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Ministério da Saúde faz primeira compra de 2,1 mil veículos para transportar pacientes do SUS que precisam de tratamento longe de casa

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O Ministério da Saúde fechou a primeira compra de 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS em uma ação inédita do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa visa garantir a realização e a continuidade de tratamentos especializados em cidades próximas ou vizinhas, evitando que sejam interrompidos por dificuldade de deslocamento. O investimento, pelo Novo PAC Saúde, será de R$ 815 milhões para a oferta de vans, microônibus e ambulâncias.

A compra dos veículos por parte do Ministério da Saúde inaugura uma nova frente do programa Agora Tem Especialista, o Caminhos da Saúde, e representa um avanço histórico na oferta de transporte sanitário no SUS. Até então, esse serviço era totalmente custeado pelos estados e municípios. Os contratos de aquisição foram assinados nesta sexta-feira (6/2) em cerimônia em Salvador (BA) com o presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Nesses últimos três anos, a gente recuperou tudo o que estava paralisado. Fizemos o maior PAC da história do Brasil, que estabeleceu políticas de investimentos públicos e privados de 1 trilhão e 700 bilhões de reais. Nós já chegamos a quase 70% do PAC em nível nacional e vamos chegar a muito mais até o fim do governo. Isso é o que fez com que as pessoas voltassem a acreditar no Brasil”, declarou o presidente da República.

Estão previstos 700 microônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico para os casos que exigem maior cuidado. Esses veículos estarão disponíveis para levar pacientes até os serviços especializados, com prioridade para o cuidado ao câncer. A previsão é que todo esse quantitativo seja entregue em 2026.

“Com a inovação tecnológica que o presidente Lula está trazendo para o SUS, agora uma pessoa que mora a 600 km de distância da capital pode ter uma consulta com um médico especialista em endocrinologia na unidade básica de saúde no mesmo dia em que ela precisar e já sai de lá com a receita médica, com os pedidos de exames, que vai fazer ali mesmo, ao invés de ter que aguardar por dois, três ou mais meses até a Central de Regulação encaminhá-lo para viajar até a capital para ser atendido”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Durante a cerimônia, também foram assinados os contratos de aquisição de 80 novos tomógrafos para ampliar a oferta de exames de imagem e acelerar diagnóstico no SUS. O investimento será de R$ 170 milhões. Quando o diagnóstico chega rápido, o tratamento começa mais cedo e a chance de cura é maior.

Entrega dos primeiros combos de equipamentos do Novo PAC Saúde

Outra inovação do Agora Tem Especialistas é a aquisição inédita de 150 combos de equipamentos de ponta para a realização de cirurgias gerais e de oftalmologia. Para garantir pelo menos 210 mil novas cirurgias por ano, esses combos vão equipar hospitais da rede pública em cerca de 120 municípios. Também estão previstos 10.000 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde como câmara fria para vacinas, balança digital e laser terapêutico para o tratamento de feridas e reabilitação – cerca de 180 mil aparelhos.

O investimento previsto nessas duas novas modalidades do Novo PAC Saúde é de R$ 1,8 bilhão. As primeiras entregas – mais de 1.000 combos de equipamentos – foram realizadas durante a cerimônia em Salvador, na Bahia.  

Com o Agora Tem Especialistas, SUS bate recorde de cirurgias eletivas

Essas ações integram o programa Agora Tem Especialista do Ministério da Saúde voltado a expansão da assistência para acelerar a realização de consultas, exames e cirurgias. Com a iniciativa, lançada no ano passado, o SUS bateu recorde de cirurgias eletivas em 2025, com 14,7 milhões de procedimentos, reduzindo o tempo de espera da população. Representa um crescimento de 40% em relação a 2022. Um avanço que representa mais acesso à saúde e mais qualidade de vida para a população.

Com o programa, o Ministério da Saúde realizou o maior mutirão de exames e cirurgias da história do SUS, envolvendo 200 hospitais universitários e filantrópicos. Por meio dessas mobilizações, em 2025, foram mais de 127 mil atendimentos nos fins de semana. A proposta é utilizar toda a capacidade da rede pública, estendendo turnos de atendimento e reativando áreas que estavam paradas. No Grupo Hospitalar Conceição, por exemplo, o tempo de espera por cirurgias eletivas caiu 30%, em média, com adoção dessas ações.

Mecanismos inéditos criados pelo Agora Tem Especialistas também permitiram a participação da rede privada de saúde: Rede D’Or, Grupo Athenas, Hapvida, Grupo Amil e GEAP, que estão entre os maiores do Brasil, já aderiram ao programa. Juntos, planos de saúde, hospitais e clínicas particulares desses grupos vão ofertar 85 mil cirurgias e exames a mais por ano, no valor de R$ 200 milhões, sem nenhum custo para os pacientes do SUS. Como contrapartida, receberão créditos financeiros ou certificados de ressarcimento ao SUS para pagamento de tributos federais.

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As carretas de saúde do Agora Tem Especialistas chegaram a 100 municípios brasileiros, levando mais diagnóstico de câncer, exames ginecológicos, cirurgias oftalmológicas e tomografias e zerando a filas por serviços em, pelo menos, 15 cidades. São unidades móveis que reforçam, por um período de 30 a 60 dias, a assistência nessas cidades.

O tratamento do câncer também foi fortalecido com a aquisição de 22 novos aceleradores lineares em 2025. Esse equipamento é essencial para a assistência oncológica no tempo adequado. Por conta do programa, 26 estados têm centros de radioterapia. O Brasil passou a contar com 360 aceleradores lineares, cada um com capacidade de atender 600 novos pacientes por ano.

Além disso, o programa reforçou o atendimento no SUS com 570 novos médicos especialistas, a maioria (72%) atuando no Norte e Nordeste. Mais 900 vagas estão abertas em novo edital publicado pelo Ministério da Saúde nesta semana com previsão de chegar a 1.500 profissionais atendendo em 2026. O foco de atuação são regiões de alta demanda e maior vulnerabilidade social. 

Novo ciclo de investimentos com o Novo PAC Saúde

O Novo PAC consolida um novo ciclo de investimentos estruturantes na saúde pública brasileira. Ao todo, o Ministério da Saúde destina R$ 31,5 bilhões para obras, equipamentos e veículos que fortalecem o SUS em todo o país, no maior esforço de modernização da infraestrutura do sistema público de saúde. Os recursos já viabilizam a ampliação e qualificação de serviços como Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, policlínicas, ambulâncias do SAMU e Unidades Odontológicas Móveis em todas as regiões do Brasil.

Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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