BRASÍLIA

BRASIL

O que antecede um feminicídio? Iniciativa no RS aposta na identificação precoce de sinais para salvar vidas

Publicado em

Para o advogado criminalista Juarez da Silva, a prevenção começa com o reconhecimento dos primeiros sinais de violência, permitindo que a rede de proteção atue antes que o crime aconteça

A maioria dos feminicídios não acontece sem aviso. Antes do crime, é comum que as vítimas enfrentem ameaças, agressões, perseguições e outros episódios de violência que, muitas vezes, poderiam indicar o risco de um desfecho fatal. Com base nesse cenário, uma iniciativa desenvolvida no Rio Grande do Sul busca identificar precocemente esses sinais para orientar a atuação das autoridades e da rede de proteção, reforçando a prevenção como ferramenta essencial no enfrentamento à violência contra a mulher.

Para o advogado criminalista Juarez da Silva, a iniciativa representa um avanço importante porque reforça que o combate ao feminicídio deve começar antes que o crime aconteça.

“O feminicídio dificilmente ocorre de forma inesperada. Na maioria dos casos existe uma escalada da violência, marcada por ameaças, intimidações e agressões sucessivas. Quando conseguimos identificar esse processo, aumentamos significativamente as possibilidades de proteger a vítima antes que ela seja assassinada”, afirma.

Leia Também:  Haaland exibe coleção de R$ 4 milhões e destaca o luxo masculino em destaque na Copa do Mundo

A proposta representa uma mudança na forma de lidar com os casos de violência doméstica. Em vez de concentrar esforços apenas após a ocorrência do crime, o projeto aposta na identificação de fatores de risco para permitir intervenções antecipadas, ampliando a proteção às vítimas e reduzindo as chances de que a violência evolua para o feminicídio.

Ao identificar esses sinais ainda nas primeiras ocorrências, a expectativa é que os órgãos de segurança pública, o Poder Judiciário e toda a rede de atendimento possam agir de forma mais rápida e eficiente para interromper esse ciclo.

Na avaliação do especialista, iniciativas como a desenvolvida no Rio Grande do Sul mostram uma mudança importante na política de enfrentamento à violência contra a mulher, ao priorizar a prevenção em vez da simples reação ao crime.

“Cada feminicídio representa uma sequência de oportunidades perdidas de intervenção. Quando identificamos corretamente os fatores de risco, conseguimos agir antes que a violência se torne irreversível. É esse o caminho que precisa ser fortalecido em todo o país.”

Leia Também:  Neste Dia das Mães, um olhar para as mães de neurodivergentes que começam a entender a própria história através dos filhos

Para Juarez da Silva, a identificação precoce dos sinais de risco também contribui para o aprimoramento das políticas públicas.

“A prevenção exige inteligência, planejamento e atuação integrada. Quanto mais cedo o poder público reconhecer que determinadas condutas representam risco real para a vida da mulher, maior será a capacidade de proteger vítimas, responsabilizar agressores e evitar que novos feminicídios aconteçam. Salvar vidas começa muito antes da investigação de um homicídio; começa na capacidade de reconhecer os primeiros sinais da violência”, conclui.

Advertisement

BRASIL

Dia do Amigo: entenda a importância das amizades na infância para o desenvolvimento emocional

Published

on

By

Especialista explica como os vínculos criados nos primeiros anos de vida ajudam a desenvolver habilidades sociais, autoestima e inteligência emocional

 

As primeiras amizades costumam surgir ainda na infância, seja na escola, no condomínio ou durante atividades de lazer. Mais do que momentos de diversão, esses vínculos desempenham um papel importante no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, contribuindo para a construção da identidade, da empatia e da capacidade de lidar com desafios ao longo da vida.

Celebrado em 20 de julho, o Dia do Amigo é uma oportunidade para refletir sobre a importância desses relacionamentos desde os primeiros anos de vida. Segundo Luciene Alves, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, as amizades infantis funcionam como um espaço seguro para que a criança aprenda a conviver com as diferenças e desenvolva competências socioemocionais essenciais.

“As amizades permitem que a criança experimente situações de cooperação, negociação, resolução de conflitos e compartilhamento de sentimentos. Essas vivências favorecem o amadurecimento emocional e ajudam na construção de relações saudáveis ao longo da vida”, explica.

 

A especialista ressalta que o papel dos pais e responsáveis é incentivar as interações sociais, respeitando o ritmo de cada criança, sem impor amizades ou comparações.

Leia Também:  Neste Dia das Mães, um olhar para as mães de neurodivergentes que começam a entender a própria história através dos filhos

“Cada criança possui um perfil de socialização diferente. Algumas estabelecem vínculos com facilidade, enquanto outras precisam de mais tempo para criar confiança. O importante é oferecer oportunidades de convivência e acolher essas diferenças, sem transformar a sociabilidade em uma cobrança”, afirma.

Pensando nisso, a psicóloga destaca 5 benefícios das amizades na infância:

  1. Favorecem o desenvolvimento das habilidades sociais

Ao brincar e conviver com outras crianças, os pequenos aprendem a esperar a vez, dividir brinquedos, respeitar regras, cooperar e resolver conflitos. Essas experiências fortalecem competências importantes para diferentes fases da vida.

  1. Contribuem para a construção da autoestima

Sentir-se aceito por um grupo fortalece a percepção de pertencimento e ajuda a criança a desenvolver mais confiança em si mesma. Relações positivas também estimulam a expressão de opiniões e sentimentos.

  1. Impulsionam a empatia

As amizades ensinam a reconhecer emoções, compreender diferentes pontos de vista e oferecer apoio nos momentos difíceis. Essas habilidades são fundamentais para o desenvolvimento da inteligência emocional.

  1. Estimulam a autonomia

Nas relações entre colegas, a criança passa a tomar pequenas decisões sem a mediação constante dos adultos, aprendendo a negociar, fazer escolhas e lidar com as consequências de suas atitudes.

  1. Ajudam a enfrentar desafios emocionais

Ter amigos pode oferecer suporte em momentos de mudanças, inseguranças ou dificuldades escolares. A convivência fortalece o sentimento de acolhimento e pode reduzir sensações de isolamento.

Leia Também:  Haaland exibe coleção de R$ 4 milhões e destaca o luxo masculino em destaque na Copa do Mundo

Luciene destaca que, embora as amizades sejam importantes, os pais não devem se preocupar quando os filhos demonstram preferência por poucos amigos. “A qualidade das relações costuma ser mais importante do que a quantidade. Ter um ou dois vínculos consistentes já pode proporcionar benefícios significativos para o desenvolvimento emocional da criança. O foco deve estar em relações respeitosas, acolhedoras e positivas”, orienta.

 

Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI