Nacional
Governo formaliza programa de acolhida humanitária e revela dados inéditos sobre afegãos no Brasil
Publicado em
24 de junho de 2026por
infocoweb
A medida consolida uma estratégia baseada na atuação conjunta do Estado, de organizações da sociedade civil e de comunidades locais para recepcionar, acolher, integrar e promover a autonomia de migrantes e refugiados no Brasil.
O programa é coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e tem como objetivo promover o deslocamento seguro, a recepção, o acolhimento e a integração de pessoas beneficiárias de vistos humanitários, fortalecendo sua autonomia e o acesso a direitos. A iniciativa prevê atuação coordenada de organizações credenciadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), responsáveis por oferecer apoio material, financeiro, psicossocial e de integração comunitária durante o processo de adaptação ao País.
Estrutura em três eixos
O Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário foi criado para fortalecer a resposta brasileira às crises humanitárias internacionais, associando a admissão de pessoas em situação de vulnerabilidade a estruturas concretas de acolhimento e integração. O novo modelo busca reduzir riscos após a chegada ao Brasil e ampliar a articulação entre governo federal, organizações da sociedade civil e comunidades locais.
Organizado em três eixos — preparação pré-partida e deslocamento; recepção e acolhida humanitária; e participação comunitária e promoção da autonomia — o programa prevê ações que vão desde orientação intercultural, apoio documental e planejamento da viagem até acesso à moradia temporária, acompanhamento psicossocial, ensino da língua portuguesa, inserção laboral e fortalecimento de vínculos comunitários.
Até o fim de 2025, cinco organizações da sociedade civil haviam sido credenciadas pelo MJSP para atuar na iniciativa. Juntas, elas disponibilizaram cerca de 1.320 vagas para beneficiários do programa. Desse total, 402 pessoas já haviam chegado ao Brasil e sido acolhidas em mais de 30 municípios distribuídos por oito estados, enquanto outras 933 chegadas estavam previstas para os meses seguintes.
A população acolhida apresenta perfil predominantemente adulto: 70% dos beneficiários têm entre 18 e 59 anos, 26% são crianças e adolescentes e 4% são pessoas idosas. A distribuição por gênero também é equilibrada, com aproximadamente metade dos beneficiários composta por mulheres.
Durante a cerimônia de assinatura, Wellington Lima destacou o papel do Brasil na promoção de políticas de acolhimento e integração. “O Brasil segue sendo reconhecido internacionalmente como um País capaz de proteger, acolher e reconhecer em cada pessoa refugiada uma vida com direitos, capacidades e futuro”, afirmou.
Afegãos no Brasil
A programação também marcou o lançamento de um caderno temático inédito sobre a população afegã no Brasil, produzido pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o MJSP. A publicação reúne indicadores sobre proteção internacional, mercado de trabalho, educação, assistência social e capacidade de acolhimento dos municípios que receberam beneficiários do Programa de Patrocínio Comunitário para Afegãos ao longo de 2025.
Entre os dados apresentados, o estudo aponta crescimento da inserção da população afegã no mercado formal de trabalho. Em 2025, a projeção é de 1.209 trabalhadores afegãos com vínculo formal no Brasil, frente a 74 registros em 2021. O levantamento também indica aumento das matrículas de estudantes afegãos na educação básica e maior inclusão dessa população em programas de proteção social.
O caderno traz ainda uma análise inédita sobre a capacidade institucional de acolhimento de 35 municípios brasileiros que receberam afegãos por meio do programa. O levantamento identificou avanços na articulação entre governos locais, sociedade civil e organismos internacionais para promoção de políticas voltadas à população migrante e refugiada.
Entre os destaques estão Americana (SP), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Morungaba (SP), Poá (SP) e São Paulo (SP), que apresentam mecanismos de cooperação entre municípios e demais entes federativos para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a imigrantes e refugiados.
O estudo mostra ainda que 22 dos 35 municípios analisados contam com ações organizadas pela sociedade civil voltadas ao atendimento de migrantes e refugiados. Além disso, 14 cidades declararam possuir estruturas de abrigo para acolhimento dessa população.
Segundo o Índice Municipal de Capacidade Institucional para Políticas Migratórias (IMCIPM), a cidade de São Paulo foi classificada na categoria de “muito alta capacidade institucional”, refletindo elevado grau de institucionalização das políticas migratórias locais e ampla presença de mecanismos de governança, acolhimento e integração da população imigrante e refugiada.
Para a secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, iniciativas como o novo programa e a produção de conhecimento sobre populações acolhidas fortalecem a capacidade do País de promover proteção e inclusão.
“O refúgio é um instrumento de transformação da sociedade brasileira e do mundo. O País consegue dar um exemplo de um paradigma que reúne segurança, direitos humanos, acolhimento e desenvolvimento social”,
Nacional
Vai comprar celular usado? Nova fase do Programa Celular Seguro permite consultar situação do aparelho
Published
32 minutos atráson
24 de junho de 2026By
infocoweb
Brasília, 24/6/2026 – O Programa Celular Seguro ganhou uma nova funcionalidade para reforçar a proteção dos consumidores e o enfrentamento à criminalidade. A partir de agora, cidadãos que pretendem comprar ou trocar de celular poderão consultar se o aparelho possui registro de roubo, furto ou extravio antes de concluir a negociação.
A novidade foi viabilizada pelo Decreto nº 13.034, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira (23), que criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A medida também estabelece o Celular Seguro como uma política permanente.
O BNCR reúne informações de bases de dados de segurança pública de todo o País e permite verificar, de forma rápida e segura, a situação de aparelhos celulares por meio do número de identificação internacional do equipamento (IMEI).
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destaca que a novidade é um avanço no combate ao mercado ilegal de celulares no Brasil.
“O Banco Nacional de Celulares com Restrição amplia o alcance do Programa Celular Seguro e oferece ao cidadão uma ferramenta simples para verificar a procedência dos aparelhos antes da compra. Ao dificultar a revenda de celulares roubados e furtados, enfraquecemos a cadeia econômica que sustenta esse tipo de crime e reforçamos a proteção da população”, afirma.
O ministro ressalta ainda a interoperabilidade dos dados para facilitar o trabalho de inteligência policial. “Um celular que foi roubado na Bahia, se for encontrado no Distrito Federal, poderá ser devolvido ao dono. Estamos integrando todo o cadastro de alertas do Celular Seguro, que ficará à disposição das autoridades que investigam esses crimes”, enfatiza.
Como consultar
Para conferir se o celular que você vai adquirir tem algum registro de restrição, é muito simples: basta acessar o endereço celularseguro.mj.gov.br e fazer login com sua conta gov.br, além de aceitar os termos de uso. Na sequência, clique em “Celulares com Restrição” e preencha o número do IMEI.
Se não souber o IMEI do aparelho, é possível obtê-lo digitando *#06# no telefone ou consultando as configurações do dispositivo e a embalagem original do produto.
Caso o sistema identifique alguma restrição, o consumidor será alertado para não prosseguir com a compra ou troca do equipamento. Se o celular estiver “positivo” no cadastro, será exibida uma mensagem informando que há restrição. Se não houver restrição, o sistema indicará a ausência de registros.
Mensagem de alerta sobre celular com restrição
Além de proteger os consumidores, o Banco Nacional de Celulares com Restrição busca reduzir os incentivos para roubos e furtos de celulares, dificultando a comercialização de aparelhos de origem ilícita.
O secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas, que coordena o Celular Seguro, explica que, por meio da integração dos dados e da identificação dos celulares com restrição, será enviada uma mensagem informando ao usuário que aquele aparelho possui registro de ilegalidade. “Com isso, esperamos que, de boa-fé, a pessoa vá até uma delegacia e devolva o aparelho”, diz.
“Usando a inteligência no tratamento dos dados, vamos atingir a cadeia financeira desse crime, que infelizmente ainda é comum no País. Esperamos que roubar ou furtar celular se torne desvantajoso. Para isso, contaremos com o apoio da população, que poderá usar o Banco Nacional de Celulares com Restrição para conferir antes de comprar ou, no caso de já ter adquirido, devolver o item, que será remetido ao dono cadastrado no sistema”, conclui.
Combate aos roubos e furtos
A iniciativa integra a estratégia do Governo Federal de modernização das políticas de segurança pública e de fortalecimento da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e operadoras de telefonia para prevenir crimes patrimoniais e ampliar a recuperação de aparelhos subtraídos.
O presidente Lula declarou que uma das prioridades na segurança pública é que os cidadãos voltem a andar com seus aparelhos com tranquilidade. “O celular carrega todas as informações pessoais e financeiras da pessoa. Quem rouba celular, a partir de agora, vai encontrar muita dificuldade para repassar”, reforça.
Passo a passo para se proteger
• Cadastre-se no Celular Seguro
• Baixe o aplicativo Celular Seguro ou acesse a versão web do programa.
• Faça login com sua conta gov.br
• Leia e aceite os termos de uso e de privacidade
• Cadastre uma ou mais pessoas de confiança, que poderão emitir alertas em seu nome em caso de roubo, furto ou perda do aparelho
• Clique em “Registrar Telefone” e vincule o aparelho ao seu CPF, informando os dados solicitados.

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