BRASÍLIA

João Costa

Evento Andrômeda 40+ reuni mulheres empreendedoras em São Paulo

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Foto: divulgação

No último sábado (19), foi realizado o Andrômeda 40+, com a presença de mulheres empreendedoras e com imensa vontade de atuar no mercado de trabalho.

 

Andrômeda Rosa, que é formada em enfermagem e é instrumentadora cirúrgica, se tornou empresária há 26 anos, na área da saúde. A empreendedora fez a sua transição de carreira aos 47 anos, e com esse novo olhar para o futuro, enxergou oportunidades para mulheres que possuíam mais de 40 anos, que precisavam ser orientadas e que buscavam oportunidades de inserção e crescimento profissional. E assim ela construiu o “Podcast 40+” para dar voz às mulheres talentosas, e sem perspectivas, como meio de dar destaque a elas na sociedade.

Foi um dia marcado por posicionamentos, troca e fortalecimento emocionantes, com mulheres que venceram e que estão lutando com suas respectivas experiências. Andrômeda foi a anfitriã, recepcionando e abrindo o espaço em seu evento, conexão entre empreendedores – mulheres e homens – desenvolvimento pessoal, constelação familiar, comunicação não violenta, abuso contra a mulher, luto, medicina da floresta, etarismo e hipnoterapia. O evento começou às 9h da manhã e foi até às 19h no Teatro Cásper Líbero e, contou com 300 mulheres e muitos homens também que apoiam a causa em defesa das mulheres. Dez palestrantes, que se destacaram, por colocar suas experiencias nas causas que as libertaram. A exemplo disso, foi a participação de Maria Lucia soares, que é jornalista, modelo sênior e que ressignificou a sua vida após tantos preconceitos e descobriu uma nova razão de viver.

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Thais Pereira, é vendedora ambulante, enfrentou grandes dificuldades e sofrimentos e deu uma nova guinada em sua vida. “Ela ressaltou que, é empreendedora ambulante com muito orgulho e que assim reconstruiu sua família, dando dignidade ao marido e aos seus filhos”.

Lívia Cavalcante, que é a criadora da metodologia “Seja Louca”, fez com que as mulheres fossem ao delírio ao colocar “que Ser Louca é o melhor caminho para realizar os seus sonhos, pois o ser louco é a audácia da coragem para construir”, destacou.

O evento teve um espaço social e deu voz a inclusão com apresentação de bailarinas com deficiência visual da Associação Fernanda Bianchini. Todavia, quando todos achavam que já tinham passado por grandes emoções, surgiram os Chefs Especiais Jovens com Síndrome de Down, que fazem parte do projeto da primeira cafeteria do Brasil com atendimento 100% de portadores com Down.

O encontro Andrômeda 40+ focou no combate à violência doméstica e apresentou a Associação Reviva Mulher presidida pela Jô, que aprendeu com seu pai já falecido, a importância de salvar mulheres da violência. Jô atende em sua entidade, cerca de 800 mulheres em situação de violência, onde foca não somente na agressão sofrida pelos seus companheiros, mas também na violência dos filhos e todos os tipos de agressões.

Dr. André Benedicto especialista em medicina integrativa alertou as participantes sobre a importância da reposição hormonal e os cuidados que as mulheres devem ter com as mudanças do bem-estar físico, psicológica e social, pois a ausência de saúde é que traz doenças.

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Ainda sobre saúde, o presidente do Instituto Alpha, Leo Santana, “destacou a relevância do conhecimento sobre a medicina das florestas, como sendo um meio que traz tratamentos de imenso potencial para a saúde das pessoas”.

A empresária e primeira musa fitness do Brasil, Solange Frazão, foi recebida com muito carinho e relatou passagens da sua vida e a determinação de seguir seu caminho no esporte, onde obteve grandes conquistas, mesmo tendo passado por grandes dificuldades, e sofrendo preconceitos. Frazão, Conseguiu com muito trabalho, conquistar expressividade na área que atua, se tornando uma mulher de sucesso. Com energia e grande alegria o evento se encerrou, com uma foto comemorativa e transformação nítida no semblante de cada uma.

Com tudo Andromeda ainda surpreendeu a todos fazendo uma homenagem emocionante para 30 mulheres da periferia de São Paulo que viviam em condição de violência doméstica, enviando carro para que as mesmas tivessem a oportunidade de desfrutarem de um dia incrível num teatro no coração de São Paulo.

Andrômeda, que é ativista da causa de mulheres que sofrem violência, disse “percebi que a minha comunicação estava indo muito além do feminino, atingindo o público masculino, mães solos e atípicas com trabalhos de inclusão e não poderia deixá-los. Para tanto, fui criando dias especiais como este, para que essa inclusão se desse de maneira efetiva”, concluiu.

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ECONOMIA

Ingrediente brasileiro ganha espaço no mercado sem glúten dos Estados Unidos

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Três Coqueiros inicia processo de internacionalização e aposta na versatilidade do polvilho de fermentação natural para alcançar o mercado internacional.

Presente em receitas tradicionais como pão de queijo, biscoitos e bolos, o polvilho ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos fora da comunidade brasileira. Em um mercado marcado pela procura por alimentos sem glúten, ingredientes naturais e alternativas à farinha de trigo, a Três Coqueiros identificou uma oportunidade para apresentar ao consumidor norte-americano uma matéria-prima que faz parte da cultura alimentar do Brasil há gerações.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa catarinense iniciou seu processo de internacionalização sob a liderança da CEO Mariane Domingos. A estratégia busca ampliar a presença do polvilho no exterior, mostrando que o ingrediente pode ir além das receitas brasileiras e ser incorporado a diferentes preparações.

“Não queremos apenas exportar polvilho. Queremos mostrar ao mundo o potencial da mandioca brasileira. Acreditamos que ela será uma das matérias-primas mais importantes para a alimentação do futuro, especialmente em produtos sem glúten, ingredientes funcionais e alimentos mais naturais”, afirma Mariane. Pedro Domingos, irmão de Mariane, atua como diretor financeiro e participa da estratégia de crescimento da companhia.

Estratégia começa pelo consumidor brasileiro

A entrada da Três Coqueiros nos Estados Unidos é conduzida pela World Bridge Brands (WBB), empresa especializada no desenvolvimento de marcas brasileiras no mercado norte-americano e que trabalha com negócios como Chilli Beans e Natura.

Os sócios Nathali Oliveira e Paulo Argollo estão à frente do projeto, que envolve o posicionamento da marca, a adaptação de sua apresentação para o novo mercado e a negociação com diferentes canais de varejo.

A primeira etapa da estratégia busca alcançar os brasileiros que vivem no país e já conhecem o polvilho. Esse público representa uma base inicial de consumidores familiarizados com o ingrediente e com receitas nas quais ele é utilizado.

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Ao mesmo tempo, a WBB pretende ampliar o alcance do produto entre norte-americanos que procuram opções naturalmente livres de glúten, ingredientes de origem vegetal e novas possibilidades para substituir a farinha de trigo.

“O público brasileiro representa uma porta de entrada importante, porque já conhece o produto e mantém uma relação afetiva com receitas feitas à base de polvilho. Mas existe um mercado muito maior entre consumidores que procuram alimentos gluten-free, ingredientes naturais e novas possibilidades para a alimentação”, afirmam os sócios da WBB.

O trabalho também inclui uma etapa de educação do consumidor. A proposta é explicar a origem do polvilho, suas formas de utilização e as características que o diferenciam de outros amidos encontrados no mercado americano.

Produto ficou fora da tarifa adicional

Outro fator considerado favorável para a expansão é que o polvilho não foi atingido pela tarifa adicional imposta pelo governo de Donald Trump a determinados produtos brasileiros.

A fécula de mandioca está entre as exceções previstas na medida, o que reduz o impacto comercial da nova taxação sobre a entrada do ingrediente nos Estados Unidos.

Para a Três Coqueiros, o cenário cria condições mais favoráveis para iniciar a prospecção de canais de venda e apresentar o produto a um público que vem ampliando o interesse por alimentos sem glúten e ingredientes com origem identificável.

Fermentação natural diferencia o produto

A estratégia de internacionalização está apoiada no método de produção adotado pela empresa. A Três Coqueiros adquire a mandioca de pequenos produtores locais, fortalecendo uma cadeia regional que acompanha o negócio desde sua origem.

Depois do processamento da raiz, o amido permanece em tanques por aproximadamente quatro meses, período em que ocorre a fermentação natural. Em seguida, o polvilho é seco ao sol. O processo respeita o tempo necessário para que o produto desenvolva suas características de qualidade, funcionalidade e sabor.

A escolha diferencia a Três Coqueiros de métodos industriais que aceleram ou modificam o amido com o uso de substâncias químicas. Dependendo da finalidade do produto, esses processos podem utilizar elementos como cloreto de cálcio, anidrido acético, ácido clorídrico concentrado, peróxido de hidrogênio a 35%, sulfato de cobre e soda cáustica a 4%.

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A empresa, por sua vez, preserva a fermentação biológica natural, sem recorrer à aceleração química desse ciclo.

“Nosso polvilho é produzido respeitando o tempo da fermentação e cada etapa do processo. Não existe um ingrediente capaz de substituir esse tempo. É mandioca, fermentação natural e secagem ao sol. Esse cuidado faz toda a diferença na qualidade do produto”, explica Mariane.

A Três Coqueiros produz cerca de 1.500 toneladas de polvilho por ano.

Além de manter o método tradicional, a companhia investe em análises laboratoriais para compreender melhor as propriedades do polvilho fermentado e estudar novas aplicações para a mandioca. Os planos incluem o desenvolvimento de ingredientes e soluções alimentícias que combinem praticidade, versatilidade e uma composição mais simples.

Mariane Domingos. Foto: Divulgação.

Mandioca brasileira como ingrediente do futuro

Para a CEO, a chegada aos Estados Unidos pode abrir caminho não apenas para a empresa, mas também para uma nova percepção internacional sobre a mandioca brasileira.

Além de estar associada à identidade alimentar do país, a raiz pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes produtos, atendendo a consumidores interessados em alternativas sem glúten e alimentos produzidos com processos mais naturais.

A proposta da Três Coqueiros é combinar essa demanda contemporânea com um conhecimento transmitido dentro da família ao longo de gerações e com a valorização dos pequenos agricultores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.

“Queremos que, quando alguém pensar em mandioca de alta qualidade, pense no Brasil. E, quando pensar no Brasil, conheça a Três Coqueiros. Nosso objetivo é unir tradição, qualidade e inovação para construir uma marca brasileira reconhecida internacionalmente”, conclui Mariane.

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