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Governo de Santa Catarina lança projeto de R$ 10,1 milhões para ampliar uso de sementes certificadas de arroz

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O Governo de Santa Catarina lançou nesta quinta-feira (14) o Projeto Sementes Certificadas de Arroz, uma nova ação voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado no estado. A iniciativa foi apresentada durante o Seminário Sul Catarinense de Arroz Irrigado, realizado em Turvo, e integra o Programa Terra Boa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).

A proposta busca ampliar o uso de sementes certificadas nas lavouras catarinenses, elevando os índices de produtividade, qualidade e sustentabilidade da produção de arroz. O projeto também pretende reduzir os riscos associados ao uso de sementes irregulares, conhecidas como “piratas”, que ainda são utilizadas por parte dos produtores.

Aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural), o programa prevê investimento de R$ 10,1 milhões para a safra 2026/2027. O apoio financeiro contempla a aquisição de até 77 mil sacas de sementes certificadas, com limite de até 40 sacas de 50 quilos por produtor e subsídio máximo de R$ 4,8 mil por beneficiário.

A expectativa do governo estadual é beneficiar mais de 2 mil agricultores familiares e produtores rurais em diferentes regiões produtoras de arroz de Santa Catarina.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a iniciativa reforça o compromisso do governo com o fortalecimento do setor orizícola catarinense.

“O Projeto Sementes Certificadas de Arroz amplia o apoio ao produtor rural, incentivando o uso de sementes de qualidade para garantir mais segurança, produtividade e competitividade no campo. Trata-se de uma cadeia estratégica para Santa Catarina, especialmente pela forte presença da agricultura familiar”, destacou o secretário.

Projeto prioriza qualidade, rastreabilidade e segurança na produção

As sementes contempladas pelo programa deverão ser de variedades desenvolvidas pela Epagri e produzidas por associados da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa). Além disso, os materiais precisarão possuir registro regular junto à Cidasc e ao Ministério da Agricultura, assegurando rastreabilidade, qualidade genética e segurança ao produtor rural.

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A operacionalização do projeto ficará sob responsabilidade da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), por meio de acordo de cooperação com a Sape. A iniciativa também conta com parceria da Epagri, Acapsa, cooperativas e casas agropecuárias credenciadas.

Santa Catarina registra safra recorde de arroz

Santa Catarina consolidou sua posição entre os principais polos produtores de arroz do Brasil após alcançar produção recorde de 1,3 milhão de toneladas na safra 2024/2025. O cultivo ocupou área de aproximadamente 145 mil hectares, colocando o estado como o segundo maior produtor nacional do grão.

A orizicultura possui forte peso econômico no agronegócio catarinense, movimentando mais de R$ 2,3 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP).

Outro destaque do setor é a predominância da agricultura familiar. Dos 5.916 estabelecimentos produtores de arroz existentes no estado, cerca de 82% pertencem a agricultores familiares, reforçando a importância social da atividade para geração de renda e manutenção das economias regionais.

Uso de sementes “piratas” preocupa setor produtivo

Apesar dos bons resultados produtivos, o setor enfrenta desafios relacionados à elevação dos custos de produção. Entre as preocupações está o avanço do uso de sementes não certificadas, prática adotada por alguns produtores na tentativa de reduzir despesas.

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De acordo com informações da Epagri, sementes irregulares apresentam menor qualidade, reduzem o potencial produtivo das lavouras e aumentam significativamente os riscos de contaminação por arroz vermelho, considerada uma das principais plantas daninhas da cultura.

O diretor de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural da Sape, Léo Kroth, alerta que o uso desse tipo de material também pode gerar problemas jurídicos e financeiros aos produtores.

“Além dos prejuízos produtivos, sementes sem certificação podem comprometer o acesso a seguros agrícolas e gerar insegurança em casos de perdas nas lavouras”, enfatizou Kroth.

Com a nova política de incentivo, o governo catarinense aposta no fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado, buscando elevar a competitividade do setor e garantir maior sustentabilidade econômica aos produtores rurais do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula se reúne com autoridades chineses para fortalecer cooperação no agro

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera missão oficial à China, entre os dias 17 e 21 de maio, com compromissos nas cidades de Xangai e Pequim.

Na agenda, reuniões com autoridades da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), participação na SIAL 2026 – considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor – além de encontros com empresários brasileiros e chineses.

O objetivo desses encontros é ampliar a presença dos produtos do agronegócio brasileiro, identificar oportunidades de negócios e fortalecer a cooperação em temas sanitários e fitossanitários.

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, a China importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor. Entre 2019 e 2025, foram abertos 25 mercados para produtos brasileiros no país asiático, incluindo complexo soja, proteinas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, DDG de milho, entre outros.

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SIAL 2026

A agenda terá início em Xangai, onde o ministro participará da SIAL 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor.

Durante a programação, André de Paula visitará o Estande Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de participar das inaugurações dos estandes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteina Animal (ABPA). A Sial Xangai ocupa uma área de cerca 220 mil metros quadrados, mais de 5 mil expositores de 75 países.

Nesta edição, o Brasil vai contar com um número recorde de empresas participantes. Serão 82 empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões brasileiros, organizados pela ApexBrasil e por parceiros setoriais. Essa presença supera a edição passada, quando 54 empresas participaram da feira. A expectativa é gerar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

O ministro também participará do encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e de encontros com representantes de cooperativas.

Reuniões

Em Pequim, a delegação brasileira terá reuniões com representantes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio da China. As reuniões tratarão de temas relacionados à cooperação sanitária e fitossanitária, ampliação do comércio agropecuário e fortalecimento das relações institucionais entre os países. Há previsão da participação no “Diálogo Brasil–China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável” e ainda no seminário organizado pela ABPA.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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