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Inadimplência de aluguel no Brasil registra menor taxa dos últimos 11 meses, aponta Índice Superlógica

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  • Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
  • Após alta em fevereiro, quando chegou a 3,35%, inadimplência marca 3,21% em março
  • Imóveis residenciais na faixa de aluguel até R$ 1.000 registram maior taxa de inadimplência (5,98%) no período, enquanto a menor foi nos imóveis entre R$ 3.000 a R$ 5.000 (1,89%)
  • Imóveis comerciais na faixa de até R$ 1.000 registram queda (7,41%), mas seguem na liderança da maior inadimplência deste tipo de aluguel
  • Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas e servir como um indicador da economia nacional, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil clientes

 

Abril de 2026 – A inadimplência de aluguel no Brasil registrou queda em março, com taxa de 3,21% – a menor dos últimos 11 meses –, após apontar alta em fevereiro (3,35%), com variação de 0,14 ponto percentual. Na comparação com março de 2025, quando o índice foi de 3,09%, a inadimplência no último mês apresenta um recuo de 0,12 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda na inadimplência em março reflete um alívio para as famílias no período, principalmente após a alta em fevereiro. Mas ainda é cedo para avaliar se esse respiro se manterá nos próximos meses, visto que o cenário ainda exige atenção, pois juros e inflação podem impactar a renda familiar e, em consequência, o pagamento, em dia, do aluguel”.

Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 teve uma queda de 0,21 ponto percentual, de 6,19%, em fevereiro, para 5,98%, em março. Pelo terceiro mês consecutivo, a inadimplência nos imóveis populares superou a do segmento de alta renda, apesar do recuo geral. Os imóveis com aluguel acima de R$ 13.000, que lideraram os atrasos em 2025, agora ocupam o segundo lugar: a taxa caiu para 5,83% em março, ante os 6,01% registrados em fevereiro. Do outro lado, as faixas entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mantiveram os menores índices do mercado, com taxas em torno de 1,9%.

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“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a taxa alta na faixa de até R$ 1.000, desde janeiro, reforça uma dificuldade maior entre as famílias de menor renda para manter o aluguel em dia. A inflação e juros elevados têm um efeito desproporcional sobre a inadimplência, neste caso. Isso porque a maior parte do orçamento está concentrada em despesas essenciais, como alimentação e transporte, que costumam ser mais pressionadas pela inflação”, analisa Gonçalves. “Fora isso, dados recentes (Quaest Pesquisa) apontam que essa faixa de renda tem, possivelmente, sofrido para honrar o custo básico de vida em função de um comportamento de apostas digitais. Na tentativa de expandir a renda por meio das bets, no fim das contas, acaba por drená-la.”

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,41%, mesmo com uma baixa de 0,57 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,98%). A segunda maior taxa de inadimplência foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,19%. Já a menor foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 3,81%.
Em relação ao tipo de imóvel, as taxas recuaram nas três categorias em março. A inadimplência de apartamentos teve uma leve queda de 0,03 ponto percentual, com 2,30% no período; a de casas ficou em 3,60%, após 3,85% em fevereiro. Já os imóveis comerciais tiveram 4,54% de inadimplência em março – baixa de 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior.

 

IIL por região

Em março, a região Nordeste se manteve no topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,77%, alta de 0,10 ponto percentual em relação a fevereiro (4,67%). Já o Norte, ficou em segundo lugar, com 4,29%, redução de 0,32 ponto percentual, ante os 4,61% de fevereiro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,17%, um recuo de 0,54 ponto percentual, após os 3,71% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,14% – queda de 0,14 ponto percentual em relação a fevereiro –, e o Sul com 2,77%, mantendo a menor taxa do país, com baixa de 0,10 ponto percentual entre fevereiro e março.

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Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:

 

Sobre o Índice Superlógica

Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.

Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

 

Sobre o Grupo Superlógica

Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.

 

Grupo Superlógica / NOVA PR

[email protected]

imprensa.superlogica.com

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ECONOMIA

Golpe do precatório e do falso advogado: veja 6 dicas para se proteger

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Alto número de ações judiciais no país contribui para o surgimento desse tipo de fraude

 

Trabalhadores que aguardam o recebimento de precatórios ou têm ações judiciais em andamento têm se tornado alvo frequente de criminosos que se passam por advogados ou representantes jurídicos para aplicar golpes. O contato costuma ocorrer por telefone, WhatsApp ou e-mail, muitas vezes com uso de dados reais — como nome, número da OAB e informações processuais obtidas em consultas públicas — para dar aparência de legitimidade.

 

Aí surge a “boa notícia” que esconde uma armadilha: o pagamento saiu, mas existe uma taxa para a liberação de valores, indenizações ou precatórios. Fingindo ser o representante legal da vítima, o falso profissional cria um senso de urgência para pressionar uma tomada de decisão rápida, sem tempo para checar informações. As mensagens enganosas usam argumentos variados e solicitam pagamentos ou transferências por PIX para supostamente “desbloquear” o crédito judicial. Veja 6 dicas para evitar esse tipo de fraude:

 

1 – Ao receber mensagens de números desconhecidos, desconfie de erros ortográficos. E, mesmo que o texto esteja bem escrito, redobre a atenção – especialmente se houver solicitação de dados pessoais.

 

2 – Desconfie de cobranças urgentes, links suspeitos ou ligações com linguagem apressada.

 

3 – Não efetue pagamentos em contas de pessoas físicas ou jurídicas desconhecidas e jamais forneça dados bancários.

 

4 – Evite tratar assuntos jurídicos somente pelo celular e confirme qualquer informação diretamente com seu advogado de confiança.

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5 – Registre um boletim de ocorrência em caso de suspeita de golpe.

 

6 – O mais importante é ficar atento às solicitações de pagamento: em caso de cessão de crédito, é você quem recebe o dinheiro da venda. Você não deve pagar nada por isso.

 

Por que esses golpes acontecem?

 

O Brasil concentra um alto volume de ações judiciais e um lento sistema de pagamentos que pode levar décadas. Segundo o relatório “Justiça em Números 2025”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 2025 teve 5 milhões de processos em tramitação, adicionados aos 2,3 milhões de novas ações registradas até o final do ano. A soma pode chegar a R$ 1 trilhão em indenizações.

 

Muitos trabalhadores aguardam há anos pelos valores, sem perspectivas de recebimento. Mesmo após a decisão judicial, a liberação pode levar um longo período. Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça estima que os prazos podem ultrapassar uma década, chegando a 15 anos em alguns casos.

“É nesse cenário de espera prolongada e, muitas vezes, falta de informação, que possíveis golpistas encontram oportunidades de agir. Quem aguarda há muito tempo por um pagamento pode se tornar mais suscetível a abordagens enganosas”, comenta Herbert Camilo, CEO da Anttecipe.com.

 

Segurança jurídica e amparo legal

 

Para quem ainda não teve o pagamento liberado e deseja uma solução mais rápida e segura, existe a opção de vender o processo – esta alternativa está prevista no artigo 286 do Código Civil, uma prática consolidada no meio jurídico que vem ganhando espaço entre trabalhadores.

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A venda da ação trabalhista ou do precatório deve ser feita com uma empresa especializada em cessão de crédito judicial, que vai analisar alguns critérios do processo, como o valor envolvido na ação – neste caso, ele deve ser superior a R$ 20 mil para ações trabalhistas e R$50 mil para precatórios. Em seguida, a companhia apresenta uma proposta de compra e, se ela for aceita, o pagamento do valor negociado pode ser feito em até 24 horas após a assinatura do contrato. Um prazo muito mais curto para o recebimento se comparado aos anos de espera pelas vias tradicionais.

 

“Esta fórmula tem ajudado centenas de brasileiros, com uma negociação transparente e ágil. O pagamento é feito à vista e cai na conta da pessoa sem nenhum tipo de taxa para iniciarmos os procedimentos”, explica o CEO da Anttecipe.com.

 

Com a ampliação dessa transação, cresce também a conscientização de que a venda de processos trabalhistas é uma operação legítima, segura e juridicamente amparada, capaz de transformar longas esperas em novas oportunidades.

 

Sobre a Anttecipe.com

 

A Anttecipe.com é uma empresa que compra processos trabalhistas (crédito judicial), precatórios e concede empréstimo com processo trabalhista como garantia. É formada por profissionais que atuam há mais de 20 anos no mercado e reúnem expertise nas áreas financeira, operacional, jurídica, customer experience, e-commerce e marketing.

 

A empresa já atendeu mais de 4.000 clientes e negociou mais de R$180 milhões em créditos judiciais.

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