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Diplomatas e lideranças árabes homenageiam em Brasília o legado de Haj Nawfal Issa nas relações entre Brasil e Iraque

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Empresário iraquiano radicado no Brasil desde 1981, Haj Nawfal Issa deixou uma trajetória marcada pela integração cultural, cooperação comercial e aproximação entre o Brasil e o mundo árabe.

Radicado no Brasil desde 1981, Haj Nawfal Issa construiu uma trajetória dedicada ao fortalecimento das relações comerciais e à aproximação entre brasileiros, iraquianos e o mundo árabe. Cerimônia reuniu diplomatas, representantes de instituições árabes, familiares e amigos.

Uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à aproximação entre Brasil e Iraque foi lembrada nesta quarta-feira (7), em Brasília, durante uma homenagem póstuma a Haj Nawfal Issa, que chegou ao país em 1981 e construiu uma história marcada pela atuação no meio empresarial, pelo fortalecimento das relações comerciais e pela valorização dos laços entre diferentes culturas.

Ao longo de sua vida, Haj Nawfal Issa desempenhou importante papel no meio econômico e associativo, tendo atuado como diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque. Sua contribuição esteve ligada a iniciativas destinadas a ampliar as oportunidades de cooperação e a fortalecer o relacionamento entre empresários e instituições dos dois países.

Idealizada por amigos árabes do homenageado, a cerimônia reuniu integrantes do corpo diplomático, representantes de entidades ligadas à comunidade árabe, familiares e convidados, em um encontro dedicado ao reconhecimento de sua trajetória e à preservação de sua memória.

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A sequência dos discursos teve início com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque, Jalal Chaya, que participou das homenagens ao antigo diretor da instituição.

Em seguida, o embaixador do Reino do Marrocos no Brasil, Nabil Adghoghi, pronunciou-se em nome do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, ressaltando a importância da trajetória de Haj Nawfal Issa para as relações entre o Brasil e o mundo árabe.

“Estamos reunidos hoje para prestar homenagem, a título póstumo, ao falecido Haj Nawfal Issa, como figura que deixou uma marca distinta e duradoura no cenário econômico e associativo, fortalecendo elos de cooperação e de parceria entre o Brasil e o mundo árabe, particularmente com seu país, o Iraque”, afirmou o diplomata.

Na sequência, o encarregado de Negócios da Embaixada da República do Iraque no Brasil, Mushriq Jaafar Ghani Alserkal, também prestou sua homenagem, representando diplomaticamente o país de origem de Haj Nawfal Issa.

O último discurso coube a Ahmad Alssabak, filho do homenageado, que participou da cerimônia em memória do pai, encerrando a sequência de pronunciamentos.

Entre os representantes diplomáticos presentes também estava o embaixador do Reino do Bahrein no Brasil, Bader Alhelaibi, que acompanhou a homenagem.

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O presidente do grupo FAMBRAS, Mohamed El Zoghbi, também participou da solenidade e realizou a entrega de placas comemorativas à família de Haj Nawfal Issa, em reconhecimento à sua trajetória e às contribuições deixadas ao longo de sua vida.

As placas foram recebidas por sua esposa, Edilaine Alssabak, em um dos momentos mais simbólicos da cerimônia, que reuniu diferentes gerações e representantes de instituições ligadas à comunidade árabe no Brasil.

A presença de familiares, amigos, diplomatas e representantes do meio empresarial demonstrou o reconhecimento conquistado por Haj Nawfal Issa ao longo de sua trajetória.

Mais do que uma homenagem à sua atuação profissional, a cerimônia representou o reconhecimento de uma vida construída entre duas culturas. Desde sua chegada ao Brasil, em 1981, Haj Nawfal Issa fez parte de uma história de aproximação entre brasileiros e iraquianos, contribuindo para o fortalecimento de relações que ultrapassam as fronteiras comerciais.

O encontro deixou como principal mensagem a importância de preservar a memória daqueles que contribuíram para aproximar povos, instituições e culturas. Um legado que permanece entre familiares, amigos e todos aqueles que acompanharam a trajetória de Haj Nawfal Issa e sua dedicação às relações entre Brasil, Iraque e o mundo árabe.

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Internacional

Brasil e China ampliam parceria cultural com cinema, streaming e animação inédita no Festival do Rio

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Após percorrer seis cidades brasileiras, mostra do China Media Group encerra etapa presencial e anuncia chegada de produções chinesas à televisão e ao streaming. Coprodução protagonizada por um panda e animais brasileiros simboliza nova fase da cooperação audiovisual entre os dois países.

O audiovisual se consolida como uma das pontes mais promissoras para o fortalecimento das relações culturais entre Brasil e China. Em um momento de crescente aproximação entre os dois países, o cinema, a televisão e as plataformas digitais ganham protagonismo como instrumentos de intercâmbio cultural, aproximando histórias, tradições e diferentes formas de compreender o mundo.

Nesse cenário, o China Media Group (CMG) realizou, na quinta-feira (8), no Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro, a cerimônia de encerramento da etapa itinerante da 6ª Temporada de Exibição de Obras Audiovisuais Chinesas no Brasil, acompanhada do lançamento de uma nova fase de distribuição de conteúdos na televisão e no streaming.

Integrada à programação do Festival do Rio e do RioMarket, a iniciativa faz parte das celebrações do Ano Cultural Brasil–China 2026 e reúne 14 produções chinesas, entre documentários, séries e programas culturais.

Mais do que uma mostra cinematográfica, a temporada representa uma estratégia de aproximação entre sociedades que, apesar da distância geográfica, encontram na arte, na comunicação e na diversidade cultural oportunidades de diálogo e cooperação.

Uma viagem audiovisual por seis cidades brasileiras

A programação teve início em 18 de setembro, em Cabaceiras, na Paraíba, município conhecido nacionalmente como a Roliúde Nordestina, em razão de sua tradição como cenário de produções cinematográficas.

A escolha da cidade para abrir a mostra itinerante estabeleceu uma conexão simbólica entre duas cinematografias e valorizou a produção audiovisual fora dos grandes centros urbanos.

A partir dali, a iniciativa percorreu Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Rio de Janeiro, levando ao público produções que abordam desde a história milenar chinesa até questões contemporâneas relacionadas ao meio ambiente, à juventude, à ciência e às transformações sociais.

Em Porto Alegre, a Cinemateca Capitólio recebeu, em 27 de setembro, duas sessões especiais. O documentário “O Golfinho Branco Chinês” apresentou a história de Zhuzhu, um raro golfinho-branco-chinês acompanhado durante seis anos por pesquisadores e cineastas, em meio às transformações ambientais relacionadas à construção da ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau.

Na mesma noite, “Canção do Rio Amarelo” conduziu os espectadores por uma narrativa sobre a formação da civilização chinesa, explorando manifestações artísticas, tradições religiosas e a importância histórica de um dos rios mais emblemáticos da Ásia.

Em Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, recebeu, em 1º de outubro, a abertura do Ciclo China em Perspectiva. A programação gratuita permanece prevista até 24 de outubro, com sessões que incluem “Série Milagre”, “Registros das Artes e Ofícios da China” e “China Rumo ao Futuro”.

Já no Recife, o Instituto Confúcio da Universidade de Pernambuco promoveu, em 2 de outubro, uma sessão especial de “O Golfinho Branco Chinês”, reforçando o papel das instituições acadêmicas na aproximação cultural entre os dois países.

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Brasília integra circuito cultural e fortalece diálogo acadêmico com a China

Na capital federal, a mostra chegou à Universidade de Brasília (UnB), em 6 de outubro, por meio de atividades promovidas pelo Instituto Confúcio.

Entre os destaques esteve “Cartas que Cruzam Montanhas e Mares”, produção dedicada a correspondências de Xi Jinping com artistas, professores e estudantes, além de uma atividade cultural voltada às vestimentas tradicionais chinesas.

A passagem por Brasília acrescentou à temporada uma dimensão acadêmica e diplomática, considerando o papel da capital como sede das representações estrangeiras e espaço de articulação das relações internacionais brasileiras.

A presença da mostra na universidade também evidencia a importância dos ambientes educacionais para o conhecimento de outras sociedades, especialmente em um contexto no qual a China ocupa posição de destaque nas relações econômicas e comerciais do Brasil.

Diplomacia cultural ganha destaque no Festival do Rio

O encerramento da etapa itinerante, realizado no âmbito do Festival do Rio e do RioMarket, reuniu representantes dos setores público, diplomático, cultural e audiovisual.

A programação anunciada incluiu pronunciamentos de Márcio Fernando Elias Rosa, Gabriela Rodrigues, secretária municipal da Juventude do Rio de Janeiro, Walkíria Barbosa, diretora do Festival do Rio e do RioMarket, e Claudia Dreyer, responsável por licenciamentos e parcerias internacionais da Box Brazil Media Group.

O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, tiveram participação prevista por meio de mensagens em vídeo.

A cerimônia também contemplou uma retrospectiva das atividades realizadas nas seis cidades brasileiras e a apresentação das produções selecionadas para distribuição pelos canais de televisão e pela plataforma de streaming da Box Brazil Media Group.

A ampliação da circulação dessas obras representa um passo importante para que o intercâmbio cultural ultrapasse o calendário de festivais e alcance espectadores de diferentes regiões do país.

Um dos destaques da programação foi a apresentação da animação “Hoho e o Som do Brasil”, coproduzida pelo China Media Group, Amorim Filmes e L.C. Barreto.

A série acompanha as aventuras de um panda chinês e seus amigos brasileiros — um mico, uma capivara e uma arara — em histórias que exploram a música, a fauna e a diversidade cultural brasileira.

A escolha dos personagens traduz, de maneira lúdica, o encontro entre duas identidades culturais. Enquanto o panda representa um dos símbolos mais reconhecidos da China, os animais brasileiros aproximam a narrativa da biodiversidade nacional.

O projeto também demonstra o potencial das coproduções internacionais para desenvolver conteúdos capazes de dialogar com diferentes públicos, especialmente crianças e famílias.

O diretor e criador João Amorim participou da apresentação prevista para o projeto, que incluiu a exibição do trailer da primeira temporada.

A iniciativa evidencia uma dimensão da cooperação cultural que vai além da circulação de obras prontas: a possibilidade de criação conjunta, reunindo profissionais, experiências e referências artísticas dos dois países.

Juventude chinesa contemporânea também ganha espaço

Outro destaque da programação foi “A Escolha da Geração Z”, produção com aproximadamente 40 minutos de duração, dedicada aos jovens chineses contemporâneos e às decisões que orientam seus projetos de vida.

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A obra propõe um olhar sobre uma geração inserida em um cenário de intensas transformações tecnológicas, sociais e econômicas.

Ao apresentar experiências individuais e perspectivas de futuro, a produção contribui para ampliar o conhecimento do público brasileiro sobre a juventude chinesa, oferecendo uma abordagem voltada ao cotidiano e às aspirações pessoais.

A programação da cerimônia também incluiu uma degustação de gastronomia chinesa, acrescentando uma experiência cultural à agenda audiovisual.

Da sala de cinema às plataformas digitais: uma nova etapa de aproximação

Com o encerramento da etapa presencial, a 6ª Temporada de Exibição de Obras Audiovisuais Chinesas no Brasil inicia uma fase de maior alcance por meio da televisão e do streaming.

A parceria com a Box Brazil Media Group permite que parte das produções apresentadas durante a mostra passe a circular em outros ambientes de exibição, ampliando as possibilidades de contato do público brasileiro com diferentes expressões da produção audiovisual chinesa.

A iniciativa também evidencia como os meios de comunicação podem atuar na construção de pontes culturais, oferecendo narrativas que contribuem para o conhecimento de outras realidades e estimulam o intercâmbio entre sociedades.

Para o setor audiovisual, a cooperação abre espaço para discussões sobre distribuição internacional, licenciamento, coproduções e desenvolvimento de conteúdos destinados a públicos multiculturais.

Brasil e China: relações que ultrapassam o comércio

Embora a relação entre Brasil e China seja frequentemente associada aos investimentos, à indústria e ao comércio internacional, a dimensão cultural ocupa um espaço relevante na aproximação bilateral.

Cinema, literatura, música, educação e produções digitais constituem instrumentos capazes de ampliar o conhecimento recíproco e aproximar populações que vivem em contextos históricos e sociais distintos.

A 6ª Temporada de Exibição de Obras Audiovisuais Chinesas demonstra que a cooperação pode se desenvolver tanto pela apresentação de histórias e tradições quanto pela criação conjunta de novos produtos culturais.

Ao reunir cidades brasileiras, instituições acadêmicas, representantes diplomáticos e empresas do setor audiovisual, a iniciativa estabelece diferentes canais de diálogo entre os dois países.

Mais do que encerrar uma mostra itinerante, o evento no Festival do Rio sinaliza a continuidade de um intercâmbio no qual as telas se transformam em espaços de encontro entre culturas, gerações e visões de mundo.

E, nesse movimento, Brasil e China demonstram que a aproximação entre nações também pode ser construída por meio de histórias compartilhadas.

SERVIÇO | EVENTO REALIZADO

6ª Temporada de Exibição de Obras Audiovisuais Chinesas no Brasil

  • Encerramento presencial: 8 de outubro de 2026

  • Local: Armazém da Utopia – Sala 1, Rio de Janeiro

  • Iniciativa: China Media Group (CMG)

  • Contexto: Festival do Rio, RioMarket e Ano Cultural Brasil–China 2026

  • Destaques: Lançamento da exibição na televisão e no streaming, apresentação da animação “Hoho e o Som do Brasil” e exibição de “A Escolha da Geração Z”.

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