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Aumento do biodiesel no diesel exige cuidados extras com máquinas agrícolas

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A mudança é positiva para o meio ambiente, já que o biodiesel, feito a partir de óleos vegetais e gorduras animais, pode reduzir em até 80% as emissões de CO₂ quando comparado ao diesel comum.

Porém, esse avanço exige mais atenção dos produtores rurais para evitar problemas no funcionamento de máquinas agrícolas — especialmente os modelos mais antigos, que não foram projetados para operar com maiores teores de biodiesel.

Riscos do biodiesel em teores mais altos

Segundo Jonas Carmo, gerente de Desenvolvimento de Negócios para o Pós-vendas da AGCO América do Sul, quando a mistura supera 10%, podem surgir desafios como:

  • Formação de borra no sistema
  • Entupimento de filtros e bicos injetores
  • Corrosão em vedações e componentes

Possível aumento no consumo de combustível, especialmente em máquinas antigas ou com sistemas de injeção sensíveis

Principais cuidados recomendados
  1. Escolher combustível de qualidade: Abastecer apenas em postos confiáveis, com diesel que atenda aos padrões de qualidade.
  2. Utilizar aditivos e bactericidas: Esses produtos ajudam a prevenir borra, melhorar a lubrificação, proteger contra corrosão e manter a estabilidade do combustível, principalmente em períodos de armazenamento prolongado.
  3. Manutenção preventiva mais frequente: Reduzir intervalos de troca de filtros, revisar o sistema de injeção e observar sinais de perda de potência ou aumento de consumo.
  4. Armazenamento correto: Manter o tanque sempre cheio e aditivado quando o equipamento não estiver em uso. Em tanques fixos da propriedade, usar bactericida para evitar a proliferação de microrganismos.
  5. Monitorar o desempenho no campo: Qualquer dificuldade de partida ou falha de funcionamento deve ser investigada rapidamente para evitar danos.
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Atenção especial às máquinas antigas

Tratores, colheitadeiras, caminhões e camionetes movidos a diesel que não foram projetados para altos teores de biodiesel precisam de monitoramento constante e manutenção redobrada para garantir a durabilidade do motor.

Uso sustentável e seguro

Para Carmo, o biodiesel é uma tendência mundial que traz ganhos ambientais significativos, mas seu uso eficiente depende de cuidados diários:

“A adoção do biodiesel é um avanço importante, mas a atenção com a manutenção evita custos extras e paradas não planejadas durante a safra.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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A “terceira via” do prato brasileiro – A escalada de preços do feijão Caupi

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Feijao caupi nova era. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

 

A “terceira via” do prato brasileiro: Por que o preço do feijão Caupi também vai subir

Lavora em estágio reprodutivo , ja se adiantando para maturação , forçada pela seca. Foto: arquivo Angelo José Mello de Aguiar

Enquanto o consumidor brasileiro monitora a disparada nos preços dos feijões carioca e preto, uma terceira alternativa fundamental para a segurança alimentar do país também entra em rota de colisão com a escassez: o Feijão Caupi.

Feijao caupi nova era. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

Conhecido popularmente em diversas regiões como feijão-fradinho ou macassar, o Caupi é muito mais que um substituto; é a base da dieta em grande parte do Norte e Nordeste e um regulador de preços no Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, variedades essenciais para o consumo interno — como o Nova Era, Guariba e Tumukumaque — estão desaparecendo das prateleiras com a mesma velocidade com que os preços sobem no campo.

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O avanço da exportação: O “fator Índia” e o feijão Mungo

Mungo verde e Mungo preto. Foto  Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

O principal motivo para a redução da oferta de feijão Caupi no mercado interno brasileiro é o apetite do mercado asiático. Nos últimos anos, houve um crescimento explosivo na demanda da Índia pelos feijões Mungo Preto e Mungo Verde (que também pertencem à família dos caupis).
Com contratos de exportação garantidos e valores atraentes, muitos produtores optaram por substituir as áreas das variedades tradicionais. Contudo, nem mesmo esse mercado está ileso: as lavouras de Mungo Preto e Mungo Verde também sofrem com a falta severa de chuvas, o que compromete o potencial exportador e pressiona ainda mais o mercado de feijões em geral.

Quebra de Safra e o Impacto da Seca

Graneleiro da colheitadeira. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

Além da migração de culturas, o clima severo castigou as lavouras remanescentes de safrinha. O cenário nos principais estados produtores apresenta quedas drásticas na área plantada:
Goiás: Redução de 50% na área plantada.
Tocantins: Queda de 80% na área.
Mato Grosso: Recuo de 80% na área destinada a essas variedades.
Para agravar a situação, a produtividade por hectare despencou. Onde no ano passado colhia-se uma média de 18 a 20 sacos por hectare, as estimativas atuais não passam de 10 sacos por hectare devido à seca.

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Mercado e Preços: O alvo de R$ 200 na roça
Diante da combinação entre área reduzida e baixa produtividade, o mercado de feijão Caupi entrou em uma fase de forte valorização. Com o produto escasso, o poder de negociação se deslocou para o campo.
Atualmente, os produtores estão firmes em seu posicionamento de venda, mirando o valor de R$ 200,00 por saca de 60kg para retirada diretamente na roça. A tendência é que esses números se sustentem, dado que não há previsão de entrada de novos volumes que possam aliviar a oferta no curto prazo.

 

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