AGRONEGÓCIO
Pragas avançam nas pastagens e ameaçam produtividade nacional
Publicado em
17 de maio de 2026por
infocoweb
Pragas historicamente associadas às regiões tropicais voltaram ao centro das preocupações da pecuária brasileira em 2026. Em meio ao avanço da produção de carne bovina e à valorização da arroba, produtores enfrentam perdas crescentes provocadas pela cigarrinha-das-pastagens e pelo carrapato-do-boi, dois problemas considerados estratégicos pela pesquisa agropecuária por afetarem diretamente produtividade, ganho de peso e qualidade das pastagens.
Levantamentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apontam que os prejuízos causados pelo carrapato-do-boi já ultrapassam R$ 15 bilhões por ano no país. O parasita está presente praticamente em todo o território nacional e afeta tanto rebanhos de corte quanto de leite, reduzindo ganho de peso, produção leiteira e fertilidade dos animais, além de elevar os custos com medicamentos e manejo sanitário.
Segundo estudos da Embrapa Gado de Corte, o carrapato também favorece a disseminação da tristeza parasitária bovina, doença que provoca anemia, febre e elevada mortalidade em animais mais sensíveis. Estimativas do setor indicam que as perdas podem chegar a 1,7 milhão de toneladas de carne bovina por ano, volume equivalente a parcela relevante da produção nacional.
O avanço da praga ocorre principalmente em regiões de clima quente e úmido, com maior incidência no Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste, justamente áreas que concentram grandes rebanhos comerciais do país. O Brasil possui atualmente o maior rebanho bovino comercial do mundo, com mais de 230 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Outra preocupação crescente é a cigarrinha-das-pastagens, inseto que vem ampliando sua incidência em importantes polos pecuários do Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins e Minas Gerais. A praga ataca diretamente gramíneas forrageiras, como braquiárias, reduzindo drasticamente a capacidade de alimentação do rebanho.
Pesquisas da Embrapa indicam que áreas infestadas podem sofrer redução de até 70% na produção de biomassa das pastagens. Na prática, isso significa menor disponibilidade de capim, redução da taxa de lotação por hectare e pior desempenho dos animais em engorda.
O problema ganhou força nos últimos anos com o aumento das temperaturas, períodos prolongados de umidade e expansão de sistemas intensivos de produção pecuária. Técnicos alertam que o controle isolado, apenas com aplicação de produtos nos animais ou no pasto, já não é suficiente diante da pressão crescente das infestações.
A recomendação atual dos órgãos de pesquisa é a adoção do chamado manejo integrado, estratégia que combina monitoramento constante das áreas, rotação de pastagens, escolha de variedades forrageiras mais tolerantes, controle biológico e uso racional de defensivos veterinários e agrícolas.
A Embrapa destaca que grande parte do ciclo do carrapato ocorre fora do animal, diretamente nas pastagens, o que torna o controle ambiental um dos principais desafios sanitários da pecuária brasileira. No caso da cigarrinha, a atenção aumenta durante os períodos chuvosos, quando as condições climáticas favorecem explosões populacionais do inseto.
O avanço simultâneo dessas pragas ocorre justamente em um momento de maior valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional. O país segue como maior exportador mundial de carne bovina e amplia embarques para mercados da Ásia, Oriente Médio e América do Norte, cenário que aumenta a pressão por produtividade, eficiência sanitária e sustentabilidade dentro das fazendas.
Especialistas do setor avaliam que o combate às pragas deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a integrar diretamente a estratégia econômica da pecuária nacional, especialmente diante do aumento dos custos de produção e da maior exigência dos mercados compradores por controle sanitário e rastreabilidade.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
A “terceira via” do prato brasileiro – A escalada de preços do feijão Caupi
Published
12 horas atráson
17 de maio de 2026
Feijao caupi nova era. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar
A “terceira via” do prato brasileiro: Por que o preço do feijão Caupi também vai subir

Lavora em estágio reprodutivo , ja se adiantando para maturação , forçada pela seca. Foto: arquivo Angelo José Mello de Aguiar
Enquanto o consumidor brasileiro monitora a disparada nos preços dos feijões carioca e preto, uma terceira alternativa fundamental para a segurança alimentar do país também entra em rota de colisão com a escassez: o Feijão Caupi.

Feijao caupi nova era. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar
Conhecido popularmente em diversas regiões como feijão-fradinho ou macassar, o Caupi é muito mais que um substituto; é a base da dieta em grande parte do Norte e Nordeste e um regulador de preços no Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, variedades essenciais para o consumo interno — como o Nova Era, Guariba e Tumukumaque — estão desaparecendo das prateleiras com a mesma velocidade com que os preços sobem no campo.
O avanço da exportação: O “fator Índia” e o feijão Mungo
Mungo verde e Mungo preto. Foto Arquivo Angelo José Mello de Aguiar
O principal motivo para a redução da oferta de feijão Caupi no mercado interno brasileiro é o apetite do mercado asiático. Nos últimos anos, houve um crescimento explosivo na demanda da Índia pelos feijões Mungo Preto e Mungo Verde (que também pertencem à família dos caupis).
Com contratos de exportação garantidos e valores atraentes, muitos produtores optaram por substituir as áreas das variedades tradicionais. Contudo, nem mesmo esse mercado está ileso: as lavouras de Mungo Preto e Mungo Verde também sofrem com a falta severa de chuvas, o que compromete o potencial exportador e pressiona ainda mais o mercado de feijões em geral.
Quebra de Safra e o Impacto da Seca

Graneleiro da colheitadeira. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar
Além da migração de culturas, o clima severo castigou as lavouras remanescentes de safrinha. O cenário nos principais estados produtores apresenta quedas drásticas na área plantada:
Goiás: Redução de 50% na área plantada.
Tocantins: Queda de 80% na área.
Mato Grosso: Recuo de 80% na área destinada a essas variedades.
Para agravar a situação, a produtividade por hectare despencou. Onde no ano passado colhia-se uma média de 18 a 20 sacos por hectare, as estimativas atuais não passam de 10 sacos por hectare devido à seca.
Mercado e Preços: O alvo de R$ 200 na roça
Diante da combinação entre área reduzida e baixa produtividade, o mercado de feijão Caupi entrou em uma fase de forte valorização. Com o produto escasso, o poder de negociação se deslocou para o campo.
Atualmente, os produtores estão firmes em seu posicionamento de venda, mirando o valor de R$ 200,00 por saca de 60kg para retirada diretamente na roça. A tendência é que esses números se sustentem, dado que não há previsão de entrada de novos volumes que possam aliviar a oferta no curto prazo.

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