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Trump anuncia acordo com Vietnã e reduz tarifa de importação de 46% para 20%

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Redução tarifária evita sobretaxa

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) a conclusão de um acordo comercial com o Vietnã, que reduz de 46% para 20% a tarifa sobre as exportações vietnamitas destinadas ao mercado norte-americano. A alíquota mais elevada entraria em vigor já na próxima semana.

Publicação oficial nas redes sociais

Por meio de uma publicação na rede Truth Social, Trump explicou que a nova taxa de 20% será aplicada diretamente aos produtos oriundos do Vietnã, enquanto mercadorias com transbordo de terceiros países continuarão sendo taxadas em 40%.

Concessões para os Estados Unidos

Como parte do acordo, os Estados Unidos terão maior acesso tarifário ao mercado vietnamita, especialmente no setor automotivo. Segundo Trump e a mídia estatal do Vietnã, veículos utilitários esportivos (SUVs) e modelos com motores de maior cilindrada terão a entrada facilitada no país asiático.

“Na minha opinião, o SUV — ou, como às vezes é chamado, Veículo com Motor Grande — que faz tanto sucesso nos Estados Unidos, será uma adição maravilhosa às diversas linhas de produtos no Vietnã”, afirmou Trump.

Vietnã busca reconhecimento como economia de mercado

De acordo com a Agência de Notícias do Vietnã, o presidente vietnamita, To Lam, solicitou durante conversa telefônica com Trump que os Estados Unidos reconheçam oficialmente o país como uma economia de mercado. Também foi feito um apelo para que sejam retiradas as restrições à exportação de produtos de alta tecnologia para Hanói — reivindicações antigas do governo vietnamita, mas até agora não aceitas por Washington.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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