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Salário, aluguel e bolsa de valores: como o brasiliense deve usar abril para escapar da malha fina do IR

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Com a temporada do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) a todo vapor, o mês de abril desponta como o período mais estratégico para a revisão da declaração. Especialmente para o contribuinte do Distrito Federal, que costuma apresentar um perfil tributário mais sofisticado, essa janela de segurança é fundamental para evitar a temida malha fina.

O cenário em Brasília é particular: de acordo com levantamentos da B3, o DF concentra a maior proporção de investidores na Bolsa por habitante do Brasil, superando até mesmo o estado de São Paulo. Além da forte presença no mercado financeiro, a região abriga um grande volume de servidores públicos que frequentemente lidam com múltiplas fontes de renda, somando o salário principal, gratificações, recebimento de aluguéis e os rendimentos de seus investimentos.

Marco Loureiro, especialista em investimentos. Foto: Divulgação

Marco Loureiro, líder da XP no Centro-Oeste, pontua que essa complexidade exige organização antecipada. “O investidor de Brasília possui uma combinação de diferentes fontes de renda. Não dá para fazer a declaração com pressa. Abril deve ser encarado como um mês de auditoria pessoal: é a hora de cruzar os informes, avaliar as deduções e garantir que nenhum detalhe ficou de fora”, explica.

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Loureiro lembra que a facilidade da declaração pré-preenchida, disponível no Programa Gerador e no aplicativo Meu Imposto de Renda, não isenta o contribuinte da responsabilidade. “A ferramenta importa os dados, mas a conferência final é do cidadão. Uma revisão cuidadosa em abril salva muita dor de cabeça em maio”, alerta

Os três erros mais comuns entre investidores

De acordo com o especialista, os principais equívocos cometidos na declaração do Imposto de Renda envolvem:

Erro nas alíquotas das operações: cada operação financeira possui tributação específica. Aplicar uma alíquota incorreta pode gerar pagamento errado do imposto e divergências com a Receita.

Uso inadequado da nota de corretagem: erros na classificação de operações como day trade ou swing trade, omissão de prejuízos ou custos operacionais e falhas na informação de ativos recebidos por doação ou herança são problemas frequentes.

Declaração incorreta de investimentos no exterior: quem possui aplicações internacionais deve informar corretamente rendimentos e impostos pagos fora do país.

Acompanhamento de um contador: contar com o apoio de um contador pode reduzir erros e trazer mais segurança na declaração do Imposto de Renda. O profissional auxilia na correta apuração de ganhos, compensação de prejuízos, escolha das alíquotas e cumprimento das obrigações acessórias, além de orientar sobre mudanças na legislação e evitar inconsistências que possam levar à malha fina.

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ECONOMIA

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

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Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

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Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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