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Decisões financeiras que podem prejudicar sua carreira no longo prazo

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Especialista alerta que escolhas relacionadas ao dinheiro também impactam crescimento profissional

 

Embora muitas pessoas possam associar decisões financeiras apenas à organização do orçamento doméstico ou ao controle de gastos do dia a dia, elas também exercem um papel importante no desenvolvimento profissional e na estabilidade ao longo da carreira. A forma como uma pessoa administra o dinheiro pode influenciar diretamente suas escolhas profissionais, o nível de segurança para assumir novos desafios e até a capacidade de lidar com momentos de transição ou instabilidade no mercado de trabalho.

De acordo com Vinicius Pereira dos Santos, economista e professor da MUST University, problemas financeiros frequentes tendem a gerar estresse e limitar oportunidades. “Quando a vida financeira está desorganizada, muitas decisões profissionais acabam sendo tomadas por necessidade e não por estratégia”, afirma.

Confira as cinco decisões que podem gerar impacto negativo, de acordo com o especialista:

  1. Acumular dívidas recorrentes: dívidas que se renovam mês a mês — como o uso constante do rotativo do cartão de crédito ou empréstimos para cobrir despesas do dia a dia — comprometem não apenas o orçamento, mas também a capacidade de planejamento. “O profissional endividado tende a aceitar qualquer proposta de emprego apenas para garantirrenda imediata, abrindo mão de negociações mais vantajosas ou de transições de carreira mais estratégicas”, explica o professor.
  2. Não construir uma reserva financeira:a ausência de uma reserva de emergência coloca o profissional em posição de vulnerabilidade. Sem esse colchão financeiro, demissões, períodos de transição ou oportunidades de empreendedorismo tornam-se cenários aterrorizantes em vez de possibilidades a serem consideradas. Especialistas recomendam reservar entre três e seis meses de despesas fixas como base de segurança.
  3. Depender apenas de uma fonte de renda:no cenário atual, cada vez mais volátil, concentrar toda a renda em um único empregador ou contrato representa um risco considerável. A diversificação de fontes — seja por meio de trabalhos freelance, investimentos ou pequenos negócios paralelos — amplia a estabilidade financeira e reduz a pressão sobre decisões profissionais.
  4. Ignorar planejamento de longo prazo: não pensar na aposentadoria, na progressão de patrimônio ou em metas financeiras de médio e longo prazo faz com que o profissional permaneça preso a uma lógica de sobrevivência financeira. “Quem não planeja o futuro financeiro acaba trabalhando indefinidamente por obrigação, e não por escolha”, ressalta Vinicius.
  5. Evitar investimentos em educação e qualificação:encarar cursos, certificações e especializações como gastos — e não como investimentos — pode estagnar a carreira. Em mercados cada vez mais competitivos, a atualização constante é um diferencial que impacta diretamente a empregabilidade e o potencial de renda ao longo do tempo.
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Para o professor da MUST University, a educação financeira deveria ser tratada como uma competência profissional essencial. “Assim como desenvolvemos habilidades técnicas e comportamentais, precisamos desenvolver inteligência financeira. Ela é a base que sustenta todas as outras escolhas da carreira”, conclui.

Sobre a MUST University
A MUST University, universidade americana sediada na Flórida (EUA) e fundada pela família Carbonari, nasceu em 2017 com o propósito de democratizar o acesso ao ensino superior de qualidade, oferecendo exclusivamente especializações (lato sensu), mestrados e doutorados (stricto sensu). A instituição adota um modelo educacional que prioriza o crescimento por valor – humano, acadêmico e profissional – e não por volume, posicionando o aluno no centro do processo educacional. Atendendo um público global, especialmente na América Latina, a MUST oferece ensino a distância apoiado por tecnologia de ponta, aliado a uma abordagem profundamente humanizada, que considera não apenas o desempenho acadêmico, mas também o bem-estar do estudante. Nesse contexto, a universidade é pioneira ao manter um Wellness Center dedicado à saúde emocional e mental dos alunos, integrado à experiência educacional.

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ECONOMIA

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

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Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

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Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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