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A nova economia dos games: setor cria empregos, movimenta tecnologia e atrai investimentos

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Com uma comunidade de milhões de jogadores e receitas bilionárias, indústria gamer brasileira amplia seu ecossistema para além dos desenvolvedores e atletas profissionais. Foto: Magnific

 

Durante muito tempo, trabalhar com games era uma possibilidade restrita a desenvolvedores ou jogadores profissionais. Hoje, o cenário é outro. À medida que a indústria de jogos eletrônicos cresce, ela também amplia a demanda por profissionais de tecnologia, design, produção audiovisual, marketing, análise de dados e desenvolvimento de software, consolidando um mercado que já movimenta bilhões de reais por ano no Brasil.

O cenário é sustentado por uma audiência cada vez mais engajada. Segundo dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) 2026, 75,3% dos brasileiros afirmam ter o hábito de consumir jogos digitais, com 86,7% desta fatia dizendo que os games estão entre suas principais formas de entretenimento. O levantamento também mostra que o mercado é cada vez mais diverso: 52,8% dos jogadores são mulheres e 36,5% pertencem à Geração Z, grupo que lidera o consumo e impulsiona novas tendências de comportamento.

A busca por qualificação acompanha esse movimento, com formações que alimentam um mercado cuja demanda vai muito além da produção dos games, alcançando empresas de tecnologia, estúdios criativos, plataformas digitais e organizações ligadas aos esportes eletrônicos.

Segundo Thiago Alves, CMO da NoPing, a expansão do setor acontece porque o mercado se tornou mais amplo e mais exigente do ponto de vista tecnológico. “O aumento do público gamer e a consolidação de jogos competitivos online criam um ambiente mais exigente em termos de estabilidade e desempenho, o que impacta toda a cadeia da indústria”, afirma.

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Potencial brasileiro

O Brasil reúne uma das maiores comunidades de jogadores do mundo. Segundo dados da Statista, divulgados em novembro de 2025, o país figura entre os 15 maiores em consumo de games em todo o mundo.

No cenário econômico, os números reforçam o potencial da indústria. A consultoria PwC estima que o mercado global de games deverá alcançar US$ 321 bilhões até 2026. No Brasil, o setor já gera aproximadamente R$ 12 bilhões por ano, mantendo o país como líder latino-americano em receitas provenientes dos jogos eletrônicos.

Embora os eSports sejam a face mais visível desse crescimento, eles representam apenas parte das oportunidades criadas pela indústria. O ecossistema demanda desenvolvedores, engenheiros de software, analistas de dados, especialistas em infraestrutura, gestores de comunidades, produtores de eventos, narradores, profissionais de marketing, designers, criadores de conteúdo, psicólogos esportivos e técnicos especializados.

Para Alves, esse processo marca uma mudança importante na percepção do próprio setor. “Durante muito tempo, o mercado enxergou os games apenas como entretenimento. Hoje, estamos falando de uma indústria que movimenta tecnologia, inovação, educação e formação de profissionais altamente especializados. Cada novo jogo competitivo, campeonato ou plataforma cria oportunidades que vão muito além de quem está jogando.”

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Ao mesmo tempo, a competitividade crescente aumenta a necessidade de infraestrutura tecnológica de qualidade. Em jogos online, pequenas variações de latência podem influenciar diretamente o desempenho dos jogadores, estimulando investimentos em conectividade, otimização de redes e soluções voltadas à experiência digital.

“O Brasil já reúne uma das maiores comunidades gamers do mundo e possui enorme capacidade de formar talentos. Com investimentos em infraestrutura e qualificação técnica, temos condições de ampliar nossa competitividade internacional e fortalecer toda a cadeia de inovação ligada aos games e aos eSports”, conclui Alves.

 

NoPing

NoPing é uma plataforma líder em otimização de tráfego de rede para jogos online, criada para proporcionar a melhor experiência de gameplay reduzindo latência (ping), aumentando FPS e eliminando lag em títulos competitivos e multiplayer. Com mais de 3 milhões de usuários em mais de 150 países, a tecnologia da NoPing combina inteligência artificial e soluções patenteadas de múltiplas conexões que escolhem rotas mais rápidas e estáveis entre o jogador e os servidores de jogos, garantindo performance e fluidez durante as partidas. A plataforma também inclui ferramentas adicionais como monitoramento de desempenho, treinos de mira e recursos de interação, tudo pensado para atender desde jogadores casuais até profissionais e equipes de eSports. Para saber mais, acesse o site: NoPing ou Instagram LinkedIn.

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Agosto Dourado: como incentivar a amamentação sem aumentar a culpa materna

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Ginecologista alerta que promover o aleitamento materno também passa por acolhimento, informação baseada em evidências e apoio à saúde mental das mulheres

 

O Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, reforça anualmente os benefícios da amamentação para a saúde do bebê e da mãe. No entanto, especialistas defendem que a discussão precisa avançar para além da informação sobre vantagens nutricionais e imunológicas e incluir um tema cada vez mais presente na realidade das famílias: a culpa materna.

Embora a amamentação seja recomendada de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida e complementada até os dois anos ou mais, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas mulheres enfrentam dificuldades físicas, emocionais e sociais ao longo desse processo. Entre os principais desafios estão dor, fissuras mamilares, dificuldades na pega, privação de sono, exaustão, retorno ao trabalho e falta de rede de apoio.

Para a ginecologista e obstetra Dra. Karoline Prado, é fundamental que a promoção do aleitamento seja acompanhada de acolhimento e suporte às mulheres. “A amamentação oferece benefícios importantes para a saúde do bebê e da mãe, mas precisamos falar também sobre as dificuldades reais que muitas mulheres enfrentam. Incentivar o aleitamento não pode significar responsabilizar ou culpabilizar mães que encontram obstáculos nesse processo.”

Segundo a especialista, a maternidade ainda é cercada por expectativas irreais que podem gerar sofrimento emocional. “Muitas mulheres chegam ao pós-parto acreditando que amamentar será algo instintivo e simples. Quando surgem dificuldades, elas se sentem frustradas, incapazes ou culpadas. Isso pode impactar diretamente sua autoestima e até sua saúde mental.”

Quando a amamentação deixa de ser apenas uma questão física

O período pós-parto é marcado por intensas transformações hormonais, emocionais e sociais. Nesse contexto, dificuldades relacionadas à amamentação podem potencializar quadros de ansiedade e sofrimento psíquico.

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“A mulher está se recuperando de uma gestação e de um parto, aprendendo a cuidar de um recém-nascido e lidando com privação de sono. Quando existe pressão excessiva para que tudo aconteça perfeitamente, a experiência pode se tornar ainda mais desgastante”, explica a médica.

De acordo com a Dra. Karoline, o acolhimento precoce e a orientação adequada fazem diferença tanto para a continuidade da amamentação quanto para o bem-estar materno. “O objetivo deve ser oferecer suporte para que a mulher consiga amamentar da melhor forma possível, mas sem julgamentos. Cada história é única e precisa ser compreendida dentro da realidade daquela família.”

Rede de apoio faz diferença

Outro fator decisivo para o sucesso da amamentação é a presença de uma rede de apoio efetiva. Parceiros, familiares, amigos e profissionais de saúde desempenham papel importante na redução da sobrecarga materna.

“Muitas vezes, a mulher é vista como a única responsável pelos cuidados com o bebê. Mas amamentar demanda tempo, energia e dedicação. Quando outras pessoas compartilham tarefas da rotina, ela consegue se recuperar melhor e dedicar-se ao processo de forma mais tranquila.”

A especialista ressalta que o apoio também envolve respeito às escolhas e às necessidades da mãe. “Nem sempre o incentivo acontece por meio de conselhos. Muitas vezes, apoiar significa ouvir, acolher, ajudar nas tarefas diárias e compreender os limites físicos e emocionais daquela mulher.”

Informação baseada em evidências ajuda a combater mitos

A circulação de informações incorretas continua sendo um dos desafios para as mães que amamentam. Entre os mitos mais comuns estão a existência de “leite fraco”, a ideia de que mamas pequenas produzem menos leite e a crença de que dificuldades iniciais significam incapacidade para amamentar. “A grande maioria das dificuldades pode ser identificada e manejada com orientação adequada. Por isso, é tão importante que as mulheres tenham acesso a profissionais capacitados desde a gestação e durante todo o puerpério.”

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Segundo a médica, preparar as gestantes ainda no pré-natal contribui para reduzir expectativas irreais e aumentar a confiança no período pós-parto. “Quando a mulher recebe informações de qualidade antes do nascimento do bebê, ela se sente mais segura para enfrentar os desafios que podem surgir.”

Amamentação e acolhimento devem caminhar juntos

Neste Agosto Dourado, especialistas reforçam que defender o aleitamento materno não significa ignorar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres. Pelo contrário: promover a amamentação passa por garantir informação, suporte profissional, saúde mental e uma rede de apoio capaz de acolher as mães em suas diferentes realidades. “Precisamos substituir o julgamento pelo acolhimento. A amamentação é um processo que envolve mãe e bebê, mas também depende das condições oferecidas à mulher. Quanto mais apoio ela recebe, maiores são as chances de viver essa experiência de forma positiva e saudável”, conclui a Dra. Karoline Prado.

Serviço

Sinais de que a mãe pode precisar de apoio profissional durante a amamentação

  • Dor intensa e persistente ao amamentar;

  • Fissuras ou lesões mamilares frequentes;

  • Dificuldades na pega do bebê;

  • Sensação constante de exaustão ou sobrecarga;

  • Ansiedade excessiva relacionada à amamentação;

  • Sentimentos persistentes de culpa, incapacidade ou tristeza;

  • Dúvidas frequentes sobre produção de leite ou ganho de peso do bebê.

Karoline Prado

Médica ginecologista e obstetra, com atuação voltada à saúde íntima feminina em todas as fases da vida. Pós-graduada em procedimentos íntimos, incluindo laser e cirurgia íntima, trabalha com foco em bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida da mulher. Defende uma abordagem humanizada, baseada em evidências, com ênfase no acolhimento, autonomia e educação em saúde.

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