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Lançada chamada pública do Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS

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O Ministério da Saúde realizou, na quarta-feira (26), em Brasília, a cerimônia de lançamento da chamada pública do Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS (CT&I SUS). Na ocasião, também houve a assinatura simbólica de uma cooperação técnica entre a pasta, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) para a realização da Chamada Pública Nacional do Programa Pesquisa para o SUS – PPSUS Inovação. A cerimônia aconteceu no auditório do Ministério da Saúde. 

Promovido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), o evento contou com a presença de diversas autoridades, gestores de CT&I, gestores da saúde e representantes de entidades como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Academia Brasileira de Ciência (ABC), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP), além do CNPq e do CONFAP. 

O secretário da Sectics, Carlos Gadelha, ressaltou o simbolismo do encontro entre essas entidades, que revela a cooperação, a união e o compromisso nacional com a ciência. Gadelha agradeceu aos parceiros, afirmando que essa convergência é o que legitima a política de Estado em torno da CT&I para o SUS. “Estamos juntos e de mãos dadas para fazer o nosso país avançar. Nós quintuplicamos, em dois anos, o orçamento para a ciência e tecnologia, demonstrando que a ciência está fortalecida, não apenas no que diz respeito aos recursos, mas por meio dos diversos avanços que evidenciam o nosso compromisso com o SUS, com a sociedade e com a ética” afirma o secretário Gadelha. 

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Prêmio CT&I – SUS

A edição de 2025 do prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS resgata uma tradição de reconhecer trabalhos técnico-científicos que impulsionem a saúde pública no Brasil. A iniciativa vai premiar trabalhos, projetos e pesquisas com temas que atendam às necessidades do SUS e que tenham potencial de incorporação, visando ao aprimoramento dos serviços e das políticas públicas de saúde. 

Cinco categorias serão premiadas:

  • Produtos e inovação em saúde;
  • Tese de doutorado;
  • Dissertação de mestrado;
  • Trabalho publicado em revista indexada;
  • Experiência exitosa do PPSUS. 

O valor total da premiação é de R$ 430 mil, sendo que o primeiro lugar de todas as categorias vai receber R$ 70 mil, o segundo R$ 50 mil e o terceiro R$ 30 mil (a segunda e terceira premiações serão para experiências exitosas do PPSUS). A previsão é de que a cerimônia de premiação aconteça em outubro. A divulgação do resultado dos finalistas será por edital, mas a revelação da ordem dos 3 ganhadores vai ocorrer durante o evento. 

Confira o edital da Chamada Pública do Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS (CT&I SUS) 

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Chamada Nacional PPSUS Inovação 

A Chamada Pública Nacional do PPSUS Inovação visa aprimorar a indução do Programa Pesquisa para o SUS, principalmente quanto ao desenvolvimento tecnológico e a inovação em saúde, com viabilidade de incorporação de inovações no SUS. Isso se dará por meio do incentivo ao desenvolvimento de produtos novos ou aprimorados, de programas e políticas públicas de saúde que resultem em melhorias na qualidade, na eficiência, no acesso e na equidade do SUS. As propostas serão distribuídas em três classes: Inovações tecnológicas; Inovações sociais ou institucionais; e Inovações em gestão e políticas de saúde pública. 

Para a diretora do Decit, Mônica Felts, o PPSUS Inovação permitirá que todas as Unidades Federativas tenham projetos contemplados, estando este alinhado com uma das metas do Programa que é a redução das desigualdades regionais em CT&I em Saúde entre as UF. “O PPSUS é tradicionalmente um fomento em pesquisas voltadas para a pesquisa em saúde coletiva, e para este edital foi fundamental que o Ministério da Saúde considerasse os diferentes tipos de inovação, por meio do estabelecimento das 3 classes de inovação, permitindo que as inovações sociais e em modelos de gestão e de políticas públicas fossem fomentadas e valorizadas, viabilizando a translação da pesquisa ao SUS”, explicou a diretora. 

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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