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Ministra Márcia Lopes realiza aula magna no Rio e reforça ações nacionais de combate à violência

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A ministra Márcia Lopes abriu nesta quarta-feira (29/4) a aula magna “Todos por Todas: a luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres”, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. A iniciativa reuniu estudantes, gestores e representantes de instituições públicas para debater estratégias de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no ambiente educacional. 

Durante o encontro, foram discutidos também temas como o enfrentamento ao racismo e a qualquer tipo de discriminação, além da importância da participação social e da presença de mulheres em espaços de decisão. 

Somos 218 milhões de habitantes, mais de 105 milhões de mulheres, e o que se espera é a promoção da igualdade de gênero, raça e etnia. Não podemos admitir nenhum tipo de violência, racismo ou discriminação”
Márcia Lopes, Ministra das Mulheres

“Cada vez mais, cada uma e cada um de nós tem a responsabilidade de construir coletivamente o futuro que queremos. O que queremos do nosso país? Qual é o futuro que desejamos para nós e para os outros? Somos 218 milhões de habitantes, mais de 105 milhões de mulheres, e o que se espera é a promoção da igualdade de gênero, raça e etnia. Não podemos admitir nenhum tipo de violência, racismo ou discriminação”, afirmou a ministra

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 A atividade ocorre em um contexto de enfrentamento a episódios recentes de violência que impactaram a comunidade escolar, reforçando a necessidade de ampliar o debate e fortalecer mecanismos de proteção.

A reitora do Colégio Pedro II, Ana Paula Giraux, destacou que a ação busca transformar o luto em mobilização contínua. “A aula magna vem para esse lugar de transformar o luto em luta constante. A escola precisa refletir, fortalecer suas ações e se associar a iniciativas que promovam novos caminhos para a sociedade”, disse. A iniciativa contribui para a formação de estudantes mais conscientes e para a promoção da equidade, com impacto direto na prevenção da violência, especialmente entre jovens em situação de vulnerabilidade.

Mobilização para enfrentamento da violência de gênero

Em Niterói,  a ministra participou da inauguração da Sala da Superintendência de Equidade, Ações Afirmativas e Diversidade e da Sala do Setor Especializado de Atendimento às Mulheres (Seam), na Universidade Federal Fluminense (UFF). O novo setor terá como objetivo formular, executar e monitorar ações e políticas afirmativas voltadas a questões étnico-raciais, de gênero, sexualidade e inclusão no âmbito da universidade. 

“É mais que um espaço, é uma conquista. As mulheres querem se sentir assim, protagonistas, mais protegidas e cuidadas e respeitadas”, frisou a ministra.

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No final da tarde, ela apresentou a conferência “Todas por todas: a luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres”, no teatro da Universidade Federal Fluminense, reforçando a importância da mobilização coletiva, da educação e do fortalecimento de políticas públicas para a prevenção da violência e a promoção da igualdade de gênero.

Foto: Caroline Menezes/MMulheres
Foto: Caroline Menezes/MMulheres

Agenda no Rio e oficina no BNDES Periferia Mulheres 

A agenda da ministra Márcia Lopes no Rio de Janeiro também contemplou a participação na abertura da  “Oficina do BNDES Periferias Mulheres”,  na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A iniciativa prevê a destinação de até R$80 milhões para projetos de geração de renda, inclusão produtiva, empreendedorismo feminino e economia do cuidado em favelas e comunidades urbanas.

A iniciativa dialoga  com ações estruturantes do Governo do Brasil, como o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, e com iniciativas de mobilização em instituições de ensino, incluindo ações educativas em escolas, institutos federais e universidades, além de campanhas de conscientização, medidas de acolhimento a vítimas e prevenção à violência digital.

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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Ministério das Mulheres destaca políticas públicas de gênero em iniciativa do BNDES que destina até R$ 80 milhões a mulheres nas periferias

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta quarta-feira (29), às 9h, no Rio de Janeiro, da abertura da Oficina do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Periferias Mulheres. A iniciativa vai destinar até R$80 milhões a projetos de geração de renda, inclusão produtiva, empreendedorismo feminino e economia do cuidado em favelas e comunidades urbanas.

O encontro apresentou a chamada pública e orientou organizações da sociedade civil sobre a elaboração e inscrição de propostas. Participaram também a secretária nacional de Política de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Laís Abramo, e a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

“Quando se fala no BNDES Periferias, duas dimensões fundamentais se articulam: o empreendedorismo e a política de cuidado. A iniciativa contribui para que essas mulheres se consolidem como empreendedoras no sentido mais amplo e digno da palavra, superando a precarização observada no passado. Ao promover qualificação e profissionalização, com processos e fluxos estruturados, o projeto fortalece a atuação dessas mulheres em seus territórios, ampliando sua participação na economia local”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Segundo a ministra, a iniciativa dialoga diretamente com a Política Nacional de Cuidados e reforça o papel do Estado na promoção de políticas públicas integradas. A ação, explica, contribui para fortalecer a autonomia econômica das mulheres e ampliar oportunidades em territórios historicamente marcados por desigualdades, ao integrar inclusão produtiva e políticas de cuidado. Além disso, a agenda apoia o enfrentamento das desigualdades de gênero, raça e etnia no país.

Política do cuidado como eixo estratégico 

A chamada, aberta até 12 de junho de 2026, às 17h, integra o programa BNDES Periferias e é voltada exclusivamente para mulheres. Estruturada em duas frentes, BNDES Periferias Empreendedoras e BNDES Periferias Economia do Cuidado, a iniciativa busca fortalecer negócios liderados por mulheres e ampliar serviços e redes comunitárias, reconhecendo o cuidado como eixo estratégico para o desenvolvimento e para a redução das desigualdades de gênero, raça e etnia.

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Na frente de empreendedorismo, serão apoiados projetos voltados a empreendedoras periféricas, com ações como diagnóstico e mapeamento de oportunidades, capacitação técnica e em gestão, formação socioemocional, mentorias, ampliação de mercados, acesso a financiamento e capital semente. As propostas devem atender exclusivamente mulheres ou ser apresentadas por organizações com gestão majoritariamente feminina.

Já na frente de economia do cuidado, o foco está na geração de trabalho e renda por meio de serviços como cuidado domiciliar a crianças, idosos e pessoas com deficiência; centros de convivência e cuidotecas; além de iniciativas comunitárias, como cozinhas solidárias e lavanderias coletivas. Também estão previstos investimentos na implantação e estruturação de polos de cuidado, incluindo obras, equipamentos e qualificação profissional.

Os recursos podem financiar desde capacitação até investimentos estruturais e fortalecimento de redes locais. A participação do BNDES pode chegar a até 90% do valor dos projetos, com investimento mínimo de R$ 5 milhões. Entre os critérios de seleção estão sustentabilidade, capacidade de execução, qualidade técnica, aderência ao território e inclusão de mulheres, especialmente negras, nos processos de gestão e beneficiamento.

Para a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a iniciativa amplia o alcance das políticas de desenvolvimento nos territórios: “Queremos fortalecer os territórios, aumentar a geração de renda e de oportunidades para jovens, além do fortalecimento da autonomia das mulheres. É a primeira vez que o BNDES se volta para essa agenda tão inovadora e necessária”, afirmou.

Agenda de gênero: financiamento, políticas públicas e inclusão produtiva

O BNDES Periferias Mulheres integra a agenda de gênero do Banco, lançada em março, que reúne iniciativas voltadas à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A estratégia inclui a incorporação da perspectiva de gênero nas políticas e instrumentos financeiros e a adesão ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.

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Entre as ações, destaca-se o BNDES Mulheres em Segurança, linha de financiamento para estados e municípios voltada ao fortalecimento de políticas públicas de proteção às mulheres. A iniciativa apoia ações de prevenção, assistência, combate à violência e garantia de direitos, incluindo investimentos em delegacias especializadas, Casas da Mulher Brasileira, abrigos e programas de geração de renda. O financiamento pode alcançar até 90% dos projetos, com prazo de até 24 anos.

Outro eixo é o BNDES Procapcred Mulher, que amplia o acesso ao crédito para mulheres cooperadas, com redução de taxas e prazos mais longos — até 15 anos, com carência de até dois anos. A medida fortalece o cooperativismo financeiro e contribui para a autonomia econômica feminina, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Ao integrar financiamento, apoio a políticas públicas e incentivo à inclusão produtiva, a agenda de gênero do BNDES reforça o papel do Estado na promoção da igualdade, com atenção às desigualdades estruturais que afetam mulheres — em especial mulheres negras — nos territórios periféricos.

Em agenda no Rio de Janeiro, ministra Márcia Lopes participou, nesta quarta-feira (29), da abertura da Oficina do BNDES Periferias Mulheres, que orienta organizações sobre acesso a recursos e reforça políticas públicas voltadas à autonomia econômica e à redução das desigualdades de gênero, raça e etnia

Fonte: Ministério das Mulheres

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