta busca adequar a responsabilidade técnica à realidade operacional das organizações.
"As empresas possuem estrutura permanente para garantir a continuidade dos programas de saúde ocupacional, enquanto os profissionais podem ser substituídos ao longo do tempo. O reconhecimento da responsabilidade institucional fortalece a governança, reduz entraves administrativos e preserva a atuação técnica dos médicos e demais especialistas envolvidos na condução dessas iniciativas", destaca o executivo.
Levantamentos recentes indicam que a discussão também encontra respaldo nas prioridades das empresas. A pesquisa Pulso RH 2025, realizada pela Alice em parceria com a Beneficência Portuguesa de São Paulo, mostra que organizações que investem de forma estruturada em saúde e bem-estar registram maior engajamento dos colaboradores.
Segundo o estudo, 70% dos trabalhadores dessas empresas classificam sua saúde como "boa" ou "ótima", enquanto 65% dos gestores apontam a burocracia como um dos principais obstáculos para ampliar a efetividade dos programas de saúde ocupacional. Já 82% dos profissionais afirmam confiar mais em iniciativas conduzidas diretamente pelas empresas.
Para Ciongoli, o debate sobre responsabilidade institucional tende a ganhar relevância diante da ampliação das exigências regulatórias e da necessidade de tornar os programas de saúde ocupacional mais eficientes.
"A AGSSO inicia um novo ciclo comprometida em ampliar o diálogo entre empresas, profissionais e órgãos reguladores para contribuir com um ambiente de negócios mais seguro e eficiente. A partir de 28 de julho, nossa atuação será voltada à continuidade do trabalho desenvolvido pela associação, buscando soluções que conciliem segurança jurídica, eficiência operacional e proteção à saúde dos trabalhadores", conclui.
Notícias Corporativas
aitia estrutura consultoria de IA com método próprio
Diante de um cenário em que a maioria dos projetos de inteligência artificial não gera retorno mensurável, a consultoria AI-native reúne consultores seniores, governança de dados e o mecanismo registrado MAS Method™ para desenhar, colocar em produção e sustentar sistemas de IA na rotina das empresas, com métricas definidas e entregas em até 90 dias
Published
2 horas atráson
17 de julho de 2026By
DINO
A expansão da inteligência artificial no ambiente corporativo tem convivido com um paradoxo: grande parte dos projetos não se converte em retorno mensurável. Diante desse cenário, a aitia, que recebeu aporte financeiro da wee! Europe para expandir a presença da empresa nos mercados europeu e latino-americano, se estrutura no Brasil como uma consultoria AI-native.
Construída desde a origem com inteligência artificial e operada por consultores seniores, com a proposta de transformar a tecnologia em resultado por meio de arquitetura, governança e processos, a empresa organiza sua atuação a partir de um modelo registrado, o MAS Method™, voltado a integrar a IA à rotina das organizações.
O contexto ajuda a explicar a demanda por esse tipo de trabalho. Um estudo do MIT sobre o uso corporativo da tecnologia apontou que 95% dos pilotos de IA generativa não produzem impacto financeiro mensurável, enquanto apenas 5% alcançam retorno relevante — uma distância que os pesquisadores associam mais a fatores organizacionais do que à qualidade dos modelos.
No Brasil, o movimento ainda é incipiente: um levantamento nacional da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom) indicou que 72% das empresas estão em estágio inicial ou experimental de adoção e que 59,1% ainda não estabeleceram diretrizes formais para o uso da tecnologia.
Segundo Cris Oliveira, co-founder & operating partner da aitia, a empresa nasceu construindo automações. "Foi entregando essas soluções que percebemos que o maior problema das empresas não era a tecnologia, era a falta de preparo para adotá-la. Demos um passo atrás e transformamos a descoberta em método: primeiro preparar a operação, depois colocar a IA para rodar", conta.
Para ela, o problema não está na ferramenta, mas na ausência de estrutura. "As empresas já usam IA, mas usam mal", afirma a executiva, que atribui os resultados frustrantes à dispersão de ferramentas, ao uso individual de prompts e a dados sem governança.
Ainda conforme Oliveira, a lacuna do mercado se encontra entre dois modelos: de um lado, consultorias que entregam diagnóstico e se retiram; de outro, fornecedores que entregam tecnologia sem método. "Não vendemos IA. Vendemos arquitetura operacional em produção", resume.
Do modelo AI-powered ao AI-native
A diferença em relação à consultoria tradicional é apresentada como estrutural, e não apenas de discurso. De acordo com Petter Oliveira, CEO & co-founder da aitia, o modelo convencional foi concebido antes da tecnologia e recebeu uma camada de IA posterior, o chamado AI-powered.
"AI-native é uma diferença de estrutura", contrapõe o executivo, ao descrever uma operação em que método, governança, agentes e sustentação já nascem desenhados para funcionar com inteligência artificial.
Na prática, ele sustenta que a abordagem altera o prazo, ao encurtar para semanas o que o modelo tradicional estrutura em meses; a entrega, ao concluir o trabalho com sistema em funcionamento, dados sob controle e equipe treinada; e o modelo de trabalho, com consultores seniores orquestrando uma stack de agentes proprietária. "O cliente não precisa acreditar na tese. Ele mede o resultado na própria operação", declara.
Um método em três estágios
A operação é organizada pelo MAS Method™, descrito pela consultoria em três fases. "O MAS Method™ tem três estágios: mapa, arquitetura e sustentação", detalha Cris Oliveira.
Segundo a executiva, a etapa inicial, chamada de Mapa, consiste em entrar na operação por algumas semanas (entre 15 e 20 dias úteis) e ouvir tanto quem decide quanto quem executa, para produzir um retrato de onde o trabalho trava, um índice de prontidão para IA e um roteiro. A co-founder & operating partner da aitia ressalta que o tempo total de implementação da Arquitetura apresentada no resultado do Mapa é de até 90 dias.
Na sequência, a fase de Arquitetura coloca o sistema em produção no mesmo prazo, com automações, agentes, integrações às ferramentas já usadas pelo cliente, governança de dados e treinamento das equipes. A terceira etapa, de Sustentação, prevê a evolução contínua do que foi construído. A executiva cita um caso em que um grupo de comunicação levava até seis dias para montar um orçamento de pré-produção e passou a concluir a tarefa em cerca de duas horas após a arquitetura entrar em produção.
Governança em produção
A camada de governança da consultoria é atribuída a uma estrutura interna chamada Orchestra, responsável por coordenar agentes, aplicar protocolos de qualidade e manter registros rastreáveis do que foi executado, com qual fonte e sob qual regra.
Petter Oliveira sustenta que a mesma disciplina aplicada internamente é replicada nos projetos dos clientes, com logs, playbooks e cadência definidos. O princípio, segundo ele, delimita o que cabe à máquina e o que permanece com as pessoas. "O complicado é da máquina, o complexo é humano", acentua, ao reservar aos profissionais seniores as decisões que envolvem julgamento, ética e relacionamento.
Para os próximos anos, o executivo projeta três movimentos na adoção de IA pelas empresas brasileiras: o fim da tolerância com o piloto permanente, com conselhos passando a cobrar retorno medido em operação real; a migração da lógica de ferramenta para a de arquitetura, em que governança de dados, acessos e registros deixam de ser tema técnico e viram exigência de diretoria; e a entrada de agentes em produção, executando processos com escopo, alternativa humana e métrica.
Nesse contexto, ele avalia que a simples presença da tecnologia deixará de representar vantagem. "Ter IA deixa de diferenciar, porque todo mundo vai ter. O que vai diferenciar é o método, a adoção e o que a operação aprende a cada ciclo", conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://aitia.work/

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