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Preço do trigo dispara no Sul do Brasil com oferta restrita e alta em Chicago

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O mercado de trigo registra forte valorização tanto no Brasil quanto no cenário internacional, impulsionado pela combinação de oferta restrita no Sul do país e preocupações climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.

Escassez de trigo eleva preços no Rio Grande do Sul

No Sul do Brasil, o avanço dos preços tem sido mais intenso no Rio Grande do Sul, onde a baixa disponibilidade de produto, especialmente de qualidade superior, tem sustentado sucessivas altas semanais.

De acordo com a TF Agroeconômica, compradores seguem ativos, ainda que de forma pontual, e têm aceitado reajustes diante da limitação da oferta.

No mercado interno, os preços variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.300,00 por tonelada, enquanto os vendedores pedem entre R$ 1.350,00 e R$ 1.380,00. Já no campo, o valor pago ao produtor também avançou, com a saca subindo de R$ 57,00 para R$ 59,00 no município de Panambi.

Santa Catarina depende de trigo gaúcho e registra preços firmes

Em Santa Catarina, o mercado segue abastecido principalmente por trigo proveniente do Rio Grande do Sul, com menor participação da produção local e do Paraná.

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As cotações indicam o trigo catarinense a R$ 1.300,00 FOB, enquanto o produto paranaense aparece a R$ 1.400,00. Já o trigo gaúcho mantém média de R$ 1.300,00 FOB, com retirada prevista entre maio e junho.

Os preços pagos ao produtor permanecem relativamente estáveis na maior parte das regiões, com variações pontuais.

Paraná registra alta com negociações limitadas

No Paraná, o mercado também apresenta tendência de alta, porém com baixo volume de negócios.

As poucas negociações ocorrem entre R$ 1.350,00 e R$ 1.380,00 FOB, enquanto compradores indicam valores entre R$ 1.380,00 e R$ 1.400,00 CIF. Ainda assim, há dificuldade para fechamento de negócios nesses patamares.

As ofertas disponíveis giram entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 FOB, refletindo a postura firme dos vendedores, que demonstram menor interesse em negociar diante da expectativa de novas valorizações.

Clima nos EUA sustenta alta do trigo na Bolsa de Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros de trigo encerraram em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, com ganhos superiores a 1% na sessão desta terça-feira (14).

O movimento foi impulsionado pelas preocupações com o clima nas Planícies dos Estados Unidos, onde o avanço da seca e o volume de chuvas abaixo do esperado aumentam o risco de perdas nas lavouras de trigo de inverno.

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Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicaram deterioração nas condições das lavouras, com apenas 34% do trigo classificado como bom ou excelente, abaixo dos 35% registrados na semana anterior e também das expectativas do mercado.

Dólar mais fraco favorece exportações, mas cenário geopolítico limita ganhos

A desvalorização do dólar frente a outras moedas também contribuiu para a alta das cotações, ao tornar o trigo norte-americano mais competitivo no mercado global.

Por outro lado, as expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã atuaram como fator limitante para ganhos mais expressivos nos preços.

Cotações do trigo na CBOT

Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a US$ 5,92 por bushel, com alta de 9,75 centavos, equivalente a 1,67%.

Já os contratos com vencimento em julho encerraram a US$ 6,01 1/4 por bushel, registrando avanço de 10,00 centavos, ou 1,69% em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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