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Bolsas globais oscilam após cúpula entre EUA e China; Ibovespa busca recuperação e dólar ronda R$ 5

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Os mercados financeiros globais encerram a semana em clima de cautela, apesar do desempenho positivo registrado nas bolsas norte-americanas e europeias na sessão anterior. Nesta sexta-feira (15), investidores seguem avaliando os desdobramentos da cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, além das sinalizações sobre juros nos Estados Unidos, inflação global e impactos no comércio internacional.

No Brasil, o Ibovespa tenta consolidar uma recuperação moderada após a volatilidade política observada nos últimos pregões. O dólar segue próximo da faixa de R$ 5, enquanto o mercado acompanha indicadores econômicos internos e a agenda internacional.

Nos Estados Unidos, os índices acionários fecharam em alta na quinta-feira (14), impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia. O destaque ficou para a fabricante de chips Nvidia, cujas ações avançaram mais de 4% após informações de que o governo norte-americano autorizou empresas chinesas a adquirirem o chip H200, um dos mais avançados da companhia.

O índice Dow Jones encerrou com valorização de 0,75%, aos 50.063 pontos. Já o S&P 500 subiu 0,77%, alcançando 7.501 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,88%, aos 26.635 pontos, sustentado pelo desempenho das gigantes de tecnologia.

Na Europa, o movimento também foi positivo. O STOXX 600 registrou alta de 0,76%, refletindo o otimismo moderado dos investidores diante da possibilidade de redução das tensões comerciais entre Washington e Pequim.

Entre os principais mercados europeus, Londres fechou em alta de 0,46%, Paris avançou 0,93% e Frankfurt liderou os ganhos com valorização de 1,32%, apoiada principalmente pelos setores industrial e tecnológico.

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Bolsas asiáticas recuam com frustração após encontro entre Trump e Xi

Apesar do otimismo inicial, os mercados asiáticos encerraram esta sexta-feira em queda após investidores considerarem insuficientes os avanços concretos obtidos na reunião entre Donald Trump e Xi Jinping.

As bolsas chinesas sofreram perdas expressivas, refletindo a percepção de que o encontro serviu mais para reduzir tensões diplomáticas do que para estabelecer novos acordos estruturais entre as duas maiores economias do planeta.

O índice de Xangai caiu mais de 1%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, também recuou acima de 1%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,62%.

No Japão, o Nikkei registrou queda de 2%, pressionado pela realização de lucros e pelo fortalecimento das preocupações relacionadas aos juros norte-americanos.

Analistas internacionais destacam que o mercado esperava avanços mais consistentes sobre a extensão da trégua comercial entre EUA e China, prevista para terminar no fim deste ano.

Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, houve avanços relacionados às compras chinesas de produtos agrícolas e carne bovina americana, mas ainda sem definição sobre uma ampliação formal do acordo comercial.

Ibovespa tenta sustentar recuperação após turbulência política

No mercado brasileiro, o Ibovespa abriu esta sexta-feira em leve alta, tentando manter o movimento positivo observado no fechamento anterior, quando o índice avançou 0,72%, encerrando aos 178.365 pontos.

O mercado doméstico ainda repercute os impactos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que elevou a percepção de risco entre investidores e gerou maior volatilidade no câmbio e na renda variável.

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Apesar disso, analistas avaliam que o fluxo estrangeiro continua sustentando parte da recuperação da bolsa brasileira, principalmente diante do interesse global por ativos ligados a commodities, agronegócio e energia.

O mercado acompanha ainda a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) no Brasil e dados da produção industrial norte-americana, indicadores considerados relevantes para calibrar expectativas sobre atividade econômica e juros.

No radar corporativo, a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 segue movimentando ações específicas. A Usiminas esteve entre os destaques positivos da sessão anterior, enquanto a SLC Agrícola registrou pressão vendedora.

Dólar oscila próximo de R$ 5 com foco em juros e cenário político

O dólar abriu esta sexta-feira próximo da estabilidade, operando ao redor de R$ 4,98, após ter encostado em R$ 5 no pregão anterior.

A moeda norte-americana continua refletindo o ambiente externo mais cauteloso, os juros elevados nos Estados Unidos e o aumento da percepção de risco fiscal no Brasil.

Para o agronegócio, o comportamento do câmbio segue sendo fator determinante para exportações, preços internos de commodities e competitividade do setor brasileiro no mercado internacional.

A combinação entre tensão geopolítica, juros elevados e oscilações das bolsas mantém investidores atentos aos próximos movimentos dos bancos centrais e às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, fatores que devem continuar ditando o ritmo dos mercados globais nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula se reúne com autoridades chineses para fortalecer cooperação no agro

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera missão oficial à China, entre os dias 17 e 21 de maio, com compromissos nas cidades de Xangai e Pequim.

Na agenda, reuniões com autoridades da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), participação na SIAL 2026 – considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor – além de encontros com empresários brasileiros e chineses.

O objetivo desses encontros é ampliar a presença dos produtos do agronegócio brasileiro, identificar oportunidades de negócios e fortalecer a cooperação em temas sanitários e fitossanitários.

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, a China importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor. Entre 2019 e 2025, foram abertos 25 mercados para produtos brasileiros no país asiático, incluindo complexo soja, proteinas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, DDG de milho, entre outros.

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SIAL 2026

A agenda terá início em Xangai, onde o ministro participará da SIAL 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor.

Durante a programação, André de Paula visitará o Estande Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de participar das inaugurações dos estandes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteina Animal (ABPA). A Sial Xangai ocupa uma área de cerca 220 mil metros quadrados, mais de 5 mil expositores de 75 países.

Nesta edição, o Brasil vai contar com um número recorde de empresas participantes. Serão 82 empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões brasileiros, organizados pela ApexBrasil e por parceiros setoriais. Essa presença supera a edição passada, quando 54 empresas participaram da feira. A expectativa é gerar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

O ministro também participará do encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e de encontros com representantes de cooperativas.

Reuniões

Em Pequim, a delegação brasileira terá reuniões com representantes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio da China. As reuniões tratarão de temas relacionados à cooperação sanitária e fitossanitária, ampliação do comércio agropecuário e fortalecimento das relações institucionais entre os países. Há previsão da participação no “Diálogo Brasil–China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável” e ainda no seminário organizado pela ABPA.

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Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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