BRASÍLIA

BRASIL

Haaland exibe coleção de R$ 4 milhões e destaca o luxo masculino em destaque na Copa do Mundo

Publicado em

Enquanto Neymar, Messi e outros astros desembarcam com peças raras de Hermès e Louis Vuitton, acessórios antes vistos como coadjuvantes ganham espaço na construção da imagem dos jogadores fora dos gramados, avalia Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas especializada em mercado de luxo

 

Os holofotes da Copa do Mundo já não se limitam aos gramados. Entre desembarques, concentrações e aparições públicas, um novo elemento passou a disputar atenção com gols e estatísticas: as bolsas de luxo carregadas pelos principais nomes do futebol mundial.

Se durante anos relógios exclusivos e carros superesportivos dominaram o imaginário da ostentação entre atletas, agora são as bolsas e malas assinadas por grifes como Hermès e Louis Vuitton que ganham protagonismo. O movimento tem em Erling Haaland um dos maiores representantes. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o atacante norueguês reúne uma coleção avaliada em mais de R$ 4 milhões, incluindo modelos raros da Hermès que ultrapassam meio milhão de reais cada.

A tendência também aparece entre os craques que disputam a Copa. Neymar foi visto viajando com malas e bolsas Louis Vuitton, enquanto nomes da Seleção Brasileira desembarcaram nos Estados Unidos carregando modelos da Hermès avaliados em até R$ 350 mil.

Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, o fenômeno revela uma transformação profunda na forma como os atletas constroem suas narrativas públicas. “Durante muito tempo, o luxo masculino esteve associado principalmente a relógios e automóveis. Hoje vemos uma expansão desse repertório. Quando um jogador aparece com uma Birkin, uma Kelly ou uma peça exclusiva da Louis Vuitton, ele está comunicando pertencimento a um universo cultural que ultrapassa o esporte. São objetos que carregam história, desejo e escassez”.

Leia Também:  Gilmar Machado recebe ministro da Saúde em Uberlândia para entrega da nova sede do CISTRI e início da operação do SAMU na cidade

 

A especialista observa que a bolsa deixou de ser apenas um acessório funcional para se tornar um símbolo de posicionamento. “No mercado de luxo, a exclusividade é uma linguagem. Muitas dessas peças não podem simplesmente ser compradas; elas exigem relacionamento com a marca, histórico de consumo e acesso a círculos muito específicos. Quando um atleta exibe uma dessas bolsas, ele reforça sua imagem como alguém que ocupa espaços tradicionalmente reservados a grandes empresários, celebridades globais e colecionadores”.

O fenômeno acompanha uma mudança cultural mais ampla na moda masculina. Se antes as bolsas eram associadas quase exclusivamente ao público feminino, hoje fazem parte do guarda-roupa de artistas, empresários e atletas de elite.

 

A Copa de 2026 tem servido como vitrine perfeita para essa transformação. Veículos especializados em moda e negócios passaram a acompanhar os desembarques das seleções com o mesmo interesse dedicado aos looks das semanas de moda internacionais. Reportagens recentes destacaram desde malas Louis Vuitton usadas por Neymar até modelos Hermès carregados por jogadores da Seleção Brasileira, alguns avaliados em valores comparáveis aos de um automóvel de luxo.

Leia Também:  Caça ao Clear Dourado levará torcedores para a Copa do Mundo FIFA 2026™

Segundo Tamara, existe uma explicação estratégica para esse interesse crescente. “O futebol se tornou uma plataforma global de influência. Um craque não representa apenas um clube ou uma seleção. Ele é uma marca internacional acompanhada por milhões de pessoas. As maisons de luxo entenderam isso há muito tempo e passaram a enxergar esses atletas como embaixadores naturais de um estilo de vida aspiracional.”

Ela destaca ainda que o impacto vai além do consumo. “Quando vemos jogadores carregando peças tradicionalmente associadas ao universo feminino, percebemos uma mudança importante na forma como o luxo masculino é percebido. Existe mais liberdade estética, mais experimentação e menos preocupação com antigas convenções. Isso torna esses atletas ainda mais relevantes para as marcas”.

Entre gols, classificações e disputas históricas, a Copa segue revelando outra competição silenciosa: a da construção de imagem. E, fora das quatro linhas, uma bolsa rara pode dizer tanto sobre um jogador quanto a camisa que ele veste.

Advertisement

BRASIL

O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

Published

on

By

Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas

A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.

A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.

Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal.

“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.

Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.

Leia Também:  Golden Tulip Goiânia Address consolida política ESG e anuncia desperdício próximo a zero de mais de 5 mil embalagens de amenities em 50 dias

Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.

“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.

A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.

“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, conclui.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI