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SAÚDE

Ministério da Saúde defende integração estratégica entre Brasil e México para fortalecer saúde pública na América Latina

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Brasil e México reúnem capacidades para transformar conhecimento em mais inovação para a área de saúde na América Latina, com garantia da soberania local e condições para abastecimento do mercado global. A afirmação foi feita pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, nesta quarta-feira (23), durante encontro com representantes dos setores público e privado na Cidade do México.

“Os dois países têm desafios muito parecidos e que demandam mais cooperação para construir competências produtivas, científicas e tecnológicas em saúde com potencial para liderarem o caminho, em vez de ficarem à margem da competição global.”

A participação da secretária ocorreu no âmbito da comitiva liderada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta semana, na capital mexicana. A agenda debateu iniciativas que aproximam as duas nações no desenvolvimento de pesquisas, produção e tecnologia em saúde.

Segundo De Negri, a integração é estratégica para romper com a lógica de mercados isolados e estáticos, que funcionam apenas como consumidores de produtos com preços elevados definidos pelas nações mais ricas. “A integração entre países que são parceiros estratégicos, que têm origens comuns e que são amigos, como os nossos, tende a ser muito mais proveitosa para ambos”, pontuou.

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A secretária destacou que essa dependência externa torna-se ainda mais crítica diante do envelhecimento populacional, fenômeno global que pressiona o aumento dos gastos com saúde em todo o mundo.

Nesse sentido, ressaltou De Negri, a pandemia evidenciou a urgência de impulsionar a produção nacional para garantir à população acesso contínuo a tratamentos essenciais. “O fortalecimento do setor produtivo não se resume apenas ao desenvolvimento e à geração de empregos. Ele é fundamental para assegurar a sustentabilidade do acesso à saúde de qualidade em nossos países, sobretudo em contextos desafiadores”, avaliou.

A comitiva brasileira contou ainda com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre outras, além de representantes de associações empresariais dos setores farmacêutico, farmoquímico e de dispositivos médicos.

Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde protocola na Conitec pedido de análise para incorporação de canetas emagrecedoras no SUS

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O Ministério da Saúde protocolou, nesta quinta-feira (24), na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), pedido de análise para a incorporação ao SUS das chamadas canetas emagrecedoras (GLP-1). A medida representa mais um passo da pasta, que, desde 2025, articula com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a mobilização de empresas nacionais e internacionais interessadas em registrar análogos de GLP-1, além de incentivar estudos sobre eficácia.

Em ofício encaminhado à Conitec, a proposta prevê a avaliação da oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da condição no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.

O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025. A medida é complementar às estratégias já adotadas pelas políticas vigentes.

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A OMS enfatiza a importância do acesso equitativo às terapias com GLP-1 e da preparação dos sistemas de saúde para seu uso. A organização entende que sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes. E apela para ações urgentes em relação à produção, à acessibilidade e à prontidão dos sistemas de saúde globais.

O documento entregue pelo Ministério da Saúde também aponta redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano, com a ampliação da concorrência. Nesse contexto, a pasta solicita que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente.

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026, fruto direto da estratégia de fomento do Ministério e da Anvisa, incluindo versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. E novos registros ainda são esperados. A ampliação da concorrência fez do Brasil o país com a maior variedade do produto no mundo e derrubou os preços no varejo. 

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Estudos em andamento

O Ministério da Saúde, por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), também conduz estudos que avaliam o uso desse tipo de medicamento em pacientes do SUS com obesidade.

A eventual incorporação ao SUS deverá estabelecer os critérios clínicos para acesso ao tratamento, concentrando a utilização nos pacientes em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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