BRASÍLIA

João Costa

Analice Nicolau: A Evolução da Voz do Jornalismo para a Arquiteta de Autoridades Digitais

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De âncora do SBT por quase duas décadas à mentora de branding pessoal, jornalista consolida o Método CEP e transforma a presença digital de profissionais liberais em ativos de alta credibilidade.

Poucas figuras no jornalismo brasileiro possuem uma trajetória tão resiliente e adaptativa quanto Analice Nicolau. Com uma carreira forjada no calor das notícias de última hora e na disciplina rigorosa da televisão ao vivo, Analice ocupou por 18 anos um dos postos mais cobiçados da comunicação nacional: a bancada do SBT. Hoje, após um “scan” profundo em sua trajetória, a jornalista revela que seu maior legado não está no passado televisivo, mas na sua capacidade de “hackear” a comunicação moderna para dar voz a novos especialistas.

Nos últimos cinco anos, Analice mergulhou nos bastidores da comunicação corporativa global, atuando como assessora de Imprensa Digital, Digital PR e estrategista de Marketing Digital para multinacionais. Foi nessa imersão tecnológica e estratégica que ela compreendeu um gap crítico do mercado: enquanto as grandes corporações dominavam os algoritmos, o público de profissionais liberais e empreendedores, detentores de vasto conhecimento técnico, carecia de apoio para transpor sua autoridade para o novo mundo. Essa experiência como consultora de gigantes permitiu que ela decodificasse o que funciona no “frio algoritmo” e criasse uma ponte humana e técnica para que esses profissionais tenham suas histórias contadas com o peso que merecem.

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A transição de Analice para o ecossistema digital foi um movimento calculado de quem percebeu que a autoridade não pertence mais apenas às instituições, mas às pessoas. Ao deixar os estúdios de TV, ela não abandonou a notícia; ela transformou a maneira como profissionais liberais, médicos, advogados, chefs e empresários, constroem suas próprias “redações de autoridade”. Através do seu método CEP (Comunicação, Estratégia e Posicionamento – Positivo), Analice atua como uma curadora de reputações, garantindo que o conhecimento técnico desses profissionais seja traduzido em narrativas que o algoritmo do Google e o público valorizam através do SEO e E.E.A.T.

“O digital é o novo ‘horário nobre’, mas muitos profissionais de excelência ainda estão invisíveis ou mal posicionados”, afirma Analice Nicolau. “Meu trabalho hoje é usar a precisão do jornalismo para blindar essas histórias. Nenhuma carreira sólida sobrevive a uma narrativa frágil. Eu ajudo o especialista a se tornar a própria fonte de autoridade, ocupando espaços estratégicos como minha coluna no Jornal de Brasília e outras multiplataformas.”

A varredura em sua carreira revela uma profissional que domina as duas pontas da comunicação: a massa e o nicho. Analice entende a psicologia da audiência e a frieza dos dados. Essa dualidade permite que ela apoie empreendedores não apenas na “visibilidade pela visibilidade”, mas na construção de um Networking Exclusivo. Para ela, a transição digital não foi uma fuga da TV, mas uma expansão da sua missão de informar, agora com o propósito de educar o mercado sobre o valor da verdade e da autoridade pessoal.
Atualmente, Analice Nicolau é um elo vital entre o conteúdo técnico e a audiência qualificada. Seja através de suas colunas, lives ou produções de mídia, ela aplica o “Rigor da Bancada” na curadoria de imagem de seus mentorados. O resultado é uma presença digital que não apenas atrai seguidores, mas estabelece domínio de mercado e segurança jurídica de imagem (Compliance OAB/LGPD), essencial para o novo padrão de consumo de informação.

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O futuro da comunicação, segundo o olhar de Analice, é humano, técnico e estrategicamente posicionado. Como ela mesma define: “Nenhuma história se sustenta sem uma boa narrativa”. E para quem busca autoridade em 2026, Analice Nicolau é a arquiteta que transforma trajetórias em legados incontestáveis.

Sobre Analice Nicolau:
Jornalista com quase 20 anos de experiência em redes nacionais de televisão, colunista do Jornal de Brasília e Multiplataformas como GoWhere e especialista em Branding Pessoal e Estratégia de Posicionamento. Criadora do Método CEP, Analice é referência em ajudar profissionais de alta performance a dominarem sua narrativa digital com ética, autoridade e sofisticação.

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ECONOMIA

Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

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Três Coqueiros inicia processo de internacionalização e aposta na versatilidade do polvilho de fermentação natural para alcançar o mercado internacional.

Presente em receitas tradicionais como pão de queijo, biscoitos e bolos, o polvilho ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos fora da comunidade brasileira. Em um mercado marcado pela procura por alimentos sem glúten, ingredientes naturais e alternativas à farinha de trigo, a Três Coqueiros identificou uma oportunidade para apresentar ao consumidor norte-americano uma matéria-prima que faz parte da cultura alimentar do Brasil há gerações.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa catarinense iniciou seu processo de internacionalização sob a liderança da CEO Mariane Domingos. A estratégia busca ampliar a presença do polvilho no exterior, mostrando que o ingrediente pode ir além das receitas brasileiras e ser incorporado a diferentes preparações.

“Não queremos apenas exportar polvilho. Queremos mostrar ao mundo o potencial da mandioca brasileira. Acreditamos que ela será uma das matérias-primas mais importantes para a alimentação do futuro, especialmente em produtos sem glúten, ingredientes funcionais e alimentos mais naturais”, afirma Mariane. Pedro Domingos, irmão de Mariane, atua como diretor financeiro e participa da estratégia de crescimento da companhia.

Estratégia começa pelo consumidor brasileiro

A entrada da Três Coqueiros nos Estados Unidos é conduzida pela World Bridge Brands (WBB), empresa especializada no desenvolvimento de marcas brasileiras no mercado norte-americano e que trabalha com negócios como Chilli Beans e Natura.

Os sócios Nathali Oliveira e Paulo Argollo estão à frente do projeto, que envolve o posicionamento da marca, a adaptação de sua apresentação para o novo mercado e a negociação com diferentes canais de varejo.

A primeira etapa da estratégia busca alcançar os brasileiros que vivem no país e já conhecem o polvilho. Esse público representa uma base inicial de consumidores familiarizados com o ingrediente e com receitas nas quais ele é utilizado.

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Ao mesmo tempo, a WBB pretende ampliar o alcance do produto entre norte-americanos que procuram opções naturalmente livres de glúten, ingredientes de origem vegetal e novas possibilidades para substituir a farinha de trigo.

“O público brasileiro representa uma porta de entrada importante, porque já conhece o produto e mantém uma relação afetiva com receitas feitas à base de polvilho. Mas existe um mercado muito maior entre consumidores que procuram alimentos gluten-free, ingredientes naturais e novas possibilidades para a alimentação”, afirmam os sócios da WBB.

O trabalho também inclui uma etapa de educação do consumidor. A proposta é explicar a origem do polvilho, suas formas de utilização e as características que o diferenciam de outros amidos encontrados no mercado americano.

Produto ficou fora da tarifa adicional

Outro fator considerado favorável para a expansão é que o polvilho não foi atingido pela tarifa adicional imposta pelo governo de Donald Trump a determinados produtos brasileiros.

A fécula de mandioca está entre as exceções previstas na medida, o que reduz o impacto comercial da nova taxação sobre a entrada do ingrediente nos Estados Unidos.

Para a Três Coqueiros, o cenário cria condições mais favoráveis para iniciar a prospecção de canais de venda e apresentar o produto a um público que vem ampliando o interesse por alimentos sem glúten e ingredientes com origem identificável.

Fermentação natural diferencia o produto

A estratégia de internacionalização está apoiada no método de produção adotado pela empresa. A Três Coqueiros adquire a mandioca de pequenos produtores locais, fortalecendo uma cadeia regional que acompanha o negócio desde sua origem.

Depois do processamento da raiz, o amido permanece em tanques por aproximadamente quatro meses, período em que ocorre a fermentação natural. Em seguida, o polvilho é seco ao sol. O processo respeita o tempo necessário para que o produto desenvolva suas características de qualidade, funcionalidade e sabor.

A escolha diferencia a Três Coqueiros de métodos industriais que aceleram ou modificam o amido com o uso de substâncias químicas. Dependendo da finalidade do produto, esses processos podem utilizar elementos como cloreto de cálcio, anidrido acético, ácido clorídrico concentrado, peróxido de hidrogênio a 35%, sulfato de cobre e soda cáustica a 4%.

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A empresa, por sua vez, preserva a fermentação biológica natural, sem recorrer à aceleração química desse ciclo.

“Nosso polvilho é produzido respeitando o tempo da fermentação e cada etapa do processo. Não existe um ingrediente capaz de substituir esse tempo. É mandioca, fermentação natural e secagem ao sol. Esse cuidado faz toda a diferença na qualidade do produto”, explica Mariane.

A Três Coqueiros produz cerca de 1.500 toneladas de polvilho por ano.

Além de manter o método tradicional, a companhia investe em análises laboratoriais para compreender melhor as propriedades do polvilho fermentado e estudar novas aplicações para a mandioca. Os planos incluem o desenvolvimento de ingredientes e soluções alimentícias que combinem praticidade, versatilidade e uma composição mais simples.

Mariane Domingos. Foto: Divulgação.

Mandioca brasileira como ingrediente do futuro

Para a CEO, a chegada aos Estados Unidos pode abrir caminho não apenas para a empresa, mas também para uma nova percepção internacional sobre a mandioca brasileira.

Além de estar associada à identidade alimentar do país, a raiz pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes produtos, atendendo a consumidores interessados em alternativas sem glúten e alimentos produzidos com processos mais naturais.

A proposta da Três Coqueiros é combinar essa demanda contemporânea com um conhecimento transmitido dentro da família ao longo de gerações e com a valorização dos pequenos agricultores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.

“Queremos que, quando alguém pensar em mandioca de alta qualidade, pense no Brasil. E, quando pensar no Brasil, conheça a Três Coqueiros. Nosso objetivo é unir tradição, qualidade e inovação para construir uma marca brasileira reconhecida internacionalmente”, conclui Mariane.

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