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Campo Grande recebe Conacredi Road Show com especialistas em crédito rural e inovação no agronegócio

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Evento gratuito sobre crédito rural acontece em Campo Grande

No dia 11 de junho, das 14h às 18h30, Campo Grande (MS) sediará o Conacredi Road Show, evento gratuito dedicado a discutir os rumos e as oportunidades do crédito rural em 2025. A programação será realizada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), localizado na Rua Sebastião Taveira, 268, Bairro São Francisco.

Conacredi Road Show: extensão regional do congresso nacional

O evento é uma extensão regional do Congresso Nacional do Crédito no Agronegócio (Conacredi), realizado anualmente em São Paulo. Em Campo Grande, o encontro contará com palestras e painéis focados em inovação, tendências e desafios do setor financeiro rural, buscando aproximar o debate das realidades locais.

Objetivo: aproximar o crédito agro das realidades regionais

Mayra Delfino, diretora do Conacredi, destaca a importância do evento para a região Centro-Oeste.

“Levar o Conacredi para Campo Grande, pela primeira vez, é reconhecer a força produtiva do Centro-Oeste. O evento foi pensado para promover reflexões aprofundadas sobre acesso ao crédito e soluções financeiras, respeitando as dinâmicas específicas de cada região. Queremos fomentar conexões que gerem impacto prático no dia a dia do campo”, afirma Mayra.

Presença de especialistas renomados

Entre os palestrantes confirmados, está Carolina Vergeti, diretora da tmdigital. Ela ressalta o papel estratégico de Campo Grande na agricultura nacional.

“Debater crédito e gestão de riscos vai além do financiamento — é entender as dores e potencialidades de quem vive o agro e como viabilizar operações financeiras mais estratégicas. O diálogo direto com o público local torna esse formato tão poderoso”, destaca Carolina.

Outro nome de peso é David Télio, diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna e referência nacional em financiamento rural.

“Falar sobre crédito rural em Campo Grande é estar no coração do agronegócio. A realidade daqui traz desafios únicos, e eventos como o Conacredi Road Show são essenciais para ajustarmos a bússola do setor financeiro e discutirmos modelos mais eficientes e sustentáveis para a concessão de crédito”, explica David.

Inscrições gratuitas e mais informações

As inscrições para o Conacredi Road Show são gratuitas e podem ser realizadas pelo link abaixo:

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Conacredi Road Show

O Conacredi Road Show chega a Campo Grande para promover um debate regional sobre crédito rural, reunindo especialistas para discutir inovação, tendências e soluções financeiras adaptadas ao Centro-Oeste, fortalecendo o agronegócio local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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