AGRONEGÓCIO
StoneX alerta para transição climática e risco de El Niño no 2º semestre com impactos no agronegócio
Publicado em
16 de abril de 2026por
infocoweb
As perspectivas climáticas para os próximos meses indicam um período de transição no fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), com tendência de neutralidade no curto prazo e aumento do risco de formação de um El Niño no segundo semestre de 2026. A análise faz parte da 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgada recentemente.
O cenário reforça o alerta para o agronegócio, que deve enfrentar maior irregularidade nas chuvas, temperaturas acima da média e impactos regionais desiguais na produção.
Neutralidade do ENOS deve predominar no curto prazo
De acordo com centros internacionais de monitoramento climático, a probabilidade de neutralidade do ENOS é de cerca de 60% entre março e maio, aumentando para 70% entre abril e junho. Esse padrão deve se estender até julho.
A partir do segundo semestre, no entanto, os modelos climáticos passam a indicar aquecimento do Pacífico Equatorial, elevando o risco de formação de um novo El Niño.
Segundo a analista de inteligência de mercado da StoneX, Carolina Giraldo, o momento exige atenção redobrada no campo diante da maior instabilidade climática.
Clima mais instável e temperaturas elevadas marcam o período
As projeções indicam anomalias positivas na temperatura da superfície do mar em escala global entre abril e junho, com destaque para o Pacífico Equatorial e o Atlântico Sul.
Esse cenário pode favorecer episódios pontuais de maior umidade no Sul do Brasil, dependendo da atuação de sistemas atmosféricos regionais.
Em relação às chuvas, o comportamento será irregular ao longo dos próximos meses:
- Abril deve registrar precipitações abaixo da média em regiões do Sudeste Asiático, Indonésia e sul da Austrália, enquanto áreas da América do Sul podem ter volumes acima da média.
- Em maio, há tendência de aumento das chuvas no noroeste do Brasil, com condições mais secas na América Central e no norte da América do Sul.
- Para junho, os modelos apontam maior equilíbrio na África e chuvas acima da média em partes do Brasil e do oeste da Colômbia.
A irregularidade na distribuição das chuvas, tanto no tempo quanto no espaço, segue como o principal desafio para o setor agrícola no curto prazo.
Safrinha de milho entra em zona de risco no Brasil
Na América do Sul, o cenário de transição climática aumenta as incertezas sobre o desenvolvimento da safrinha de milho.
A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço de frentes frias, reduzindo a umidade no Sudeste e no Centro-Oeste e antecipando o fim do período chuvoso em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Esse contexto pode impactar diretamente a formação de biomassa e a produtividade das lavouras em fases críticas do ciclo.
Excesso de chuvas também traz desafios operacionais
Apesar dos riscos de seca em algumas regiões, o relatório destaca que a umidade acumulada nos meses anteriores favorece a expectativa de uma supersafra de grãos em 2025/2026.
Culturas como café e cana-de-açúcar podem se beneficiar da recomposição hídrica, especialmente em áreas com melhor distribuição de chuvas.
Por outro lado, episódios recentes de excesso de precipitação em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais evidenciam desafios operacionais, como atraso na colheita e dificuldades no plantio.
Possível El Niño e Dipolo do Índico elevam riscos no 2º semestre
Para o segundo semestre, o relatório alerta para a possível combinação entre um evento de El Niño e o Dipolo Positivo do Oceano Índico (+IOD).
Caso ambos se confirmem a partir de julho, há aumento do risco de seca severa em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil, o que pode afetar cadeias produtivas estratégicas e ampliar a volatilidade dos mercados agrícolas.
Planejamento e gestão de risco serão decisivos
Diante de um clima mais errático e imprevisível, o setor agropecuário deve intensificar o monitoramento das condições climáticas e adotar estratégias mais conservadoras.
O momento exige planejamento com maior margem de segurança e gestão ativa de riscos, já que os impactos climáticos tendem a variar significativamente entre regiões.
Mesmo com neutralidade no curto prazo, o cenário de transição reforça a necessidade de atenção constante às mudanças climáticas ao longo de 2026.
Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
Published
8 minutos atráson
16 de abril de 2026By
infocoweb
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

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