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Senar/SC oferece cerca de 400 cursos gratuitos para trabalhadores do campo em abril

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), anunciou a oferta de aproximadamente 400 cursos gratuitos voltados ao público rural durante o mês de abril. As capacitações, promovidas em colaboração com os Sindicatos Rurais, têm como objetivo principal ampliar o conhecimento técnico dos participantes e contribuir para o aprimoramento das atividades desenvolvidas no campo.

As oportunidades fazem parte do Programa de Formação Profissional Rural (FPR) e da Promoção Social (PS), abrangendo uma ampla gama de áreas do setor agropecuário. A programação completa, com datas e municípios onde os cursos serão realizados, está disponível no site: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos.

Entre os cursos oferecidos estão: “Drone – Pilotagem e Operação” (modalidade presencial), “Inseminação Artificial em Bovinos”, “Soldador – Arco Elétrico com Eletrodo Revestido”, “Segurança e Saúde no Trabalho com Agrotóxicos – NR 31”, “Turismo Rural – Planejamento e Implantação de Negócios”, “Produção Caseira de Massas para Congelamento”, “Emissão de Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural”, “Derivados de Leite”, além de capacitações voltadas à emissão de Guias de Trânsito Animal (e-GTA) e de Origem de Produtos Vegetais (e-Origem), e “Operação e Manutenção de Roçadeiras”, entre outras.

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O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que os cursos representam um importante instrumento de fomento ao desenvolvimento no meio rural. “Priorizamos conteúdos atualizados, que combinam teoria e prática em diversas áreas, com o objetivo de promover a inovação, a sustentabilidade e a melhoria da renda e da qualidade de vida no campo”, afirma.

Já o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, ressalta que as capacitações são organizadas conforme as demandas específicas de cada região. Ele enfatiza que, somadas à Assistência Técnica e Gerencial e a outras ações do Senar, essas iniciativas têm contribuído para o fortalecimento da produção sustentável, para o aumento da competitividade do setor e para avanços sociais no meio rural.

A programação completa está disponível em: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos. As inscrições devem ser feitas diretamente no Sindicato Rural da respectiva região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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A “terceira via” do prato brasileiro – A escalada de preços do feijão Caupi

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Feijao caupi nova era. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

 

A “terceira via” do prato brasileiro: Por que o preço do feijão Caupi também vai subir

Lavora em estágio reprodutivo , ja se adiantando para maturação , forçada pela seca. Foto: arquivo Angelo José Mello de Aguiar

Enquanto o consumidor brasileiro monitora a disparada nos preços dos feijões carioca e preto, uma terceira alternativa fundamental para a segurança alimentar do país também entra em rota de colisão com a escassez: o Feijão Caupi.

Feijao caupi nova era. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

Conhecido popularmente em diversas regiões como feijão-fradinho ou macassar, o Caupi é muito mais que um substituto; é a base da dieta em grande parte do Norte e Nordeste e um regulador de preços no Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, variedades essenciais para o consumo interno — como o Nova Era, Guariba e Tumukumaque — estão desaparecendo das prateleiras com a mesma velocidade com que os preços sobem no campo.

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O avanço da exportação: O “fator Índia” e o feijão Mungo

Mungo verde e Mungo preto. Foto  Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

O principal motivo para a redução da oferta de feijão Caupi no mercado interno brasileiro é o apetite do mercado asiático. Nos últimos anos, houve um crescimento explosivo na demanda da Índia pelos feijões Mungo Preto e Mungo Verde (que também pertencem à família dos caupis).
Com contratos de exportação garantidos e valores atraentes, muitos produtores optaram por substituir as áreas das variedades tradicionais. Contudo, nem mesmo esse mercado está ileso: as lavouras de Mungo Preto e Mungo Verde também sofrem com a falta severa de chuvas, o que compromete o potencial exportador e pressiona ainda mais o mercado de feijões em geral.

Quebra de Safra e o Impacto da Seca

Graneleiro da colheitadeira. Foto: Arquivo Angelo José Mello de Aguiar

Além da migração de culturas, o clima severo castigou as lavouras remanescentes de safrinha. O cenário nos principais estados produtores apresenta quedas drásticas na área plantada:
Goiás: Redução de 50% na área plantada.
Tocantins: Queda de 80% na área.
Mato Grosso: Recuo de 80% na área destinada a essas variedades.
Para agravar a situação, a produtividade por hectare despencou. Onde no ano passado colhia-se uma média de 18 a 20 sacos por hectare, as estimativas atuais não passam de 10 sacos por hectare devido à seca.

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Mercado e Preços: O alvo de R$ 200 na roça
Diante da combinação entre área reduzida e baixa produtividade, o mercado de feijão Caupi entrou em uma fase de forte valorização. Com o produto escasso, o poder de negociação se deslocou para o campo.
Atualmente, os produtores estão firmes em seu posicionamento de venda, mirando o valor de R$ 200,00 por saca de 60kg para retirada diretamente na roça. A tendência é que esses números se sustentem, dado que não há previsão de entrada de novos volumes que possam aliviar a oferta no curto prazo.

 

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