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Setembro Amarelo: quando até os pequenos desejos desaparecem

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Especialista da Estácio Brasília afirma que não ter um grande sonho é diferente de não encontrar no futuro qualquer motivo de interesse ou expectativa

Ter um projeto de vida perfeitamente definido não é uma obrigação. Também não é necessário perseguir uma carreira ideal ou uma missão grandiosa. O que merece atenção é o desaparecimento persistente até dos pequenos desejos que conectam a pessoa ao futuro.

“O problema é quando desaparecem até os pequenos movimentos em direção ao futuro: vontade de encontrar alguém, conhecer um lugar, aprender alguma coisa, terminar um projeto, descansar, comemorar uma data”, explica a professora de Psicologia da Estácio Brasília Thayene Belo.

No Setembro Amarelo, a especialista chama a atenção para a perda gradativa da capacidade de desejar. A dificuldade momentânea de sonhar não significa necessariamente adoecimento. O alerta aparece quando o desinteresse se prolonga e o amanhã passa a ser visto apenas como repetição das dificuldades presentes.

Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, 16.751 pessoas morreram por suicídio no Brasil em 2024. Isto representa cerca de uma a cada 31 minutos. Em relação aos 15.507 óbitos registrados em 2021, houve crescimento de 8%.

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Uma questão individual e social

Para Thayene, a construção da esperança também é influenciada pelas condições concretas de vida.

“Saúde mental não pode ser discutida apenas em termos individuais. Trabalho, renda, vínculos, acesso ao cuidado, violência e discriminação também participam da forma como uma pessoa consegue construir esperança e projetos”, afirma.

Quando a ausência de desejos vem acompanhada de isolamento, mudanças de comportamento, perda de interesse pelas atividades habituais ou falas recorrentes de desesperança, a orientação é procurar apoio profissional.

“Talvez seja importante recuperar uma ideia mais ampla de futuro: não apenas aquilo que queremos conquistar, mas aquilo que ainda conseguimos imaginar como possível, desejável e digno de ser vivido”, conclui.

O atendimento pode ser procurado nas Unidades Básicas de Saúde e nos Caps. O Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo número 188.

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SAÚDE

Programa Farmácia Popular pode gerar economia de até R$ 8,8 mil por ano para famílias brasileiras

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O Programa Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens, entre medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes. Para uma família de quatro pessoas que utilize itens disponibilizados pelo programa, a economia pode chegar a aproximadamente R$ 8,8 mil por ano, valor equivalente a 5,4 salários mínimos atual do país. O programa amplia o acesso da população ao tratamento de diversas doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse é um programa essencial para a vida de milhões de pessoas, que atendeu, em 2025, mais de 27 milhões de brasileiros. Além de ampliar o acesso a medicamentos, o programa representa um alívio no orçamento das famílias, permitindo que esses recursos sejam destinados a outras necessidades”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para o cálculo, foram consideradas as condições de saúde com maior demanda registrada na dispensação de medicamentos e insumos pelo programa, além do fato de que uma mesma pessoa pode utilizar mais de um item no dia a dia. A referência é uma família de quatro integrantes, com economia anual de até R$ 3.240 apenas no uso de fraldas geriátricas.

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Se um familiar retirar medicamentos para doença de Parkinson e diabetes, por exemplo, o valor pode ultrapassar R$ 2,5 mil por ano, sendo R$ 1.500 e R$ 1.040, respectivamente, para cada tratamento. Para a dislipidemia, caracterizada pela alteração dos níveis de gorduras no sangue, como o colesterol, a economia pode chegar a R$ 480 anualmente por pessoa.

Já no caso da hipertensão arterial, com duas pessoas realizando o tratamento, os medicamentos ofertados pelo programa podem gerar uma redução de despesas de até R$ 2.080. Além disso, é possível economizar R$ 420 com anticoncepcionais hormonais ofertados gratuitamente pelo programa.

Modernização do Farmácia Popular

Em agosto, o Ministério da Saúde publicou a nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, que prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e o aprimoramento do monitoramento. Na quarta-feira (16/09), foi realizada a primeira reunião do Grupo de Trabalho permanente, criado para estudar a ampliação dos serviços ofertados pelo programa, como a possível inclusão de exames e teleatendimentos.

O Grupo também vai debater o uso de recursos tecnológicos, como a biometria, para substituir documentos físicos na retirada de medicamentos. A expectativa é que os primeiros resultados sejam apresentados ainda em 2026.

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Neste ano, mais de 24 milhões de pessoas foram atendidas pelo Farmácia Popular em todo o Brasil. Ao todo, R$ 4,7 bilhões foram destinados à assistência oferecida pelo programa aos usuários do SUS.

Saiba mais sobre o Farmácia Popular

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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