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Nova arena da UnB terá cobertura de 1.295 toneladas de aço sustentada por apenas quatro pilares

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Com vão livre de 45 metros e balanços que avançam 20 metros, projeto da Aula Magna aposta na engenharia em aço para criar uma praça coberta de mais de 7 mil m² no coração da Universidade de Brasília

Uma cobertura metálica de grandes proporções, sustentada por apenas quatro pilares e praticamente suspensa sobre uma ampla praça. Essa é uma das principais marcas da Aula Magna, nova arena multiuso projetada para a Universidade de Brasília (UnB), que terá capacidade para 1.500 pessoas e utilizará 1.295 toneladas de aço.

Previsto para ser concluído em 2028, o projeto terá 7.033 m² de área construída e será inserido em uma operação urbana mais ampla, que contempla urbanização e paisagismo. Mais do que um auditório, a Aula Magna foi concebida como uma grande praça coberta, capaz de receber cerimônias acadêmicas, espetáculos, formaturas, palestras e encontros culturais.

O principal desafio de engenharia está justamente acima desse espaço: uma grande cobertura metálica com vão central de 45 metros e balanços que avançam 20 metros no perímetro. A solução estrutural permite reduzir drasticamente a quantidade de apoios e manter livre a área central da arena.

“O conceito estrutural se organiza pela relação entre dois planos: o da cobertura e o do chão. Optou-se por priorizar e valorizar os vazios estruturais em relação aos cheios. A informação define o partido, que busca fazer com que o piso se estenda além dos limites do auditório, enquanto o teto metálico paira acima, criando continuidade fluida entre espaço interno e externo”, afirma Eder Alencar, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto.

Engenharia para fazer a cobertura “flutuar”

O efeito de leveza pretendido pelos arquitetos exigiu uma solução estrutural capaz de vencer grandes distâncias, suportar as ações do vento e controlar deformações sem comprometer a linguagem arquitetônica.

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“A cobertura flutua acima, concebida em estrutura metálica leve, garantindo que o teto atue de forma independente. A solução estrutural concentra a força do projeto”, explica Alencar.

A cobertura será formada por uma grelha metálica espacial composta por treliças com linhas horizontais em perfis abertos do tipo W e diagonais tubulares transversais. As treliças principais terão altura entre 2,10 e 2,35 metros, largura de 0,25 metro e modulação regular a cada 5 metros.

Com apenas quatro pilares sustentando a cobertura, a estrutura precisará vencer o vão central de 45 metros e os balanços de 20 metros no perímetro, ao mesmo tempo em que preserva a sensação visual de leveza.

“Os apoios foram posicionados para liberar a área central. A estrutura metálica trabalha com eixos perimetrais suportados por pilares de seção fechada, locados de modo a manter a praça desobstruída. Com paredes e arrimos recuados, os balanços funcionam como abas de uma grande varanda. A cobertura protege, orienta e amplia a área de permanência, sem transformar o auditório em caixa fechada”, destaca o arquiteto.

A dimensão dos balanços também exige atenção especial às ações do vento e ao comportamento estrutural da cobertura.

Diferentes tipos de aço em uma mesma estrutura

A complexidade do projeto levou à combinação de diferentes famílias de aço. As vigas do tipo W serão produzidas em aço patinável ou estrutural de alto limite de escoamento ASTM A572 Grau 50. Já diagonais e contraventamentos utilizarão perfis tubulares circulares e quadrados em A-500 Grau C.

Os quatro pilares metálicos terão seções fechadas delgadas, de aproximadamente 0,66 metro, desenvolvidas especialmente para a obra.

Além do desafio estrutural, o projeto precisa conciliar as exigências de um espaço destinado a receber até 1.500 pessoas.

“Um espaço para 1.500 pessoas precisa equilibrar inteligibilidade sonora, circulação, evacuação, segurança contra incêndio e conforto ambiental”, afirma Alencar.

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A estrutura principal de aço receberá pintura e revestimento intumescente, com desempenho mínimo previsto de 60 minutos de resistência e integridade estrutural durante a evacuação. Para proteção anticorrosiva, estão especificados jateamento em grau SA 2 1/2, primer epóxi rico em zinco metálico, camada intumescente e acabamento ignífugo em poliuretano acrílico. Os elementos expostos às intempéries terão película adicional.

Outro diferencial será a relação da arena com seu entorno. O palco foi projetado para funcionar tanto voltado para o auditório quanto conectado à esplanada entre a Reitoria e a Biblioteca, ampliando as possibilidades de uso do espaço.

Para o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), a Aula Magna demonstra como o sistema construtivo em aço pode viabilizar soluções arquitetônicas que exigem grandes vãos e poucos apoios. No projeto da UnB, a estrutura vence 45 metros de vão, sustenta balanços de 20 metros e permite manter a área central livre, além de contribuir para maior precisão e agilidade na montagem.

O projeto é de autoria de André Velloso, Eder Alencar, Matheus Gorovitz, Cláudia Garcia e Danielle Gressler, com estrutura e instalações de Miguel Maratá.

FICHA TÉCNICA

Projeto Arquitetônico/Arquitetos responsáveis: ARQBR / André Velloso, Eder Alencar, Matheus Gorovitz, Cláudia Garcia e Danielle Gressler
Empresa responsável pelo projeto da estrutura em aço: Miguel Maratá
Área construída: 7.033 m²
Volume de aço empregado: 1.295 toneladas
Conclusão da obra: 2028
Local: Brasília (DF)

Sobre o CBCA

O CBCA é uma entidade de classe, criada em 2002, com o objetivo de ampliar a participação da construção industrializada em aço no mercado nacional, realizando ações para sua divulgação e apoiando o seu desenvolvimento tecnológico no Brasil. Tem como gestor o Instituto Aço Brasil e não é uma entidade comercial.

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CIDADES

Maker Day Brasil 2026 reúne criatividade, tecnologia e aprendizagem prática em Brasília, Goiânia e Uberlândia

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Evento gratuito da Casa Thomas Jefferson e da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil promove oficinas de robótica, programação, realidade virtual, impressão 3D, arte, música e muito mais

Crianças, jovens, famílias, educadores e amantes da tecnologia e da criatividade terão a oportunidade de colocar a mão na massa durante o Maker Day Brasil 2026, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro, em Uberlândia, Brasília e Goiânia. Realizado pela Casa Thomas Jefferson, em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o evento é gratuito e aberto ao público.

O evento reúne oficinas e experiências que conectam tecnologia, arte, educação, história e inovação. Ao longo da programação, os participantes poderão ter experiências com robótica, realidade virtual, programação, impressão de objetos 3D, costura, papelão e outras atividades artísticas.

Nesta edição, o Maker Day integra o Freedom 250, iniciativa que celebra os 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos. O tema será explorado a partir de diferentes linguagens e experiências, aproximando conceitos como liberdade, democracia, criatividade e inovação do universo maker.

Em Brasília, a programação acontece no sábado, 26 de setembro, das 9h às 13h, na unidade da Casa Thomas Jefferson da Asa Norte.

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Um dos destaques da programação brasiliense será a oficina de criação de instrumentos musicais com o músico Felipe Fiúza, realizada em duas sessões, às 9h30 e às 11h. A atividade é indicada para participantes a partir de 10 anos e terá 100 vagas por sessão, sujeitas à lotação.

Em Goiânia, também no sábado, das 9h às 13h, o público poderá participar de atividades de costura e criação de cadernos, construção com papelão, impressão 3D, criação de adesivos, marcadores de página, Maker Missions e programação. A programação inclui ainda oficinas de construção com pratos de papel e criação de windsocks.

Já em Uberlândia, o Maker Day acontece na sexta-feira, 25 de setembro, das 14h às 18h, com oficinas em fluxo contínuo. Entre as experiências estão a NASA Mission!, de programação; costura e criação de cadernos; arte com o tema “Pets de Nova York”; construções com papelão; educação midiática no Interland; realidade virtual com parques nacionais dos Estados Unidos; marcenaria criativa e Makey Makey.

As atividades foram pensadas para diferentes faixas etárias, com opções para crianças a partir de 3 anos, além de experiências destinadas a adolescentes e adultos.

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Mais do que apresentar ferramentas tecnológicas, o Maker Day propõe uma experiência de aprendizagem baseada na curiosidade e na experimentação. Entre foguetes, robôs, instrumentos musicais, realidade virtual, programação, costura e construções com papelão, cada estação convida o participante a transformar uma ideia em algo concreto.

É dessa forma que o Freedom 250 se conecta ao evento: usando história, tecnologia e arte para criar, experimentar e aprender.

A participação é gratuita e aberta ao público, mediante inscrição.

 

SERVIÇO
Maker Day Brasil 2026 | Freedom 250
Realização: Casa Thomas Jefferson, em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil
Quanto: gratuito e aberto ao público, mediante inscrição
Inscrições pelo site: thomas.org.br

Uberlândia
Data: sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Horário: das 14h às 18h
Local: Rua Otília Souza Oliveira, 75 – Morada da Colina

Brasília
Data: sábado, 26 de setembro de 2026
Horário: das 9h às 13h
Local: Casa Thomas Jefferson – Asa Norte | SGAN 606

Goiânia
Data: sábado, 26 de setembro de 2026
Horário: das 9h às 13h
Local: Rua 1139, nº 251 | Quadra 251, Lote 22 – Setor Marista

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