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Exportações marítimas de grãos da Rússia disparam em abril e ampliam pressão no mercado global

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As exportações marítimas de grãos da Rússia registraram forte crescimento em abril e reforçaram a competitividade do país no comércio agrícola global. Dados de embarque divulgados por fontes do setor apontam que os volumes exportados dobraram no período, alcançando 4,9 milhões de toneladas métricas.

O avanço das exportações russas ocorre em um momento de intensa disputa no mercado internacional de grãos e amplia a pressão competitiva sobre grandes exportadores globais, incluindo Brasil, Estados Unidos e União Europeia.

Exportações acumuladas crescem mais de 7% na temporada

Segundo os dados do setor, o total embarcado pela Rússia por via marítima já soma 46 milhões de toneladas na atual temporada comercial, volume 7,4% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O desempenho reforça a posição da Rússia como um dos principais fornecedores globais de grãos, especialmente trigo, em um ambiente de demanda internacional ainda aquecida.

Mar Negro lidera expansão das exportações russas

Os terminais localizados na região do Mar Negro seguiram como principal corredor logístico das exportações agrícolas russas.

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Em abril, os embarques pelos portos da região avançaram 89% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 4,1 milhões de toneladas.

A estrutura portuária do Mar Negro é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola russa, principalmente para mercados da Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

Mar Báltico amplia presença em novos mercados

Outro destaque do mês foi o crescimento expressivo das exportações via portos do Mar Báltico.

Os embarques pela região avançaram 127,8% em comparação anual, totalizando aproximadamente 400 mil toneladas em abril.

Os terminais do Báltico vêm sendo utilizados pela Rússia para ampliar o acesso a novos destinos comerciais, incluindo países da África e da América Latina.

O movimento reforça a estratégia russa de diversificação logística e expansão da presença global no mercado de grãos.

Exportações pelo Mar Cáspio seguem relevantes para o Irã

Os embarques pelos portos do Mar Cáspio, rota importante para o abastecimento do Irã, somaram cerca de 300 mil toneladas em abril.

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Embora o volume tenha ficado ligeiramente abaixo do registrado em março, a região segue desempenhando papel estratégico nas relações comerciais entre Rússia e países do entorno asiático.

Extremo Oriente mantém crescimento nas exportações

Os terminais russos localizados no Extremo Oriente também registraram avanço nas exportações de grãos.

Segundo os dados do setor, os embarques pela região cresceram 21,5% na comparação anual, acompanhando o fortalecimento das relações comerciais da Rússia com mercados asiáticos.

Mercado global acompanha avanço da Rússia

O aumento das exportações russas continua sendo monitorado de perto pelos mercados internacionais, especialmente em meio às oscilações de oferta global, custos logísticos e competitividade entre grandes produtores.

Com forte presença no mercado internacional de trigo e capacidade crescente de exportação, a Rússia mantém influência relevante sobre a formação dos preços globais de grãos e sobre a dinâmica do comércio agrícola mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Indústria de máquinas e equipamentos perde fôlego em abril e acende alerta para retração dos investimentos no Brasil

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos voltou a registrar perda de ritmo em abril de 2026, interrompendo a recuperação observada no mês anterior e reforçando sinais de enfraquecimento do investimento produtivo no país. O movimento ocorre em meio a um ambiente de crédito restritivo, juros elevados e menor confiança para expansão da capacidade instalada.

O consumo aparente do setor recuou 20,6% na comparação com abril de 2025, totalizando R$ 27,76 bilhões, segundo dados consolidados do segmento. O resultado anula o avanço registrado em março e aprofunda a retração acumulada do ano, que já chega a 13,7%.

Queda generalizada atinge máquinas nacionais e importadas

Diferentemente do comportamento observado em março, quando a queda nas máquinas produzidas no país foi parcialmente compensada pelas importações, abril apresentou retração simultânea em ambos os segmentos.

  • Máquinas nacionais: -26,6%
  • Máquinas importadas: -13,5%

O desempenho indica um enfraquecimento mais amplo da demanda por bens de capital, sugerindo que a atividade produtiva brasileira entra em uma fase de menor apetite por investimentos.

Receita da indústria de máquinas também recua e confirma tendência de desaceleração

A receita líquida de vendas do setor atingiu R$ 21,3 bilhões em abril, com queda de 3,9% frente a março e retração de 14,9% na comparação com abril de 2025.

No acumulado do ano, a queda chega a 12%, enquanto o desempenho em 12 meses registra recuo de 0,7%, indicando que a desaceleração deixou de ser pontual e passou a afetar a trajetória do setor.

O principal fator de pressão segue vindo do mercado doméstico, especialmente dos segmentos ligados ao agronegócio e à indústria de transformação, que dependem diretamente de crédito para investimento.

Juros altos e crédito restrito pressionam decisões de investimento

O ambiente de política monetária restritiva tem afetado diretamente a capacidade de investimento das empresas, reduzindo a tomada de decisão para expansão e priorizando a preservação de liquidez.

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O efeito não se limita ao custo do financiamento, mas se estende à redução da confiança empresarial, à postergação de projetos e ao menor ritmo de renovação de máquinas e equipamentos.

Exportações crescem no ano, mas base fraca e câmbio limitam impacto

As exportações do setor apresentaram crescimento de 41,7% em abril, totalizando US$ 1,47 bilhão. No acumulado do ano, o avanço é de 17,1%, enquanto em 12 meses chega a 12,6%.

Apesar do resultado positivo, a análise do setor indica cautela. Parte do crescimento decorre de base de comparação baixa e de operações pontuais, como um grande projeto direcionado a Singapura.

Na comparação com o último quadrimestre de 2025, houve recuo de 20,5%, com média mensal exportada passando de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,1 bilhão no início de 2026.

Além disso, a valorização do real — estimada em cerca de 10,8% no período — reduz o impacto das exportações na receita em moeda nacional, mesmo com aumento em dólares.

Importações mantêm participação elevada no mercado brasileiro

As importações de máquinas e equipamentos somaram US$ 2,6 bilhões em abril de 2026, recuo de 15,6% frente a março, quando atingiram o maior nível da série histórica iniciada em 1999. Em relação a abril de 2025, houve alta de 1,8%.

No acumulado de janeiro a abril, o crescimento foi de 3,6%, mas com retração de 2,5% frente ao último quadrimestre de 2025.

O dado mais relevante, porém, é a participação das importações no consumo nacional: 49% no início de 2026, avanço de 1,5 ponto percentual em relação a 2025 e 3,6 pontos em relação a 2024. O movimento reforça a perda de competitividade da indústria local no mercado doméstico.

A China segue como principal origem das importações, seguida por Estados Unidos e Alemanha. Os produtos chineses cresceram 13,7% no período, com destaque para:

  • Máquinas para logística e construção: +46,2%
  • Indústria de transformação: +19,2%
  • Agricultura: +19,9%
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Utilização da capacidade, pedidos e emprego seguem em queda

A utilização da capacidade instalada recuou para 78,9% em abril, interrompendo a melhora do mês anterior, embora ainda acima do nível observado no mesmo período de 2025.

A carteira de pedidos permaneceu estável em 9 semanas, mas segue 4,1% abaixo de abril do ano anterior. No acumulado do ano, a retração é de 4,8%, indicando pressão contínua sobre a receita futura do setor.

No mercado de trabalho, houve fechamento de cerca de 1 mil vagas em abril, com impacto mais forte em segmentos ligados ao agronegócio, revertendo parcialmente a recuperação registrada em março.

Perspectivas apontam retração e perda de participação da indústria nacional

Os dados de abril reforçam que a recuperação de março foi pontual e não representou mudança estrutural de tendência. O setor segue sob pressão de três fatores principais:

  • Demanda interna enfraquecida, especialmente em setores dependentes de crédito
  • Exportações positivas, mas insuficientes para compensar o mercado doméstico
  • Aumento da participação de máquinas importadas no consumo nacional

A combinação desses fatores indica continuidade do ciclo de desaceleração na indústria de bens de capital.

Segmentos de máquinas industriais não seriadas apresentam maior resiliência, enquanto bens de capital seriados e equipamentos agrícolas concentram as maiores quedas.

Diante desse cenário, projeções do setor foram revisadas: a expectativa de crescimento da receita interna foi ajustada de alta de 0,7% para queda de 2,7% em 2026. Para exportações, a previsão segue de crescimento de 2,3%, mas com impacto negativo estimado de 4,7% na receita total devido à valorização do real.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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